Ca(N)tingueira
Tenho o sertão atravessado em minha garganta Desempoeirando cada canto do meu coração Canto rouca sabiá caatinga à den'tu. Feita de barro minha língua Lambe o bucho do chão E engordo o verso. Cabeça de frade enfeita o dorso do meu pensamento Espanta daqui quebranto e mal olhado. Sertão das horas curvas Teus versos espinhos traiçoeiros Rasgam meu vestido Quando danço no curral das maravilhas. Sem segurar a cabruêra Avexada Com a visão pau de arara Eis-me me aqui sertão Ser tão vasto expanda ainda mais dentro de mim!
Vagner Alves
Aplausos! A riqueza dos detalhes nos leva ao sertão e suas maravilhas. Parabéns
Ivi
Agradeço, poeta. Fico feliz que tenhas gostado. Um abraço
kleiton
brava Iva... poema espetacular
Ivi
Agradeço, Kleiton. 😘😘
kleiton
amém
David
Parabéns Iva. tem umas figuras de linguagem interessantes.. Ostenta a tiara de Roseana Murray
Ivi
Muito agradecida, pela leitura, poeta. Eu não conheço essa escritora, vou pesquisar. Abração