Thomas Heylel Anthony @OPoetaOculto
Poesia

Carta ao Adminículo

Adminículo, essa é a Carta de uma Alma Perdida e Vagante. Rasgo-me. O que há dentro de mim? Se em algum lugar aqui estou, Talvez se meu coração sair Conseguirei me libertar? Não faz sentido, Nada mais faz. Se estou consciente de onde estou, Por que isso não é suficiente Para me libertar? Se em minha entropia Eu sei onde me encontro, E vejo o caminho a seguir Para enfim o equilíbrio conseguir, Por que eu insisto em nessa prisão continuar? Arranque para fora meu coração, Então veremos se não serei livre Até que a luz enfim retorne para mim. Sei quem sou O prisioneiro que pelas entranhas Está acabado e desamparado. O sangue vermelho, Reflete as frustrações do Ido Enquanto meu Eu Póstero Está completamente perdido, Incerto, sem um destino. Vaga pelo caminho Peregrino Perdido, Talvez ache seu lugar E enfim um dia se libertar Das correntes que prende minha alma E me faz um eterno refém Dos arbítrios desregrados Me tornando um ninguém. Socorre-me com tuas mãos, Liberte meu coração E minha alma será livre Para enfim seguir a razão E seguir em frente. -- De o Perdido Thomas Anthony, para aquele que entender essa humilde carta de desespero que vaga pelo cosmos. XI/IV/XXI

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