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Thomas Heylel Anthony

@OPoetaOculto · desde 2019

"Sou um Poeta tentando ser Poeta cuja a alma não se aquieta. Vivo um elo, um elo de um todo, o todo da minha história, haverá escritapartes dela"

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Poesia

Em Busca da Alforria.

E ela dança Pelas ruas e pelos ventos Pelos cantos da casa E bem no fundo de dentro Saltando para fora Ansiando ser alcançada. Ela balança suas vestes Como folhas leves caindo no chão Ansiando e chamando pelo meu coração. Sou eu que a quer Ou ela me quer? Sra. Alforria, Você é a esperança de minha alegria Em que minha razão se encontra No ápice do te encontrar Para que com você eu venha dançar. Dançarei como as mais belas Que bailam no campo verde No soprar de tua essência Na veracidade de quem sou No assumir minha condição De um ser a procura de sua Alma Para equilibrar-se na razão. Em um futuro não tão distante Estarei contigo E dançaremos nos ventos? Ou você está com Anúbis? Deusa Fortuna Mãe do destino, Não tome de mim Minha Alforria. Mas antes, eu a tomei de mim mesmo E te culpei por roubo. E agora meu ser Em um grande colapso De forma introuniversal em mim Falece, por eu ser Meu Inimigo Ladrão Aquele que roubou minha liberdade Ao me prender na ilusão Da Volúpia, a sensitiva, No prazer fundado Em coisas fúteis No viver cansado De hábitos inúteis. --Thomas Anthony-- XIII/V/XXI

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Poesia

Pegado Na Morte

Às vezes Sinto-me próximo Da Morte. Talvez ela sempre Esteve ao meu lado, Será que ela é meu norte? Sra. Libitina Rainha de Anúbis, Você me deseja tanto A ponto de me tornar íntimo de ti? Não, Talvez eu a ame, Ou ignoro pontos importantes E me coloco perto de ti. Mas ainda sim, Você tem a liberdade? --Thomas Anthony-- XX/IV/XXI

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Poesia

Liberdade, Anúbis a Tem?

Hoje sou livre? Diga-me senhora Fortuna, Tu me destes liberdade Ou uma farsa vestida de verdade? Diga-me Logos Filo, Quem sou eu Diante dos meus desejos? Um completo escravo eterno O prisioneiro dos meus anseios. Se perante minha condição Em vida sou Heylel Lasso Negrume E busco a luz e liberdade, No mundo dos mortos serei livre? Será que Deus Anúbis Me levaria a Maat E eu seria livre ao ser julgado pela justiça? Será que a Deusa Yiskah Me levaria enfim a esperança De que eu serei livre em vida? Ou o Adveno Cósmico Me predestinou a um futuro desconhecido E nele sonho em ser livre/Sou Livre E o hoje será somente história Para contar e ensinar? Em quem acreditar? Em quem confiar Se em mim mesmo A esperança se desfaz A cada dia que se vai? Fortuna rogo a ti, Não me leva a sra. Libitina Não agora. Sra. Libitina, Rainha de Anúbis Não me levas contigo Talvez ainda em vida Um dia serei livre... --Thomas Anthony-- XVIII/IV/XXI

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Poesia

Heylel Em Busca da Luz.

Sou Diábolos, O açoitador de mim mesmo O que escreve seu coração e termos Mas os esquecem, E vaga pelo cosmos em mim Completamente cheio do pandemônio. O Anjo Caído, Talvez eu possa ser. Sem luz na vida, A estrela guia Que o fazia sonhar E levantar todos os dias. Venha sobre mim, O Inferno flamejante O lugar de desordem E inteiramente sem paz. Mas esse lugar de desordem É minha psiquê sem ordem. Ela em sua totalidade Caminha junto a mim Instável e sem estrutura. Mas não é sua culpa, Minha pobre alma Que queima Na dor e desconforto De sua entropia. Caminhe pelo cosmos em mim E traga a estrela minha A luz nas trevas E organize essas peças quebradas As que regulam minha mente E desfaça essa entropia. --Thomas Anthony-- XII/IV/XXI

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Poesia

A Alma Queimando...

Sinto, Minha alma queimar. Quem está a queimando Deixe um pouco do que sobrou, Não a leve para sempre Me deixe com ela mais um pouco. Visto-me da dor, Do fulgor daquele mesmo fogo Que queima minhas feridas. Brilha o caminho para a Sra. Libitina? Ou o caminho à vida? Se sou eu que escolho, Já estou com a morte Porque, Existe fé em mim mesmo? A fé de ressurgir De minhas próprias cinzas E como a fênix Brilhar como o fogo, Mas não o fogo da dor E sim o da vida. Deusa Yiskah, Perdi meu caminho. Adveno Cósmico, Vago por esse cosmos Em que me encontro aflito. Sou teu antigo súdito, Deusa Yiskah Mas nunca se esqueça Daquele sentimento profundo Cascos dele ainda restam. Meu demônio Sou Eu, Estou ardendo No inferno da dor E esquecido no fulgor Dessa grande entropia. Meus pilares Caíram. Minha psiquê, Se foi? --Thomas Anthony-- XI/IV/XXI

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Poesia

Carta ao Adminículo

Adminículo, essa é a Carta de uma Alma Perdida e Vagante. Rasgo-me. O que há dentro de mim? Se em algum lugar aqui estou, Talvez se meu coração sair Conseguirei me libertar? Não faz sentido, Nada mais faz. Se estou consciente de onde estou, Por que isso não é suficiente Para me libertar? Se em minha entropia Eu sei onde me encontro, E vejo o caminho a seguir Para enfim o equilíbrio conseguir, Por que eu insisto em nessa prisão continuar? Arranque para fora meu coração, Então veremos se não serei livre Até que a luz enfim retorne para mim. Sei quem sou O prisioneiro que pelas entranhas Está acabado e desamparado. O sangue vermelho, Reflete as frustrações do Ido Enquanto meu Eu Póstero Está completamente perdido, Incerto, sem um destino. Vaga pelo caminho Peregrino Perdido, Talvez ache seu lugar E enfim um dia se libertar Das correntes que prende minha alma E me faz um eterno refém Dos arbítrios desregrados Me tornando um ninguém. Socorre-me com tuas mãos, Liberte meu coração E minha alma será livre Para enfim seguir a razão E seguir em frente. -- De o Perdido Thomas Anthony, para aquele que entender essa humilde carta de desespero que vaga pelo cosmos. XI/IV/XXI

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Poesia

Ferida que Queima, Ferida que Sangra.

Estou ferido E essa ferida queima Trazendo o fogo da dor Remoendo em mim o que restou Daquilo que hoje já não sou. Ela sangra, E o sangue que escorre Em sua essência Já sinto isso a muito tempo. A cor vermelha de meu sangue Carrega consigo as lembranças De um passado com dor, De uma imagem não minha Mas de outro alguém. Alguém de outro espaço-tempo, De outro Universo. Queima-me oh dor Faça como antes, Mas não faça novamente. Queima o que se foi O que poderia ser E o que nunca será. Queima em mim o que restou Para que você no amanhã Não venha me queimar E novamente me matar Com teus espinhos. A Donzela, No momento não mais a espero Por causa de você Senhora Dor. Em mim, Essa ferida cresce Não só por Ela Mas pela entropia Em meu ser. Me consuma Com tua brasa Me desfaça com teu fogo Traga dor em mim Com teu sangue. Mas não faça novamente... --Thomas Anthony-- II/IV/XXI

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Poesia

A Real Imagem do Ex-Súdito de Yiskah e Ex-servo do Adveno Cósmico.

Desde a sua partida Estou sem destino, A única certeza Não era real Era a imagem De um outro Eu Em um outro Universo. Mas nesse verso Está a confissão De um quebrado coração. Onde está a força Que me erguia para a luz E via a certeza na vida? O que me resta É um vazio enorme Causado não por você, Mas pela transição De quem eu era A quem hoje sou Pela mudança De meu cerne De meu Âmago. Minha alma Carece por um pilar, Por que? Meu ser, Necessita da infinitude Ou somente de um pensar Que mantenha-me conectado A mim mesmo? Todo ser Carece em si pela infinitude, Apesar de sermos finitos. Estamos e estaremos ligados A infinitude pela eternidade Mesmo no além da vida? O que antes eram convicções, Hoje resta somente uma Que exclui o que existia: Estou tão profundamente Imerso Na entropia De mim mesmo. --Thomas Anthony-- XXIX/III/XXI

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Amor

Memórias Advindas do Multiverso.

Não há mais Deusa. Você não existe, Se tornas em mim uma criação Fictícia em minhas literaturas. Em minha Literatura Existem Universos E você está só nos versos E nunca na realidade Desse tolo cego. Senhorita Divina Em um outro lugar, Eu a amei E você também me amou. Eu pertenci a você E você a mim. Esse meu outro eu Me deu suas memórias E foi por isso Daquele sentimento. Agora vivo as consequências Da imaginação da realidade Que não era minha. Não mais a espero, Oh Deusa minha. Não mais me espere, Em qualquer realidade, Em qualquer lugar, Em qualquer mundo. Por enquanto Bastam as memórias, Que nunca foram minhas. --Thomas Anthony-- XXVI/III/XXI

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Poesia

O Poeta Perdido Em Seu Cosmos.

Está sem Deus, Deusas e Deuses. Não há quem o console Nesse imenso Espaço Tempo. Negra, É a matéria que o compõe. Sem luz, Sem estrelas, Sem planetas, Sem vidas. Rasgado e quebrado É como ele se encontra agora. O modo com a qual ele vivia, Não existe mais. Talvez ele esteja no limbo Onde ele, Não pode olhar para trás. Ele clama para ser lembrado Por ele mesmo. Ele pede para retornar ou criar Um novo universo dentro de si. Ele, o universo Já não é transcendente ao cosmos Mas se ele é o cosmos, Como poderia ser transcendente a si mesmo? Se o universo é o próprio ser Que escreve essa poesia, Esse ser poeta Está friamente perdido Dentro de seu Eu Universo Esquecido. - Thomas, o esquecido. - XV/III/XXI

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