Viver é a graça
A quem a vida apresentou modos de viver; Aqueles que de vivências, lhe apresentaram outros modos; E um modificar que formara avessia de vida; Quem passara por pontes baixas; Podias de prantos debruçar sem alarde; Sente a agonia rasgar sua mortalha de esperanças avulsas; E em algum vulto sorrateiro, já se via a voar; fostes forasteiro em seu peito baldio; Tinha a tez queimada do estio, que acaso se atrasou; Se seu ocaso crepuscular se envergonha e se deita no alvorecer; Tem as mãos nos bolsos, claros bolsos que ventam; E que os cabelos dançam como pétalas desprendem; se Eis que vem as asas nas mãos, e as rolinhas já mortas; Foi o peso de seu corpo, leve e desgostoso; A quem a vida apresentou modos de viver; -Viver é uma palavra engraçada! |Jonathas Freitas
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