Fel Afã @IvyZarb

Prado

Que meu rosto embebe-se em líquido aos sorvos? Enxotou-o o franzino telhado feito das mãos, e estendeu-se ao cumprido, em prados murchos, que prantos colheu-os no anseio de ventura, como um vintem, valor da vela, velava o palor da face dela. Outrora púrpura! Como na aurora amanhecera viúva morta, abaixo o prado? Sobre os olhos não tão alheios, chovia. Meu pai ai até a cacimba de barro com a mão na alça, a mãe na caixa! A terra paludosa, a dor de novas penas, tadinha, nessa tarde eu já podia sorrir! Embalde ao leito, eu febril, outrora a queria aqui! Eu podia pedir a ela que voltasse. Me repudiaria! Vou deixando mesmo longe, logo ela vai, logo ela vai. |Jonathas Freitas

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