Santa Helena
Planta-me as nuvens e corrói os corados! São belos os pores do sol aqui, nesta verde miséria de tua pobreza. O que devia ser, não há; o que há, não há. Vem-me aqui, ali, ou nada me vem por ali. Confundi o confuso, o confudo, o conduto. Diz-me, ó clemência de tua nobreza: a juíza de tuas três certezas. Conta-me, ó entre as doze leis da tábua, a razão e a lógica de minha morte poética, nesta ilha, ao meu relido e gélido confissório aberto. Já não temos mais razão! Já não temo mais a morte, nem sequer a minha ausência: hoje, ontem, mês passado, ano retrasado, década passada e século passado.
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