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Eu Jeff

@Jeffisu2468 · desde 2018

Um mero mortal apaixonado porém com coração partido

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Poema

Talvez, eu, devesse

Talvez eu devesse Ser um pouco mais normal Aparecer menos na horizontal Tentar a sorte como um pardal Talvez eu devesse Numa noite escura Ser menos cascadura Sentir a brisa na minha nuca Desejar a vidar como ela é Mas mesmo se eu quisesse Há uma diferença entre querer e dever O querer é algo tão belo Eu quero, eu prospero, eu impero O dever é algo tão áspero Eu peço, eu devo, eu peco Talvez, eu, devesse Conspirar a favor da minha própria liberdade Que a luz do sol guiasse minha paisagem Sem medo ou receio da traíragem Porque tudo nessa vida de deve Se deve respeito, se deve responsabilidade e o momento Eu devo A vida, o tempo, a insignificância do meu ser O levantar, o caminhar, o refletir E mesmo assim eu não paro de pensar Que o Talvez irá encontrar o Chorar Que o Chorar encontrará o Elucidar E assim Eu, Devo, Talvez, Parar de tanto me autocriticar Porque já não sei mais onde irei parar

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Poema

Me sinto, perdido?

( Feito por mim - Jeff ) Me sinto, perdido? As vezes eu rio da vagareza do rio Outrora estou eu a vagar Nesse imensidão de valores vazios Que sinto a mim transpassar Estou eu, perdido? Isso me põe a pensar E nesse turbilhão vazio que aqui transborda Por dentro as vezes sempre me enoja Como eu, perdido? ( estou ) Como eu estarei, perdido? Será que foi numa vida passada Quando eu caminhava pela longa estrada amassada Com minha gravata embriagada Entre lamaçais viscosos e pegajosos Cheia de desafios índigos azul anil Azul anil desse mar do qual gostarei de me afogar Oh céus! Estou perdido! Longo caminho a nadar Perdido estou nesse mar de amor Traças na minha estante com discos de vinil Não sei nadar no seu frio amargor Dedilhando a arma apontada Com facas chamuscadas de ódio e rancor Perdido, eu estou! A essa hora a música já mudou O pardal já esqueceu a melodia Tudo muda de lugar Não há mais nada a se falar E já não sei mais onde há espaço para caminhar E nem mais o que escrever pra te esquecer Somos só eu, o eu-lírico, e meus devaneios Comendo pão de centeio mofado Com iogurte estragado e o café amargado Imaginando toda essa intragável situação Tentando achar uma solução pra esse mormaço Porque não há nada mais perdido Que um coração que não queira ser achado Latejando num peito esquecido Fingindo não querer ser amado É só ficou no ar aquilo que poderia ser dito Mas no fim foi fraco o suficiente pra não ser falado

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Na Noite

Na noite surge a premissa De um mundo sem vida De uma mentira transmitida E jamais vista De um fruto proibido Concebido de sua própria libido De seus pensamentos alucinógenos De seus lábios pecaminosos e pegajosos Cabe a cada qual seu charme preencher Cada mentira velada para seu par fazer Cada vertente serve para encher Seu ego camuflado de prazer E fazer toda primitiva vida se tremer No âmago dos seus pesadelos Cada alma se faz perpendicular a seus desejos Nessa trilha tão sombria e dividida Nada se faz despercebida Cada traje nesse castelo de cartas É venerado pelo caos e fúria do magma crescente E sempre o fio da navalha amarga É sempre a dor e o medo que podemos ver em frente As criaturas aqui presentes não se envergonham Apenas demonstram sua força com o ranger dos dentes Forjas e facões estão sempre presentes Nas suas missões estridentes O sol escaldante e efervescente E a cada minuto pele e epiderme se desmancham É sempre duro de se acreditar Até onde a humanidade foi capaz de chegar

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Poema

Outrem

Eu queria tanto poder escrever mais vezes A saudade as vezes consegue ser mais cruel as treze Ultimamente não é o desânimo que me assola Porque agora só isso me transborda É de tamanha idiotice pensar tanto em nós Quando nossos brilhantes lençóis Sequer transpuseram nossos anzóis E nossas mentes jamais estiveram juntas No mesmo travesseiro A frímola víscera tempestuosa Faz me derrubar a angustiante lágrima Lágrima agridoce sem sal, sem gosto, sem cal Dias e dias de ciclos Dias e dias de círculos E mais uma lágrima seca me cai Tal sei ao certo, tal mal faço a mínima noção Esse pão doce que me alimentou até aqui Em teus braços só me fazem 'chorrir' Pois é como se um ciclo se encerrasse E tal qual me acabasse virando do avesso da pele Choro pela saudade de noites acordadas Pelos sencilhos caídos Pelos vasos dilatados Pelos pensamentos periódicos e diários Sorrio pelo vossa aura azul celeste neural O vermelho dos teus lábios tão colossal Tudo em você é tão colorau E eu sem sal Cada detalhe do seu interior tão nada exposto mas tão implícito Esse seu jeito tão sútil de me arrancar belos sorrisos Tudo tão sadio Tudo tão tardio A naturalidade de uma travessa transbordada Cheia de ambos os lados E todas as atitudes tomadas Sendo devidamente julgadas Cada gesto de amor Cada ato de solidão Cada forma de dor É tão difícil compreender Como pode a vida saber Que uma hora você tem poder Uma vida pra viver E outra hora você sabe que é pra perder Pra perder pra valer Todo sentimento aqui sacramentado Vai mexendo e tecendo Cada estranho movimento De uma nova perspectiva De uma nova tentativa E a forma de vida que se cultiva Se dissipa e vira algo novo Assim como as gotículas de calor Que se condessam E viram gotículas de chuva Talvez essa chuva não sinalizada Seja um sinal para aprender seguir em frente Sem temer acidentes Mas como posso seguir para o futuro Se tudo o que me faria feliz neste momento Está sacramentado em outro universo Dizendo 'aceito' para outrem

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Eu ando

Eu ando ultimamente pensando tanto em você Meus dias se transformam em prazer quando há você Não um prazer Karnal, mas sim um prazer de viver Não há mais nada a se fazer Eu acho que agora é pra valer Toda criatura presente em meu ser Exalta e respeita você Seus cabelos cacheados hidratados como melancia Seus olhos exaltados como uma breve melancolia Sua pele polvorosa e bela como o jardim do Éden Seus lábios carmim como jasmim É o açaí que faltava no meu aipim Aquela combinação tão esplendorosa Aquela combinação tão efervescente Aquele seu sorriso me deixa tão contente Amo-te todas as vezes que se faz presente Se torna tão valente essa brisa convalescente Esse caos que ilubria e dilacera Ah como se erra e se ferra esse pobre escritor Nessa névoa quente Nessa neve do sol nascente Os erros nascem nessa própria literatura Aí como chora essa criatura E no fim do dia eu termino chorando e rezando Não há conexão e sentimentos algum E não iremos a lugar nenhum além do caminho que meus próprios sonhos nos permitirem chegar Ah! Se eu pudesse te amar! Ah! Se eu pudesse ao menos te ter! Ah! Se ao menos você sentisse algo por mim! Pois um dia você me trata tão bem e macio Como mil campos de algodão preparados para maturação Pois outro dia você me trata mal e sem receio Como mil campos de centeio estragados pela peste E nesse exato instante Eu percebo essa constante métrica esférica Que nós giramos e giramos mas não saímos do lugar Nós fazemos nosso próprio movimento de inclinação Cada qual para o seu lado, sem um pingo de união É como se um dia você fosse meu céu estrelado de mil topázios lapidados E no outro dia você fosse a pila-fria de um mausoléu empoeirado totalmente gelado E me tirasse a única fonte de luz que me deixaria pilhado

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Poema

Sonho

( Poema criado por mim Por favor não reproduzir ) Sonho Sonho sonhado Sonho dormido Sonho ungido (?) Noite passada sonhei E nesse sonho me imaginei Com uma vida estranha Mas uma vibe boa Mesmo eu sendo um atoa Não passei dessa para melhor Mas esse sonho me permitiu Mesmo com esse meu sangue frio Entender melhor o meu antigo rastro E com o tempo eu me desgasto Esse sonho foi tão avalassador Que no meio do meu calor e amargor Me trouxe o mais virtuoso valor Do meu interior Se por um lado eu ei de me entender Por outro lado eu mesmo me iludirei Porque palavras são mais fáceis de imaginar Do que os sentimentos para aprender Acho que pela primeira vez me senti vivo Não vivo psicologicamente Mas sim fisicamente Teu toque foi tão significativo E eu me sinto tão impulsivo Não me sinto mais criativo Mas eu observo, que meu dia foi em vão Como algo tão simples pode tirar meu chão E retirar minha conexão Sem ao menos pedir permissão Para me desconcertar Um afeto casual Um meio abissal Um caos colossal Com teu beijo de mentira Mas ao mesmo tempo tão real Aí de minha mente se aprofundar nesse sonho Porque cada noite é um novo dia E cada dia eu sofro mais Porque eu não posso olhar pra trás E rever essa bela lembrança de um dia anterior Essa lembrança de uma boa noite de sono Porque a cada novo piscar de olhos Uma parte de você se vai Uma parte de mim se perde E os nossos cosmos Se desencontram Se esquecem E desaparecem Eu já nem sei mais Quem eu era antes E quem eu sou agora Muito menos o porquê você foi embora E mesmo tão perto da hora de dormir Eu prefiro me persuadir a escrever Porque mesmo não sendo nada real Eu esqueci meus problemas E queria ter você novamente Porque meus pensamentos e batimentos cardíacos Eram tão sombrios E você me trouxe a ilusão A ilusão de uma boa diversão Oh boa noite de verão Porque calaste meu coração Me deste alegria E logo após me roubaste a vida Irei me abster Eu só não queria te esquecer Sonho, sonho meu Que saudades de um dia já ter sido seu 😔

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Poema

Suas mentiras

( Feito por mim Jeff 15 Dezembro de 2023 Por favor não copiar e nem reproduzir em nenhum outro lugar ) No assoalho de suas mentiras No berço das suas fantasias No mausoléu das suas intrigas Ha agora no mundo, mais um pra sua dinastia Tua mente não me engana Seu obsoleto modo de vida me arranha Me entristece a forma dessa trama O jeito como teu subsolo funciona Desses pontos construídos Desse nosso ninho polido A carcaça inflama Com essa estranha forma de persuadir Você insiste em mentir E me levar pro teu carrossel de ilusões Onde a desorganização Toma de conta do seu ser A pele de cordeiro se dissipa A fístula se amplia A tua doença avança como pipa Pelo ar você contamina Pela voz desanima Pelo toque você intimida Eu não creio como tua lábia é tão plena E aos poucos tão infima Seu poder de persuasão distoa Aquele pobre alma que não voa Mas no fundo confiava em você e te ouvia Teus conselhos são como pregos Teus amigos são tão falsos Pregavam você como santo Mas aos poucos minha cabeça dura Me levou ao ponto de ser jogado aos lobos Onde as cicatrizes hão de perpetuarem nesse pobre lobo Teus caminhos são escuros, estreitos Tendo por esse lugar teus maiores medos Os quais partem de você teus anseios E glorificam tua parcialidade nesse caos Caos e confusão dominam teu reino Você e a estética dos seus devaneios Você não soa quando mente, espirra veneno Nessa sua pira, nessa sua birra Nesse teu mundano conhecimento Você inflama todos ao teu redor Voce suga toda energia que te rodeia Você emana e transpira revolta Por todos que estão a sua volta

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Verdade

Tormenta e tempestade

✓/'_'\Feito por mim /'_'\✓ Entre a calmaria e a tempestade Há um vasto mar de incerteza De onde emerge a tormenta E faz da vida uma surpresa. Os ventos sopram com força As ondas se agigantam no mar E o céu escurece em breu Enquanto raios cortam o ar. Mas, no meio da tempestade Há beleza e estranha harmonia No choque de forças opostas Que criam uma nova sinfonia. E quando a tormenta passa Deixa em seu rastro a destruição Mas também a promessa de recomeço E a força para enfrentar a próxima aflição. Por isso, não tema a tormenta Nem tema a tempestade Pois, como a vida, elas são imprevisíveis E podem abrir novas possibilidades. ____________________________ Observação: a cada novo seguidor, 1 novo poema ____________________________

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Alegria

Alegria ou não... Alegria se foi sem aviso Deixou-me vazio, sem sorriso A margem da sombra de tristeza é o que sinto E me arrepio com cada desafio O sol já não brilha mais em meu peito Saudade é o que sinto ao seu respeito Somente o vazio por dentro Me enche com tolas promessas E desse vazio eu enfrento O descontentamento do meu ser Nada mais restou além da dor Solidão é o que ficou, sem amor Sombrio é o meu viver sem alegria E mesmo assim sinto o frio De um nublado dia de inverno Cobrindo meu ser E me deixando sem ver Esse mar de solidão Será que um dia verei o final dessa dilaceração?

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Farsa

Farsa A triste farsa da minha vida É como um palhaço sem graça Faço rir quem me olha entrelaçado Mas meu coração se despedaça Cada riso é um pranto disfarçado Cada piada, um grito de dor Nessa farsa eu estou enjaulado Sem saber como alcançar o amor O público aplaude minha loucura E ri de todos meus desenganos Mas no fundo, só sinto amargura E choro escondido nos meus panos É uma triste farsa que eu represento E não há cura para minha dor Pois a plateia não sabe o tormento De um coração que sangra sem pudor E a cada apresentação uma nova despedida Nesses dias tão claros, nessa raiva expelida E a farsa vai prevalecendo O meu suor vai amargando Minha pele entristecendo E meu esforço se esgotando Mesmo assim vou olhando Olhando por todos os cantos Lugares sujos e frios nesse ramo Onde só me engano E nesse compasso vou mergulhando Em um mundo cheio de desenganos

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