E ela dança
Pelas ruas e pelos ventos
Pelos cantos da casa
E bem no fundo de dentro
Saltando para fora
Ansiando ser alcançada.
Ela balança suas vestes
Como folhas leves caindo no chão
Ansiando e chamando pelo meu coração.
Sou eu que a quer
Ou ela me quer?
Sra. Alforria,
Você é a esperança de minha alegria
Em que minha razão se encontra
No ápice do te encontrar
Para que com você eu venha dançar.
Dançarei como as mais belas
Que bailam no campo verde
No soprar de tua essência
Na veracidade de quem sou
No assumir minha condição
De um ser a procura de sua Alma
Para equilibrar-se na razão.
Em um futuro não tão distante
Estarei contigo
E dançaremos nos ventos?
Ou você está com Anúbis?
Deusa Fortuna
Mãe do destino,
Não tome de mim
Minha Alforria.
Mas antes, eu a tomei de mim mesmo
E te culpei por roubo.
E agora meu ser
Em um grande colapso
De forma introuniversal em mim
Falece, por eu ser
Meu Inimigo Ladrão
Aquele que roubou minha liberdade
Ao me prender na ilusão
Da Volúpia, a sensitiva,
No prazer fundado
Em coisas fúteis
No viver cansado
De hábitos inúteis.
--Thomas Anthony--
XIII/V/XXI
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Às vezes
Sinto-me próximo
Da Morte.
Talvez ela sempre
Esteve ao meu lado,
Será que ela é meu norte?
Sra. Libitina
Rainha de Anúbis,
Você me deseja tanto
A ponto de me tornar íntimo de ti?
Não,
Talvez eu a ame,
Ou ignoro pontos importantes
E me coloco perto de ti.
Mas ainda sim,
Você tem a liberdade?
--Thomas Anthony--
XX/IV/XXI
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Hoje sou livre?
Diga-me senhora Fortuna,
Tu me destes liberdade
Ou uma farsa vestida de verdade?
Diga-me Logos Filo,
Quem sou eu
Diante dos meus desejos?
Um completo escravo eterno
O prisioneiro dos meus anseios.
Se perante minha condição
Em vida sou Heylel Lasso Negrume
E busco a luz e liberdade,
No mundo dos mortos serei livre?
Será que Deus Anúbis
Me levaria a Maat
E eu seria livre ao ser julgado pela justiça?
Será que a Deusa Yiskah
Me levaria enfim a esperança
De que eu serei livre em vida?
Ou o Adveno Cósmico
Me predestinou a um futuro desconhecido
E nele sonho em ser livre/Sou Livre
E o hoje será somente história
Para contar e ensinar?
Em quem acreditar?
Em quem confiar
Se em mim mesmo
A esperança se desfaz
A cada dia que se vai?
Fortuna rogo a ti,
Não me leva a sra. Libitina
Não agora.
Sra. Libitina,
Rainha de Anúbis
Não me levas contigo
Talvez ainda em vida
Um dia serei livre...
--Thomas Anthony--
XVIII/IV/XXI
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Sou Diábolos,
O açoitador de mim mesmo
O que escreve seu coração e termos
Mas os esquecem,
E vaga pelo cosmos em mim
Completamente cheio do pandemônio.
O Anjo Caído,
Talvez eu possa ser.
Sem luz na vida,
A estrela guia
Que o fazia sonhar
E levantar todos os dias.
Venha sobre mim,
O Inferno flamejante
O lugar de desordem
E inteiramente sem paz.
Mas esse lugar de desordem
É minha psiquê sem ordem.
Ela em sua totalidade
Caminha junto a mim
Instável e sem estrutura.
Mas não é sua culpa,
Minha pobre alma
Que queima
Na dor e desconforto
De sua entropia.
Caminhe pelo cosmos em mim
E traga a estrela minha
A luz nas trevas
E organize essas peças quebradas
As que regulam minha mente
E desfaça essa entropia.
--Thomas Anthony--
XII/IV/XXI
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Sinto,
Minha alma queimar.
Quem está a queimando
Deixe um pouco do que sobrou,
Não a leve para sempre
Me deixe com ela mais um pouco.
Visto-me da dor,
Do fulgor daquele mesmo fogo
Que queima minhas feridas.
Brilha o caminho para a Sra. Libitina?
Ou o caminho à vida?
Se sou eu que escolho,
Já estou com a morte
Porque,
Existe fé em mim mesmo?
A fé de ressurgir
De minhas próprias cinzas
E como a fênix
Brilhar como o fogo,
Mas não o fogo da dor
E sim o da vida.
Deusa Yiskah,
Perdi meu caminho.
Adveno Cósmico,
Vago por esse cosmos
Em que me encontro aflito.
Sou teu antigo súdito,
Deusa Yiskah
Mas nunca se esqueça
Daquele sentimento profundo
Cascos dele ainda restam.
Meu demônio
Sou Eu,
Estou ardendo
No inferno da dor
E esquecido no fulgor
Dessa grande entropia.
Meus pilares
Caíram.
Minha psiquê,
Se foi?
--Thomas Anthony--
XI/IV/XXI
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Adminículo, essa é a Carta de uma Alma Perdida e Vagante.
Rasgo-me.
O que há dentro de mim?
Se em algum lugar aqui estou,
Talvez se meu coração sair
Conseguirei me libertar?
Não faz sentido,
Nada mais faz.
Se estou consciente de onde estou,
Por que isso não é suficiente
Para me libertar?
Se em minha entropia
Eu sei onde me encontro,
E vejo o caminho a seguir
Para enfim o equilíbrio conseguir,
Por que eu insisto em nessa prisão continuar?
Arranque para fora meu coração,
Então veremos se não serei livre
Até que a luz enfim retorne para mim.
Sei quem sou
O prisioneiro que pelas entranhas
Está acabado e desamparado.
O sangue vermelho,
Reflete as frustrações do Ido
Enquanto meu Eu Póstero
Está completamente perdido,
Incerto, sem um destino.
Vaga pelo caminho
Peregrino Perdido,
Talvez ache seu lugar
E enfim um dia se libertar
Das correntes que prende minha alma
E me faz um eterno refém
Dos arbítrios desregrados
Me tornando um ninguém.
Socorre-me com tuas mãos,
Liberte meu coração
E minha alma será livre
Para enfim seguir a razão
E seguir em frente.
-- De o Perdido Thomas Anthony, para aquele que entender essa humilde carta de desespero que vaga pelo cosmos.
XI/IV/XXI
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Estou ferido
E essa ferida queima
Trazendo o fogo da dor
Remoendo em mim o que restou
Daquilo que hoje já não sou.
Ela sangra,
E o sangue que escorre
Em sua essência
Já sinto isso a muito tempo.
A cor vermelha de meu sangue
Carrega consigo as lembranças
De um passado com dor,
De uma imagem não minha
Mas de outro alguém.
Alguém de outro espaço-tempo,
De outro Universo.
Queima-me oh dor
Faça como antes,
Mas não faça novamente.
Queima o que se foi
O que poderia ser
E o que nunca será.
Queima em mim o que restou
Para que você no amanhã
Não venha me queimar
E novamente me matar
Com teus espinhos.
A Donzela,
No momento não mais a espero
Por causa de você
Senhora Dor.
Em mim,
Essa ferida cresce
Não só por Ela
Mas pela entropia
Em meu ser.
Me consuma
Com tua brasa
Me desfaça com teu fogo
Traga dor em mim
Com teu sangue.
Mas não faça novamente...
--Thomas Anthony--
II/IV/XXI
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Desde a sua partida
Estou sem destino,
A única certeza
Não era real
Era a imagem
De um outro Eu
Em um outro Universo.
Mas nesse verso
Está a confissão
De um quebrado coração.
Onde está a força
Que me erguia para a luz
E via a certeza na vida?
O que me resta
É um vazio enorme
Causado não por você,
Mas pela transição
De quem eu era
A quem hoje sou
Pela mudança
De meu cerne
De meu Âmago.
Minha alma
Carece por um pilar,
Por que?
Meu ser,
Necessita da infinitude
Ou somente de um pensar
Que mantenha-me conectado
A mim mesmo?
Todo ser
Carece em si pela infinitude,
Apesar de sermos finitos.
Estamos e estaremos ligados
A infinitude pela eternidade
Mesmo no além da vida?
O que antes eram convicções,
Hoje resta somente uma
Que exclui o que existia:
Estou tão profundamente
Imerso
Na entropia
De mim mesmo.
--Thomas Anthony--
XXIX/III/XXI
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Não há mais Deusa.
Você não existe,
Se tornas em mim uma criação
Fictícia em minhas literaturas.
Em minha Literatura
Existem Universos
E você está só nos versos
E nunca na realidade
Desse tolo cego.
Senhorita Divina
Em um outro lugar,
Eu a amei
E você também me amou.
Eu pertenci a você
E você a mim.
Esse meu outro eu
Me deu suas memórias
E foi por isso
Daquele sentimento.
Agora vivo as consequências
Da imaginação da realidade
Que não era minha.
Não mais a espero,
Oh Deusa minha.
Não mais me espere,
Em qualquer realidade,
Em qualquer lugar,
Em qualquer mundo.
Por enquanto
Bastam as memórias,
Que nunca foram minhas.
--Thomas Anthony--
XXVI/III/XXI
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Está sem Deus,
Deusas e Deuses.
Não há quem o console
Nesse imenso Espaço Tempo.
Negra,
É a matéria que o compõe.
Sem luz,
Sem estrelas,
Sem planetas,
Sem vidas.
Rasgado e quebrado
É como ele se encontra agora.
O modo com a qual ele vivia,
Não existe mais.
Talvez ele esteja no limbo
Onde ele,
Não pode olhar para trás.
Ele clama para ser lembrado
Por ele mesmo.
Ele pede para retornar ou criar
Um novo universo dentro de si.
Ele, o universo
Já não é transcendente ao cosmos
Mas se ele é o cosmos,
Como poderia ser transcendente a si mesmo?
Se o universo é o próprio ser
Que escreve essa poesia,
Esse ser poeta
Está friamente perdido
Dentro de seu Eu Universo
Esquecido.
- Thomas, o esquecido. -
XV/III/XXI
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