O Caderno
Meia noite o ponteiro marcava Naquele relógio antigo Na encruzilhada um homem estava Uma voz veio e lhe chamou de amigo E seguiu dizendo assim Ao pé de um velho Juazeiro Quem aqui cavar primeiro Encontrará riqueza enfim Ele estava com muito medo Mas daquilo guardou segredo E pra sua casa partiu No outro dia bem cedo Levantou correndo E pra lá, ele seguiu Ao cavar no Juazeiro Achou um baú cinzento E no mesmo instante abriu Dentro havia um caderno Velho, todo empoeirado Na capa negra retratado O cenário ardente do inferno Na primeira folha havia uma inscrição " Tudo o que aqui for escrito Pela palavra da maldição Vai se tornar real, esse é o veredito Mas quando na última folha chegar A morte virá visitar E te levará para o fim " Pra casa, ele correu E logo já quis testar Quando a primeira palavra escreveu Tudo começou mudar " No sétimo dia Do mês de novembro Eu ainda lembro Ganhei na loteria " Os dias foram passando Ele tanto se empolgou Cada coisa que foi anotando O caderno realizou Mas da inscrição esqueceu E quando se deu conta Ao ver a última folha pronta Na porta, alguém bateu Foi então que a morte Pegou o caderno e levou Deixando no mesmo Juazeiro As páginas ela apagou Para que outro descuidado Um dia também possa encontrar E queira vencer na vida Fácil, sem batalhar Mas que no fim pagará o preço E um dia o seu endereço A morte vai ir visitar
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