Embebedada pelo chá da paixão
Que tu derramou sobre mim
Sem perceber brinca com meu coração
Em minhas mãos estão as suas
E em meu trapo, suas marcas
Como as folhas da mais bela árvore
Fios de cabelo
Teu corpo está em meu colo
Mas saiba que o que realmente desejo
É a devoção total a sua alma
Você não sabe o que pede
Não sabe o que pode
Escrava
Prisioneira de si mesma
Já te abriram a jaula
Mas não se moveu por que é trabalho demais
O que tenho é desprezo
É uma completa catástrofe
Tudo o que eu quero de você
É algo que nunca vou ter.
Cordas perfuram meu cérebro
Minha única terapia
Assim lido com este mundo enlouquecedor
Forjadas na mais profunda pressão
Do necessário
A laringe queima papéis
Vapores de elegias
Amargo e energético como amônia
Necessito disso para não sucumbir
Nessa enlouquecedora vida
É tão estranho falar com você
É um sentimento diferente comparado a falar com qualquer outra pessoa
Não é paixão, não me entenda errado
É prazer...
Só é como se eu me perdesse em minha mente e em você
Como se o objeto sólido que é meu psicológico evaporasse e se espalhasse pela sua atmosfera
Pelos seus rios e risos
Arvores e amores
Tiros e horrores
Mas essas histórias ficam pra amanhã... Hehe..
Até amanhã!
No quarto
Na cama
Em prantos
O dois vulcões explodindo
Escorrendo o magma sobre a floresta de espinhos
Buracos negros
Sugando a luz daqueles que chegam perto
Um abismo sem fim
De onde saem os piores monstros,
Que tem lâminas afiadíssimas
Apontadas ao coração do primeiro que aparecer em sua frente
A pomba excomungada
Descendo ao Vale dos Ossos
Perco a paciência na assimetria defeituosa de culpa minha
Nas bordas laterais gélidas
Crescem estalactites nas montanhas tortas
As florestas cheia de frutas podres...
Derrubá-las-ei um dia
Quem sabe um dia
eu mude o meu reino
Sem a interferência
De uma rainha
/*Esta é uma releitura do poema “Medo”
*Também escrito por mim.
*/
Filho do anjo que morreu de raiva do Cruel
Filho do demônio suicidado por amor
Uma queimação
Em brasas
Nas mãos e em seu peito
Mas
Ainda no peito
Um coração de luz
Fervoroso de sabor doce
As vezes fervoroso como café
As vezes doce como chocolate
Do mais profundo e terrível abismo
De onde saem os piores inimigos cruéis
Saiu o Dilacerante
Ferindo as feridas
Mas o Filho
Sentindo um ódio preto como o de seu pai
Arrancou os braços do maldito
E arrancará tudo
Dos próximos que atacar
Sem hesitar
Não o fira
Ele não merece
Saiu do reino do Vale dos Ossos
Pra nunca mais voltar
No medo me vejo
Do futuro
De tudo
De repente
Sem controle
Dos braços, das mãos
Temo olhar o espelho
E ver uma figura horrenda
Quem é ele?
Choque
Palpitações
E lágrimas no travesseiro
É tudo que me resta?
Aos domingos
No suave da cama sinto um pesar
Em meus braços
Em meu peito
As geladas correntes
As quentes pernas
Daquele que me segura
Eu mesmo
Levanta-tê, pequeno!
Ajuda-me!
"Fica bem"
"Está tudo bem"
Quebrando
Lutando
Mudando
duv|das
mald|tas
me corr.em
por dentr.
O laç. no pescoço
Ansios.
Vomit.
C|rculo
O futur.
C.onstante
Repet|ndo
V.ltas
Pensand. demais
Sem descanç.
Dolor|do
No pe|to
Vou dar um je|to!
No quarto
Na cama
Com as mãos no rosto
Em prantos
Toda a frustração explodindo
Ardendo
Escorrendo como magma
Na floresta de espinhos maldita
A pomba excomungada
Descendo ao Vale dos Ossos
Perco a paciência na assimetria defeituosa de culpa minha
As florestas cheia de frutas podres...
Quero derrubá-las um dia
Nas bordas laterais gélidas
Crescem estalactites nas montanhas tortas.
Quem sabe um dia
eu mude o meu reino
Sem a interferência
De uma rainha