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Fel Afã

@IvyZarb · desde 2022

Meramente um elo entre existência e a inexistência

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Reza do meu amor

Assim, bem baixinho, te grito. (Te grito ao amor)! Meu amor! Ah...O sonhei tão verdadeiramente, o sonho mais real e ao mesmo tempo, tão surreal quanto o seu amor por mim! E nessa noite, ele virou estrela! Murmurar teu nome é quase como uma reza. E como eu tenho rezado! [...continua...] | Jonathas Freitas

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Prado

Que meu rosto embebe-se em líquido aos sorvos? Enxotou-o o franzino telhado feito das mãos, e estendeu-se ao cumprido, em prados murchos, que prantos colheu-os no anseio de ventura, como um vintem, valor da vela, velava o palor da face dela. Outrora púrpura! Como na aurora amanhecera viúva morta, abaixo o prado? Sobre os olhos não tão alheios, chovia. Meu pai ai até a cacimba de barro com a mão na alça, a mãe na caixa! A terra paludosa, a dor de novas penas, tadinha, nessa tarde eu já podia sorrir! Embalde ao leito, eu febril, outrora a queria aqui! Eu podia pedir a ela que voltasse. Me repudiaria! Vou deixando mesmo longe, logo ela vai, logo ela vai. |Jonathas Freitas

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Quando eu acordei

Sabia que uma mágoa me faz sonhar mas é uma boba, repentina. Eu serpenteio nas matas das mágoas, me faço beijá-la. Quanto de mato me abracei, que balbucia eu chorei. Como pode acordar ainda estando dormindo. Não é vinho melancólico nem saúva na pele, choro matas, e mato uma parte de meu peito morto. E quando tardinha, tadinha, a morte se cala. Se ela me rouba, eu já não tenho o que roubar. - Eu acordei diferente entorpecido dos tempos. Sabia que a mágoa me faz chorar. | Jonathas Freitas

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Viver é a graça

A quem a vida apresentou modos de viver; Aqueles que de vivências, lhe apresentaram outros modos; E um modificar que formara avessia de vida; Quem passara por pontes baixas; Podias de prantos debruçar sem alarde; Sente a agonia rasgar sua mortalha de esperanças avulsas; E em algum vulto sorrateiro, já se via a voar; fostes forasteiro em seu peito baldio; Tinha a tez queimada do estio, que acaso se atrasou; Se seu ocaso crepuscular se envergonha e se deita no alvorecer; Tem as mãos nos bolsos, claros bolsos que ventam; E que os cabelos dançam como pétalas desprendem; se Eis que vem as asas nas mãos, e as rolinhas já mortas; Foi o peso de seu corpo, leve e desgostoso; A quem a vida apresentou modos de viver; -Viver é uma palavra engraçada! |Jonathas Freitas

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Prisão de Asas

Pensei que o assim faria e não o fiz Segue por mim e eu sigo a ti Corre de mim e por fim eu paro Saber do outro é tão diferente O diferente me cativa, mas me condena Queria poder voar Que prisão mais estranha associar liberdade a asas Nem todas as asas voam Será que a borboleta nas suas ínfimas 24h tem ao seu dispor o infinito da vida? Eu continuo e tu parou, mas não parou em mim Vou mostrar para eles do que tu eras feito e assim vamos seguir para o esquecimento Lindo esquecimento, o qual odeio, mas deixar de existir é lindo, maravilho e majestoso Segue à ordem e ela é absoluta! No peito de tantos eu vivi Será que vou viver? Ainda a tantos que moram em mim Tanto outros vão morar! Quando a hora de todos chegar eu não ei de existir E mesmo que não exista acho lindo não existir                                                        |Paloma

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