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Difuso _Ó Tudo

@Vento_Versatil · desde 2024

Estou só, apenas eu e meus versos, Sou Difuso, o pequeno poeta, que lhe espalha os ser desta vida, apenas os caminhos ligados ao nada nós levam.

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Desvolução

Está grande máquina mental Pulsa em mim, pairou sobre a Minha túnica e veio ela a mim; Construiu mentes e formou Corpos. Fizerá ela agora a minha vez? Foi e me fez, usou o bistrô e o meu Não ofereceu. Desce agora, alma lavada da carne Profana do cálice; bebe e toma por Ventura é tua culpa, senão fosse A minha, seria a tua. Agora se faz Sorte em pés de Figueira; se Fez a riqueza da máquina Em mim.

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Eut

Somos eu, somos nós! Queria poder ouvir a Deus, as súplicas e os clamores! As ínfimas de todas as causas, eu me coloco ao centro, aponto dedo a dedo. Me chamam de louco e Esperidião, ora, quem senão? Morrei e viverei, porque eu transbordo junto ao primeiro e o último. Tomo de juízo a causa, torno-a consequência da minha existência. Abri a página 109, abri a 110, a 111; foi logo na 116. Nada encontrei. Pensei numa resposta: que tal eu encontrar a mim? Perdi resposta, não encontro solução. A questão está dentro do Eut.

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Corpos

Vou deixar as minhas vestes de lado. Eu admirava o brilho das estrelas, mas elas não me admiravam. Eu admirava o brilho da lua, mas ela só me ignorava. Eu admirava as nuvens e todas as suas formas, mas ela não admirava o meu jeito. Eu abraçava o sol, mas ele não me abraçava. Vou pegar as minhas vestes, e vesti-las. Irei embora daqui e irei levar os corpos.

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Mephisto

Não fale. Não ouça. Não veja. Não pratique. Não abra as mãos. Não deslize os pés. O mal. O mal. O mal. O mal. Para o mal. Para o mal. Aqui existe. Sempre existiu. Ainda existe. Nunca existiu. Habitou entre nós. Habita entre nós. Pondera, mas não sucumba ao mal.

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Centro Azul

Deixa. Deixa. Deixa. Deixa. Ir. Ir. Ir. Ela vai. Vai. Vai. Ao fim. Leva. Leva. Leva. A morte. Leva a alma. Leva o sujeito. Leva o homem. Leva o fruto. Vai. E Vai. Para. O. Fim. Mas que Não. Não. Não. Não. Não. Leva. Para. O. Centro Azul.

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Colc

Me diz o código E eu não digo as palavras, Fecho os lábios E tu sopra em minhas narinas, Usa-as sem as minha Ritimias. Quero a frase e ponto, Vou deixar as vírgulas, Tudo lá! Só para você não Reclama dos meus erros, Que tal um acerto. Conta a tua vida e deixa O psicólogo tostar as dúvidas; Deixa ele ficar pobre e castigo! Cadê os crimes aqui eu já li E encontrei os meus. Coloque os seus, mas cadê Deus? Coloc eu, está errado.. não É você quem aprendeu a escrever As palavras todas certas, agora eu não posso Escreve-lás eradu? Cem acentu? Con errus! Qem e voc pra mi Corigi.

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Pilata

16 9 12 1 20 1 15 3 12 1 18, 4 5, 2 5 13, 17 21 5, 22 9 21, 13 5 21, 2 5 13, 13 5, 6 5 26, 19 5 13, 14 5 13, 13 5, 22 5 18, 4 5, 2 5 13. 17 21 5 13, 3 18 9 15 21, 1, 3 15 18 15 1 5 15 18 5 9 13 15 18 20 15 7 18 9 20 15 21. 16 15 4 9 1 5 21 3 1 21 19 1 18 20 1 13 1 14 8 1 4 15 18? 19 5 14 1 15 6 15 19 19 5 15 8 15 13 5 13 19 5 13 18 15 21 16 1 19, 5 21 14 1 15 5 19 20 1 18 9 1 14 5 19 20 1 16 12 1 20 5 9 1. 16 15 4 9 1 5 21 12 8 5 1 3 21 19 1 18 19 5 13 20 1 13 1 14 8 1 19 16 18 15 22 1 19? 17 21 5 13 3 21 18 15 21 1 3 18 9 1, 3 18 9 1 13 5 19 5 13 5 12 1 5 3 18 9 5 1 19 15 14 15 18 9 4 1 4 5. 4 5 1 12 9 2 5 18 4 1 4 5, 19 15 12 20 5 5 19 20 5 16 1 19 19 1 18 15 5 4 5 9 24 5 15 22 15 1 18 16 5 12 15 19 22 5 18 19 15 19. 17 21 1 14 4 15 21 13 19 15 6 9 3 15 21 19 15 26 9 14 8 15 14 1 17 21 5 12 5 13 21 14 4 15, 17 21 1 14 4 15 14 1 15 20 9 14 8 1 13 1 9 19 14 9 14 7 21 5 13. 19 15 13 5 14 20 5 21 13. 1 12 7 21 5 13 7 18 9 20 15 21 15 20 5 21 14 15 13 5 14 1 17 21 5 12 1 16 9 12 1 20 1. 3 12 1 13 1 1 13 9 13 1 7 15 18 1, 19 15 3 15 18 18 1 13 5 1 7 15 18 1. 4 9 6 21 14 4 1 13 5 14 5 19 20 5 19, 2 5 12 15 19 16 1 12 5 9 15 19 1 7 15 18 1, 3 18 9 1 14 4 15 15 3 15 14 20 18 1 19 20 5, 4 9 6 21 19 15 5 14 20 18 5, 1 16 9 12 1 20 1, 5 15 6 21 19 15.

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Santa Helena

Planta-me as nuvens e corrói os corados! São belos os pores do sol aqui, nesta verde miséria de tua pobreza. O que devia ser, não há; o que há, não há. Vem-me aqui, ali, ou nada me vem por ali. Confundi o confuso, o confudo, o conduto. Diz-me, ó clemência de tua nobreza: a juíza de tuas três certezas. Conta-me, ó entre as doze leis da tábua, a razão e a lógica de minha morte poética, nesta ilha, ao meu relido e gélido confissório aberto. Já não temos mais razão! Já não temo mais a morte, nem sequer a minha ausência: hoje, ontem, mês passado, ano retrasado, década passada e século passado.

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Caballi

Pleco ao leco, desleixado é o pó deste homem. Aponta as pontas dos dedos aos altos, marca o globo e os faz de rato. Roda no arco das duas serpentes, sem utilizar a tua dialética confidente. Condiz e conduz: a palavra se tornou condição. A lua por cima e o sol por baixo! Ilumina os dois lados da alma. Do lado lacro, macro ao visual, viés aos meus pés. Os poetas se constroem e eu me transformo de forma difusa. Construiu a razão e lógica, descobriram a existência do divino! O número e a hipérbole do homem causaram a palavra, e a palavra povoou, e a língua nasceu. E os meus versos mutum ao teu pai, ao teu irmão! A tua nascença foi em Caballi, onde você nasceu neste início.

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Vidro azul

Olhando bem as paredes, elas estão lá, se formam lá, reconstroem-se, canto por canto. Ela é tão bela e azul; sua flor brota como um girassol em meio ao pôr do sol quente. A sua bela e única dor.. a dor cuja causa não há danos. A beleza é tão profunda que pode ser sentida. Ela é feita, pele por pele, em um conjunto completamente diferente. Totalmente azul, bruscamente arranhada, desajeitada, jogada no meio da sala, entre paredes, enquanto as cinzas no chão a rodeiam. Mas, na vidraça azul, a borboleta paira e permanece lá, grudada naquele instante, como uma fotografia onírica. E o vidro azul se torna enfeite, pote, jarro, desenho, criança, alma. Ela falou, bem aqui, que a cinza sem cinza pairou ontem à noite na penumbra das enumbras azuis, das azuis vidraças.

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