Talvez eu devesse
Ser um pouco mais normal
Aparecer menos na horizontal
Tentar a sorte como um pardal
Talvez eu devesse
Numa noite escura
Ser menos cascadura
Sentir a brisa na minha nuca
Desejar a vidar como ela é
Mas mesmo se eu quisesse
Há uma diferença entre querer e dever
O querer é algo tão belo
Eu quero, eu prospero, eu impero
O dever é algo tão áspero
Eu peço, eu devo, eu peco
Talvez, eu, devesse
Conspirar a favor da minha própria liberdade
Que a luz do sol guiasse minha paisagem
Sem medo ou receio da traíragem
Porque tudo nessa vida de deve
Se deve respeito, se deve responsabilidade e o momento
Eu devo
A vida, o tempo, a insignificância do meu ser
O levantar, o caminhar, o refletir
E mesmo assim eu não paro de pensar
Que o Talvez irá encontrar o Chorar
Que o Chorar encontrará o Elucidar
E assim
Eu, Devo,
Talvez,
Parar de tanto me autocriticar
Porque já não sei mais onde irei parar
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( Feito por mim - Jeff )
Me sinto, perdido?
As vezes eu rio da vagareza do rio
Outrora estou eu a vagar
Nesse imensidão de valores vazios
Que sinto a mim transpassar
Estou eu, perdido?
Isso me põe a pensar
E nesse turbilhão vazio que aqui transborda
Por dentro as vezes sempre me enoja
Como eu, perdido? ( estou )
Como eu estarei, perdido?
Será que foi numa vida passada
Quando eu caminhava pela longa estrada amassada
Com minha gravata embriagada
Entre lamaçais viscosos e pegajosos
Cheia de desafios índigos azul anil
Azul anil desse mar do qual gostarei de me afogar
Oh céus! Estou perdido!
Longo caminho a nadar
Perdido estou nesse mar de amor
Traças na minha estante com discos de vinil
Não sei nadar no seu frio amargor
Dedilhando a arma apontada
Com facas chamuscadas de ódio e rancor
Perdido, eu estou!
A essa hora a música já mudou
O pardal já esqueceu a melodia
Tudo muda de lugar
Não há mais nada a se falar
E já não sei mais onde há espaço para caminhar
E nem mais o que escrever pra te esquecer
Somos só eu, o eu-lírico, e meus devaneios
Comendo pão de centeio mofado
Com iogurte estragado e o café amargado
Imaginando toda essa intragável situação
Tentando achar uma solução pra esse mormaço
Porque não há nada mais perdido
Que um coração que não queira ser achado
Latejando num peito esquecido
Fingindo não querer ser amado
É só ficou no ar aquilo que poderia ser dito
Mas no fim foi fraco o suficiente pra não ser falado
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Na noite surge a premissa
De um mundo sem vida
De uma mentira transmitida
E jamais vista
De um fruto proibido
Concebido de sua própria libido
De seus pensamentos alucinógenos
De seus lábios pecaminosos e pegajosos
Cabe a cada qual seu charme preencher
Cada mentira velada para seu par fazer
Cada vertente serve para encher
Seu ego camuflado de prazer
E fazer toda primitiva vida se tremer
No âmago dos seus pesadelos
Cada alma se faz perpendicular a seus desejos
Nessa trilha tão sombria e dividida
Nada se faz despercebida
Cada traje nesse castelo de cartas
É venerado pelo caos e fúria do magma crescente
E sempre o fio da navalha amarga
É sempre a dor e o medo que podemos ver em frente
As criaturas aqui presentes não se envergonham
Apenas demonstram sua força com o ranger dos dentes
Forjas e facões estão sempre presentes
Nas suas missões estridentes
O sol escaldante e efervescente
E a cada minuto pele e epiderme se desmancham
É sempre duro de se acreditar
Até onde a humanidade foi capaz de chegar
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Eu queria tanto poder escrever mais vezes
A saudade as vezes consegue ser mais cruel as treze
Ultimamente não é o desânimo que me assola
Porque agora só isso me transborda
É de tamanha idiotice pensar tanto em nós
Quando nossos brilhantes lençóis
Sequer transpuseram nossos anzóis
E nossas mentes jamais estiveram juntas
No mesmo travesseiro
A frímola víscera tempestuosa
Faz me derrubar a angustiante lágrima
Lágrima agridoce sem sal, sem gosto, sem cal
Dias e dias de ciclos
Dias e dias de círculos
E mais uma lágrima seca me cai
Tal sei ao certo, tal mal faço a mínima noção
Esse pão doce que me alimentou até aqui
Em teus braços só me fazem 'chorrir'
Pois é como se um ciclo se encerrasse
E tal qual me acabasse virando do avesso da pele
Choro pela saudade de noites acordadas
Pelos sencilhos caídos
Pelos vasos dilatados
Pelos pensamentos periódicos e diários
Sorrio pelo vossa aura azul celeste neural
O vermelho dos teus lábios tão colossal
Tudo em você é tão colorau
E eu sem sal
Cada detalhe do seu interior tão nada exposto mas tão implícito
Esse seu jeito tão sútil de me arrancar belos sorrisos
Tudo tão sadio
Tudo tão tardio
A naturalidade de uma travessa transbordada
Cheia de ambos os lados
E todas as atitudes tomadas
Sendo devidamente julgadas
Cada gesto de amor
Cada ato de solidão
Cada forma de dor
É tão difícil compreender
Como pode a vida saber
Que uma hora você tem poder
Uma vida pra viver
E outra hora você sabe que é pra perder
Pra perder pra valer
Todo sentimento aqui sacramentado
Vai mexendo e tecendo
Cada estranho movimento
De uma nova perspectiva
De uma nova tentativa
E a forma de vida que se cultiva
Se dissipa e vira algo novo
Assim como as gotículas de calor
Que se condessam
E viram gotículas de chuva
Talvez essa chuva não sinalizada
Seja um sinal para aprender seguir em frente
Sem temer acidentes
Mas como posso seguir para o futuro
Se tudo o que me faria feliz neste momento
Está sacramentado em outro universo
Dizendo 'aceito' para outrem
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Eu ando ultimamente pensando tanto em você
Meus dias se transformam em prazer quando há você
Não um prazer Karnal, mas sim um prazer de viver
Não há mais nada a se fazer
Eu acho que agora é pra valer
Toda criatura presente em meu ser
Exalta e respeita você
Seus cabelos cacheados hidratados como melancia
Seus olhos exaltados como uma breve melancolia
Sua pele polvorosa e bela como o jardim do Éden
Seus lábios carmim como jasmim
É o açaí que faltava no meu aipim
Aquela combinação tão esplendorosa
Aquela combinação tão efervescente
Aquele seu sorriso me deixa tão contente
Amo-te todas as vezes que se faz presente
Se torna tão valente essa brisa convalescente
Esse caos que ilubria e dilacera
Ah como se erra e se ferra esse pobre escritor
Nessa névoa quente
Nessa neve do sol nascente
Os erros nascem nessa própria literatura
Aí como chora essa criatura
E no fim do dia eu termino chorando e rezando
Não há conexão e sentimentos algum
E não iremos a lugar nenhum além do caminho que meus próprios sonhos nos permitirem chegar
Ah! Se eu pudesse te amar!
Ah! Se eu pudesse ao menos te ter!
Ah! Se ao menos você sentisse algo por mim!
Pois um dia você me trata tão bem e macio
Como mil campos de algodão preparados para maturação
Pois outro dia você me trata mal e sem receio
Como mil campos de centeio estragados pela peste
E nesse exato instante
Eu percebo essa constante métrica esférica
Que nós giramos e giramos mas não saímos do lugar
Nós fazemos nosso próprio movimento de inclinação
Cada qual para o seu lado, sem um pingo de união
É como se um dia você fosse meu céu estrelado de mil topázios lapidados
E no outro dia você fosse a pila-fria de um mausoléu empoeirado totalmente gelado
E me tirasse a única fonte de luz que me deixaria pilhado
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( Poema criado por mim
Por favor não reproduzir )
Sonho
Sonho sonhado
Sonho dormido
Sonho ungido (?)
Noite passada sonhei
E nesse sonho me imaginei
Com uma vida estranha
Mas uma vibe boa
Mesmo eu sendo um atoa
Não passei dessa para melhor
Mas esse sonho me permitiu
Mesmo com esse meu sangue frio
Entender melhor o meu antigo rastro
E com o tempo eu me desgasto
Esse sonho foi tão avalassador
Que no meio do meu calor e amargor
Me trouxe o mais virtuoso valor
Do meu interior
Se por um lado eu ei de me entender
Por outro lado eu mesmo me iludirei
Porque palavras são mais fáceis de imaginar
Do que os sentimentos para aprender
Acho que pela primeira vez me senti vivo
Não vivo psicologicamente
Mas sim fisicamente
Teu toque foi tão significativo
E eu me sinto tão impulsivo
Não me sinto mais criativo
Mas eu observo, que meu dia foi em vão
Como algo tão simples pode tirar meu chão
E retirar minha conexão
Sem ao menos pedir permissão
Para me desconcertar
Um afeto casual
Um meio abissal
Um caos colossal
Com teu beijo de mentira
Mas ao mesmo tempo tão real
Aí de minha mente se aprofundar nesse sonho
Porque cada noite é um novo dia
E cada dia eu sofro mais
Porque eu não posso olhar pra trás
E rever essa bela lembrança de um dia anterior
Essa lembrança de uma boa noite de sono
Porque a cada novo piscar de olhos
Uma parte de você se vai
Uma parte de mim se perde
E os nossos cosmos
Se desencontram
Se esquecem
E desaparecem
Eu já nem sei mais
Quem eu era antes
E quem eu sou agora
Muito menos o porquê você foi embora
E mesmo tão perto da hora de dormir
Eu prefiro me persuadir a escrever
Porque mesmo não sendo nada real
Eu esqueci meus problemas
E queria ter você novamente
Porque meus pensamentos e batimentos cardíacos
Eram tão sombrios
E você me trouxe a ilusão
A ilusão de uma boa diversão
Oh boa noite de verão
Porque calaste meu coração
Me deste alegria
E logo após me roubaste a vida
Irei me abster
Eu só não queria te esquecer
Sonho, sonho meu
Que saudades de um dia já ter sido seu 😔
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( Feito por mim Jeff 15 Dezembro de 2023
Por favor não copiar e nem reproduzir em nenhum outro lugar )
No assoalho de suas mentiras
No berço das suas fantasias
No mausoléu das suas intrigas
Ha agora no mundo, mais um pra sua dinastia
Tua mente não me engana
Seu obsoleto modo de vida me arranha
Me entristece a forma dessa trama
O jeito como teu subsolo funciona
Desses pontos construídos
Desse nosso ninho polido
A carcaça inflama
Com essa estranha forma de persuadir
Você insiste em mentir
E me levar pro teu carrossel de ilusões
Onde a desorganização
Toma de conta do seu ser
A pele de cordeiro se dissipa
A fístula se amplia
A tua doença avança como pipa
Pelo ar você contamina
Pela voz desanima
Pelo toque você intimida
Eu não creio como tua lábia é tão plena
E aos poucos tão infima
Seu poder de persuasão distoa
Aquele pobre alma que não voa
Mas no fundo confiava em você e te ouvia
Teus conselhos são como pregos
Teus amigos são tão falsos
Pregavam você como santo
Mas aos poucos minha cabeça dura
Me levou ao ponto de ser jogado aos lobos
Onde as cicatrizes hão de perpetuarem nesse pobre lobo
Teus caminhos são escuros, estreitos
Tendo por esse lugar teus maiores medos
Os quais partem de você teus anseios
E glorificam tua parcialidade nesse caos
Caos e confusão dominam teu reino
Você e a estética dos seus devaneios
Você não soa quando mente, espirra veneno
Nessa sua pira, nessa sua birra
Nesse teu mundano conhecimento
Você inflama todos ao teu redor
Voce suga toda energia que te rodeia
Você emana e transpira revolta
Por todos que estão a sua volta
Continuar lendo
✓/'_'\Feito por mim /'_'\✓
Entre a calmaria e a tempestade
Há um vasto mar de incerteza
De onde emerge a tormenta
E faz da vida uma surpresa.
Os ventos sopram com força
As ondas se agigantam no mar
E o céu escurece em breu
Enquanto raios cortam o ar.
Mas, no meio da tempestade
Há beleza e estranha harmonia
No choque de forças opostas
Que criam uma nova sinfonia.
E quando a tormenta passa
Deixa em seu rastro a destruição
Mas também a promessa de recomeço
E a força para enfrentar a próxima aflição.
Por isso, não tema a tormenta
Nem tema a tempestade
Pois, como a vida, elas são imprevisíveis
E podem abrir novas possibilidades.
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Observação: a cada novo seguidor, 1 novo poema
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Alegria ou não...
Alegria se foi sem aviso
Deixou-me vazio, sem sorriso
A margem da sombra de tristeza é o que sinto
E me arrepio com cada desafio
O sol já não brilha mais em meu peito
Saudade é o que sinto ao seu respeito
Somente o vazio por dentro
Me enche com tolas promessas
E desse vazio eu enfrento
O descontentamento do meu ser
Nada mais restou além da dor
Solidão é o que ficou, sem amor
Sombrio é o meu viver sem alegria
E mesmo assim sinto o frio
De um nublado dia de inverno
Cobrindo meu ser
E me deixando sem ver
Esse mar de solidão
Será que um dia verei o final dessa dilaceração?
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Farsa
A triste farsa da minha vida
É como um palhaço sem graça
Faço rir quem me olha entrelaçado
Mas meu coração se despedaça
Cada riso é um pranto disfarçado
Cada piada, um grito de dor
Nessa farsa eu estou enjaulado
Sem saber como alcançar o amor
O público aplaude minha loucura
E ri de todos meus desenganos
Mas no fundo, só sinto amargura
E choro escondido nos meus panos
É uma triste farsa que eu represento
E não há cura para minha dor
Pois a plateia não sabe o tormento
De um coração que sangra sem pudor
E a cada apresentação uma nova despedida
Nesses dias tão claros, nessa raiva expelida
E a farsa vai prevalecendo
O meu suor vai amargando
Minha pele entristecendo
E meu esforço se esgotando
Mesmo assim vou olhando
Olhando por todos os cantos
Lugares sujos e frios nesse ramo
Onde só me engano
E nesse compasso vou mergulhando
Em um mundo cheio de desenganos
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