Assim, bem baixinho, te grito.
(Te grito ao amor)!
Meu amor! Ah...O sonhei tão
verdadeiramente, o sonho
mais real e ao mesmo tempo,
tão surreal quanto o seu amor por mim!
E nessa noite, ele virou estrela!
Murmurar teu nome é quase
como uma reza. E como eu tenho rezado!
[...continua...]
| Jonathas Freitas
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Que meu rosto embebe-se em líquido aos sorvos?
Enxotou-o o franzino telhado feito das mãos, e estendeu-se
ao cumprido, em prados murchos, que prantos colheu-os
no anseio de ventura, como um vintem, valor da vela, velava o
palor da face dela. Outrora púrpura!
Como na aurora amanhecera viúva morta, abaixo o prado?
Sobre os olhos não tão alheios, chovia.
Meu pai ai até a cacimba de barro com a mão na alça, a mãe na caixa!
A terra paludosa, a dor de novas penas, tadinha, nessa tarde
eu já podia sorrir!
Embalde ao leito, eu febril, outrora a queria aqui!
Eu podia pedir a ela que voltasse. Me repudiaria!
Vou deixando mesmo longe, logo ela vai, logo ela vai.
|Jonathas Freitas
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Sabia que uma mágoa me faz sonhar
mas é uma boba, repentina.
Eu serpenteio nas matas das mágoas,
me faço beijá-la.
Quanto de mato me abracei,
que balbucia eu chorei.
Como pode acordar ainda estando dormindo.
Não é vinho melancólico
nem saúva na pele,
choro matas, e mato uma parte
de meu peito morto.
E quando tardinha, tadinha,
a morte se cala.
Se ela me rouba, eu já não tenho o que roubar.
- Eu acordei diferente entorpecido
dos tempos.
Sabia que a mágoa me faz chorar.
| Jonathas Freitas
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A quem a vida apresentou modos de viver;
Aqueles que de vivências, lhe apresentaram outros modos;
E um modificar que formara avessia de vida;
Quem passara por pontes baixas;
Podias de prantos debruçar sem alarde;
Sente a agonia rasgar sua mortalha de esperanças avulsas;
E em algum vulto sorrateiro, já se via a voar;
fostes forasteiro em seu peito baldio;
Tinha a tez queimada do estio, que acaso se atrasou;
Se seu ocaso crepuscular se envergonha e se deita no alvorecer;
Tem as mãos nos bolsos, claros bolsos que ventam;
E que os cabelos dançam como pétalas desprendem; se
Eis que vem as asas nas mãos, e as rolinhas já mortas;
Foi o peso de seu corpo, leve e desgostoso;
A quem a vida apresentou modos de viver;
-Viver é uma palavra engraçada!
|Jonathas Freitas
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Pensei que o assim faria e não o fiz
Segue por mim e eu sigo a ti
Corre de mim e por fim eu paro
Saber do outro é tão diferente
O diferente me cativa, mas me condena
Queria poder voar
Que prisão mais estranha associar liberdade a asas
Nem todas as asas voam
Será que a borboleta nas suas ínfimas 24h tem ao seu dispor o infinito da vida?
Eu continuo e tu parou, mas não parou em mim
Vou mostrar para eles do que tu eras feito e assim vamos seguir para o esquecimento
Lindo esquecimento, o qual odeio, mas deixar de existir é lindo, maravilho e majestoso
Segue à ordem e ela é absoluta!
No peito de tantos eu vivi
Será que vou viver?
Ainda a tantos que moram em mim
Tanto outros vão morar!
Quando a hora de todos chegar eu não ei de existir
E mesmo que não exista acho lindo não existir
|Paloma
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