A dor de perder os avós é imensurável!
Certa vez, eu conversava com uma pessoa sobre perder alguém e essa pessoa, de forma grotesca, olhou para mim e falou: "Mas, com essa idade, estava na hora de morrer mesmo". Aquela frase foi como uma facada em minha alma, porque a pessoa anulava a dor que eu estava sentindo, sendo que, poucos dias antes, ela também tinha perdido alguém, só que mais jovem. Eu parei naquele momento e, do mais profundo de mim, não encontrei nenhum fio de coragem para dizer algo que a ferisse. Eu sabia que é impossível dimensionar a dor, seja ela qual for.
Os avós, quando morrem, têm a nossa idade, pois a nossa convivência com eles dura o tanto de anos que temos. Se eles morrem com 50, 60, 80 ou 100 anos para outras pessoas, para nós, morrem com a nossa idade.
O luto, apesar de suas fases, nunca será enfrentado igualmente por todos. É claro que a vida continua; uns sorriem com mais facilidade, outros choram com mais intensidade, mas não há, neste mundo, quem dimensione a dor de perder alguém que amamos.
Quem dera se a presença física dos avós fosse eterna, assim como seus abraços, seus cuidados, suas defensivas. É estranho aprender a conviver com a falta, com a pouca coragem de fazer a mínima coisa, seja levantar da cama ou ter que trabalhar no dia seguinte após o sepultamento.
Mas, apesar de tudo, não há privilégio maior do que amar e ter sido amada(o) por nossos avós! Eles serão sempre o elo que nos mantém de pé, sobretudo quando nossos pés vacilantes parecem não saber o caminho.
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Em uma etapa da minha vida eu precisei aprender a pilotar fogão, e foi a fase mais difícil. Quando a semana da minha escala chegava, junto dela vinha o medo de não dar conta, de não agradar.
Se fosse só a cozinha, talvez eu não sofresse tanto, mas as responsabilidades eram inúmeras: limpar um espaço da casa gigantesco, rezar, cozinhar, estudar, limpar outro espaço que ficava com todas as minhas energias, dar conta das cobranças externas e internas e mais um pouco.
Mas, nas terças-feiras, sempre tinha a terapia e, quase sempre, eu falava do bolo que não dava certo, das vezes que eu via ele sempre sobrar porque não agradava a todo mundo.
A psicóloga me ensinou tanto com as etapas do bolo, que hoje eu faço aqui em casa e não sobra nenhum pedaço.
Não é que eu não sabia fazer bolo, o preparo não estava errado. Ele vinha regado do medo, da cobrança, era feito no lugar errado e para as pessoas erradas.
A psicóloga me ensinou as etapas não de mão beijada. A verdade é que eu aprendi a duras penas, mas só o fato dela me escutar e me incentivar a fazer mais um bolo na semana seguinte, me fez compreender que, às vezes, o que mais importa é estarmos bem conosco mesmos, colocarmos amor em tudo o que fazemos.
E, se o outro reclamar, não valorizar, diz mais sobre ele do que sobre nós mesmos.
Hoje eu faço com maestria um bolo de banana caramelizado, mas já penei fazendo um simples bolo fofo coberto com calda de Ninho.
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Quem dera eu pudesse descrever-te da forma que te sinto.
Talvez, ao transmitir para mim mesma como tu atravessas o mais humano de mim,
nos familiarizássemos
e eu não sofresse tanto por te sentir.
És tão covarde
que me assolas na calada da noite,
na madrugada silenciosa,
até quando já estou dormindo,
procurando um pouco de paz.
Vens na sensação mais cruel,
naquela que a gente não sabe,
mas pensa ser a morte.
Me perco de mim mesma
e procuro socorro,
mesmo sem saber onde encontrá-lo.
Por minutos que parecem eternos,
sinto meu corpo descontrolado,
minha cabeça não decide
se gela por completo
ou pega fogo.
Minha língua adormece,
meu corpo estremece,
meu coração acelera
como se o peito não fosse mais o seu lugar.
É como se a morte ficasse tão próxima,
mas tão próxima,
que eu não soubesse mais
como mandá-la embora.
Como és cruel, traiçoeiro!
Por que não me visitas
quando posso defender-me de ti?
Tu me fazes esquecer
todos os meus planos de vida,
porque o sentimento de morte que vem contigo
faz com que eu me sinta abraçada com a finitude.
Quando chegas até mim,
trazes junto a ti o sentimento
de que a morte me abraça,
mas eu me recuso,
e me recuso de tal forma
que corro quilômetros sem cansar
para buscar um sopro de vida,
mergulho em mim mesma
em busca de uma faísca de luz
que me faça sentir
que a vida ainda pulsa.
Benditas sejam as "gotinhas"
que me salvam de ti
quando eu fico sem forças;
benditas sejam as conversas
com o desconhecido
que se preparou para escutar
o que eu preciso escutar;
bendito e, mais que tudo,
seja Deus,
que, apesar das noites escuras
e dos dias sombrios,
não me falta.
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É sobre viver o processo...
Perder-se no caminho,
Enquanto aproveita
A caminhada...
Sonhar uma vida
Com muitas (ou poucas, talvez) páginas...
Mas,
Do início Ao fim,
Ser forte
Como o mandacaru.
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Perdida...
Que forte!
Talvez,
seja apenas a ânsia por encontrar na incerteza
O que a certeza já mostra.
Imersa no vazio preenchido,
Na Correria exacerbada mesmo sabendo que dá para chegar.
Na praça pública
acompanhada pelo Id que quer desafiar o ego.
Sinto-me Controlada pelo Ego
que se move pela necessidade de se autropreservar.
Por fim o superego me aperta o peito,
Surgindo como quem me fizesse sentir culpada.
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É preciso saber olhar...
Ver o mundo,
contemplar o segundo,
não querer correr
contra o tempo,
mas viver em paz.
Olhar para os novos horizontes
que surgem depois da ponte,
onde existe uma fonte,
de águas que brilham
e nos trazem paz.
É preciso saber olhar...
Olhar apenas para fora
e esquecer o que está dentro
é omissão, é quase pecar,
mas não querer receber o
perdão.
Enxergar a beleza do infinito,
do mundo bonito
que está em nós e em cada um.
É preciso saber olhar...
Amar o simples,
contemplar o belo.
Enxergar em cada sorriso,
sincero,
que para ter sucesso
não precisamos de muito;
Precisamos saber olhar,
olhar com a alma,
com calma, sem muita pressa.
É preciso saber olhar!
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Ela é repleta da fraqueza que a força vence,
É girassol à procura da luz em dias nublados.
Tem cabelos azuis, para recordar que tudo dentro dela é vivido com intensidade
Como a imensidão
Do mar.
Fecha os olhos para encontrar "Dunamis"
Quando, às vezes, a guerra do exterior é pequena
Comparada àquela que ela trava dentro de si mesma.
Ela é rodeada de girassóis
Que, assim como ela, buscam
a luz do sol,
Mesmo que ele esteja escondido
por entre as nuvens
Do infinito preto e branco,
Branco e preto.
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Coragem para quem decidiu.
Fraqueza para quem não entendeu.
Bem-aventurados
os considerados fracos
que na sua mais profunda coragem, decidem trilhar novos rumos.
Bem-aventurados os que choram
na calada da noite,
os que sofrem açoites,
mas decidem não açoitar.
Bem-aventurados
os que vivem o PROCESSO,
doloroso,
penoso,
mas preferem não reclamar.
Bem-aventurados
os que continuam lutando,
mesmo que as forças pareçam inexistir.
Bem-aventurados sois vós,
que nos desafios,
nos medos,
nas estradas íngremes,
nas noites escuras,
sabeis dizer: Quero recomeçAR!
Bem-aventurada seja a tua CORAGEM!
Afaste-se de ti a FRAQUEZA
vista por quem não te compreende.
#vida #recomeços #arte #poesia #literaturabrasileira
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Seria essa estranheza o medo de adentrar o caos?
A taciturnidade que invade o princípio vital,
Impedindo a intelecção do tempo presente,
Insiste em remeter-me ao porvir ou ao transato.
O hodierno pleiteia, mas o eu, esquiva-se!
O 'eu' refratário que não esteia o tumulto caótico,
demanda perfeição ininterruptamente,
esquadrinha tudo aquilo que por eventualidade
aterrore "o sair dos trilhos", a PERFEIÇÃO.
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Se na vida eu pudesse escolher
Com quem eu poderia viver,
Escolheria estar perto
de quem sabe
Ler,
Escrever,
Entender POESIA.
Há uma infinidade de coisas
que me assustam
E uma delas é a insensibilidade
Explicada pela razão perversa
De quem acha que já sabe tudo.
Que a poesia me proteja
Das palavras bonitas sem sentidos,
Dos gritos altos
Que abafam os silêncios verdadeiros.
Que os versos me oportunizem
Muitas rimas
Nessas estrofes que ouso chamar:
Situações da vida!
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