Está grande máquina mental
Pulsa em mim, pairou sobre a
Minha túnica e veio ela a mim;
Construiu mentes e formou
Corpos.
Fizerá ela agora a minha vez?
Foi e me fez, usou o bistrô e o meu
Não ofereceu.
Desce agora, alma lavada da carne
Profana do cálice; bebe e toma por
Ventura é tua culpa, senão fosse
A minha, seria a tua. Agora se faz
Sorte em pés de Figueira; se
Fez a riqueza da máquina
Em mim.
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Somos eu,
somos nós!
Queria poder ouvir a
Deus, as súplicas e os
clamores! As ínfimas de todas
as causas, eu me coloco
ao centro, aponto dedo a dedo.
Me chamam de louco
e Esperidião, ora, quem senão?
Morrei e viverei, porque
eu transbordo junto
ao primeiro e o último.
Tomo de juízo a causa,
torno-a consequência da minha
existência.
Abri a página 109, abri
a 110, a 111; foi logo
na 116. Nada encontrei.
Pensei numa resposta:
que tal eu encontrar a mim?
Perdi resposta,
não encontro solução.
A questão está dentro do
Eut.
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Vou deixar as minhas vestes
de lado.
Eu admirava o brilho das estrelas,
mas elas não me admiravam.
Eu admirava o brilho da lua,
mas ela só me ignorava.
Eu admirava as nuvens
e todas as suas formas,
mas ela não admirava
o meu jeito.
Eu abraçava o sol,
mas ele não me abraçava.
Vou pegar as minhas vestes,
e vesti-las.
Irei embora daqui
e irei levar
os corpos.
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Não fale.
Não ouça.
Não veja.
Não pratique.
Não abra as mãos.
Não deslize os pés.
O mal.
O mal.
O mal.
O mal.
Para o mal.
Para o mal.
Aqui existe.
Sempre existiu.
Ainda existe.
Nunca existiu.
Habitou entre nós.
Habita entre nós.
Pondera, mas não
sucumba ao mal.
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Deixa.
Deixa.
Deixa.
Deixa.
Ir.
Ir.
Ir.
Ela vai.
Vai.
Vai.
Ao fim.
Leva.
Leva.
Leva.
A morte.
Leva a alma.
Leva o sujeito.
Leva o homem.
Leva o fruto.
Vai.
E
Vai.
Para.
O.
Fim.
Mas que
Não.
Não.
Não.
Não.
Não.
Leva.
Para.
O.
Centro Azul.
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Me diz o código
E eu não digo as palavras,
Fecho os lábios
E tu sopra em minhas narinas,
Usa-as sem as minha
Ritimias.
Quero a frase e ponto,
Vou deixar as vírgulas,
Tudo lá! Só para você não
Reclama dos meus erros,
Que tal um acerto.
Conta a tua vida e deixa
O psicólogo tostar as dúvidas;
Deixa ele ficar pobre e castigo!
Cadê os crimes aqui eu já li
E encontrei os meus.
Coloque os seus, mas cadê
Deus? Coloc eu, está errado.. não
É você quem aprendeu a escrever
As palavras todas certas, agora eu não posso
Escreve-lás eradu? Cem acentu?
Con errus! Qem e voc pra mi
Corigi.
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16 9 12 1 20 1
15 3 12 1 18, 4 5, 2 5 13,
17 21 5, 22 9 21, 13 5 21, 2 5 13,
13 5, 6 5 26, 19 5 13, 14 5 13,
13 5, 22 5 18, 4 5, 2 5 13.
17 21 5 13, 3 18 9 15 21, 1, 3 15 18 15 1
5
15
18 5 9
13 15 18 20 15
7 18 9 20 15 21.
16 15 4 9 1
5 21
3 1 21 19 1 18
20 1 13 1 14 8 1
4 15 18?
19 5
14 1 15
6 15 19 19 5
15
8 15 13 5 13
19 5 13
18 15 21 16 1 19,
5 21
14 1 15
5 19 20 1 18 9 1
14 5 19 20 1
16 12 1 20 5 9 1.
16 15 4 9 1
5 21
12 8 5
1 3 21 19 1 18
19 5 13
20 1 13 1 14 8 1 19
16 18 15 22 1 19?
17 21 5 13
3 21 18 15 21
1
3 18 9 1,
3 18 9 1 13 5
19 5 13
5 12 1
5
3 18 9 5
1
19 15 14 15 18 9 4 1 4 5.
4 5
1
12 9 2 5 18 4 1 4 5,
19 15 12 20 5
5 19 20 5
16 1 19 19 1 18 15
5
4 5 9 24 5 15
22 15 1 18
16 5 12 15 19
22 5 18 19 15 19.
17 21 1 14 4 15
21 13
19 15
6 9 3 15 21
19 15 26 9 14 8 15
14 1 17 21 5 12 5
13 21 14 4 15,
17 21 1 14 4 15
14 1 15
20 9 14 8 1
13 1 9 19
14 9 14 7 21 5 13.
19 15 13 5 14 20 5
21 13.
1 12 7 21 5 13
7 18 9 20 15 21
15
20 5 21
14 15 13 5
14 1 17 21 5 12 1
16 9 12 1 20 1.
3 12 1 13 1
1
13 9 13
1 7 15 18 1,
19 15 3 15 18 18 1
13 5
1 7 15 18 1.
4 9 6 21 14 4 1 13 5
14 5 19 20 5 19,
2 5 12 15 19
16 1 12 5 9 15 19
1 7 15 18 1,
3 18 9 1 14 4 15
15
3 15 14 20 18 1 19 20 5,
4 9 6 21 19 15
5 14 20 18 5,
1
16 9 12 1 20 1,
5
15
6 21 19 15.
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Planta-me as nuvens
e corrói os corados!
São belos os pores do sol aqui,
nesta verde miséria
de tua pobreza.
O que devia ser, não há;
o que há, não há.
Vem-me aqui, ali,
ou nada me vem por ali.
Confundi o confuso,
o confudo,
o conduto.
Diz-me, ó clemência
de tua nobreza:
a juíza
de tuas três certezas.
Conta-me, ó entre as doze leis
da tábua,
a razão e a lógica
de minha morte poética,
nesta ilha,
ao meu relido e gélido
confissório aberto.
Já não temos mais razão!
Já não temo mais a morte,
nem sequer a minha ausência:
hoje,
ontem,
mês passado,
ano retrasado,
década passada
e século passado.
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Pleco ao leco,
desleixado é o pó
deste homem. Aponta
as pontas dos dedos aos altos,
marca o globo e os faz
de rato.
Roda no arco das
duas serpentes, sem
utilizar a tua dialética
confidente. Condiz e
conduz: a palavra se tornou
condição.
A lua por cima
e o sol por baixo!
Ilumina os dois lados da alma.
Do lado lacro,
macro ao visual, viés aos
meus pés. Os poetas
se constroem e eu me transformo
de forma difusa.
Construiu a razão e lógica,
descobriram a existência do divino!
O número e a hipérbole do homem
causaram a palavra,
e a palavra povoou,
e a língua nasceu.
E os meus versos mutum
ao teu pai, ao teu irmão!
A tua nascença foi em Caballi,
onde você nasceu
neste início.
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Olhando bem as paredes,
elas estão lá, se formam lá,
reconstroem-se, canto por canto.
Ela é tão bela e azul; sua flor
brota como um girassol
em meio ao pôr do sol quente.
A sua bela e única dor..
a dor cuja causa não há danos.
A beleza é tão profunda
que pode ser sentida.
Ela é feita, pele por pele,
em um conjunto
completamente diferente.
Totalmente azul,
bruscamente arranhada,
desajeitada, jogada
no meio da sala,
entre paredes,
enquanto as cinzas no chão
a rodeiam.
Mas, na vidraça azul,
a borboleta paira
e permanece lá,
grudada naquele instante,
como uma fotografia onírica.
E o vidro azul se torna
enfeite,
pote,
jarro,
desenho,
criança,
alma.
Ela falou, bem aqui,
que a cinza sem cinza
pairou ontem à noite
na penumbra
das enumbras azuis,
das azuis vidraças.
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