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As vezes eu queria ser um cigarro pra poder morrer na boca de alguem que me escolheu mesmo sabendo quĂŁo ruim eu SOU
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@Its_ismyall · desde 2024
Entre linhas, meu ser se embala como um paradoxo melancĂłlico. E em cada versos sou poesia escrito em desabafos.
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As vezes eu queria ser um cigarro pra poder morrer na boca de alguem que me escolheu mesmo sabendo quĂŁo ruim eu SOU
Continuar lendoEu nunca precisei pedir que se levantem, Quando eu me levanto, todos se sente obrigados, É a minha energia que me elege, Meu jeito alimenta muitas almas, Eu sempre tive tudo, tenho o meu sagrado E não tem nada no mundo que eu não saiba, Eu botei fogo no meu pavio, pois sem mim eu não sou nada, Eu sempre fui rio por tanto nunca vou morrer de sede, sem água. A sua chance passou, sem aviso E agora você se prepara pra me ver sendo tudo que eu sou Enquanto você me sugava Como o mundo é meu, eu não divido Com quem não é subjetivo Se não foi convivendo comigo Não existe nada mais que te salva
Continuar lendoNão és completa ausência mas antes fosses; Ausência finda, aprende-se o vazio. Tu vens em brando gesto e voz serena, Mas nunca em fogo, nunca em arrepio. Se parto, não é por falta de afeto, Mas por cansaço de esperar o verão. E temo, amor, mais do que perder-te Ver outro colher tua floração.
Continuar lendoQue estranho mal em mim fez morada, Que quanto mais deseja, mais se perde; Busca no amor a alma repousada, E em cada afeto nova dor lhe herde. Cuidei achar em peito alheio abrigo, Por nĂŁo saber valer-me de mim mesmo; Mas quanto mais me entrego ao que persigo, Mais entro em mar profundo, escuro e lesmo. Vi muitas vezes a esperança acesa Brilhar qual sol nas águas da ventura, Mas logo a sombra, em sua natureza, Cobriu de medo a antiga formosura. Ah coração, por que tĂŁo mal governas Esse desejo inquieto e descontente? Se amas, temes; se foges, te condenas; Se esperas cura sangras lentamente. E assim prossigo, entre querer e medo, Preso ao que fere e ao que nĂŁo alcanço; Pois mesmo roto, este cansado enredo Ainda faz meu pobre peito manso. Que o amor nĂŁo mata sĂşbito o vivente, Antes o deixa, em lágrimas, cativo: Tira-lhe a paz, o sono e o juĂzo da mente, Mas guarda-lhe o sofrer para mantĂŞ-lo vivo.
Continuar lendoDiante do espelho, detĂ©m-se nĂŁo por vaidade, Mas por nĂŁo mais reconhecer o vulto que o encara. Outrora tĂŁo certo de seus prĂłprios desĂgnios, Hoje, espectador de suas decisões mais torpes. ApĂłs tanto desejar, tanto invocar em silĂŞncio, Tecer intenções como quem borda feitiço, Quando enfim lhe roça o ĂŞxito os dedos trĂŞmulos, É ele quem o desfaz como criança cruel com o prĂłprio brinquedo. Brinca com afetos alheios como quem nada possui, Declara-se presente, quando nem a si se encontra. Que imprudĂŞncia há em ferir o outro, SenĂŁo a mais Ăntima violĂŞncia contra si mesmo? Sua confusĂŁo, ah, esta nĂ©voa espessa Há de feri-lo, disso nĂŁo duvida, E ainda assim persiste, errante, Pois já sofre, mesmo antes do golpe final. Nada há mais excruciante Do que desejar ardentemente E, ao tocar o objeto do anseio, Descobrir que nĂŁo era como sonhara Ou pior… suspeitar que fora ele quem o corrompera. Seria o mundo diverso do que supunha, Ou Ă© ele quem, em segredo, sabota o prĂłprio enredo? Recorda-se de seus quereres passados tĂŁo seguro, tĂŁo nĂtido E agora soam-lhe caricatos, distantes, quase risĂveis. Conhece-se, de fato? Ou apenas decorou a si mesmo como um papel mal ensaiado? Pois o reflexo que o fita É mais turvo, mais indecifrável do que ousara admitir. E que Ă© essa bruma que lhe invade o espĂrito? Que lhe dissipa os desejos, os prazeres, as intenções, Como se tudo lhe escorresse por entre os dedos Antes mesmo de ser plenamente sentido? De que foge, ao lançar-se de leito em leito, Buscando nos corpos alheios um abrigo que nĂŁo sustenta? Que vazio Ă© esse que o impele, E por que toda proximidade lhe pesa como exaustĂŁo? E entĂŁo por fim a pergunta que nĂŁo cessa, Que ecoa mais alta que todas as outras: Por que, tendo tanto ao redor, Permanece ele… irremediavelmente sĂł?
Continuar lendo- Eu o amo. -Mas não devia. - Por que não devia? -Porque há amores que começam como abrigo… e terminam como labirinto.
Tu veio como quem acende, mas apagou sem perceber. Eu era inteiro no encontro, tu era sĂł o que dava pra ser. NĂŁo houve queda nem drama, sĂł o fim de uma ilusĂŁo: descobrir que a tua chama cabia inteira na minha mĂŁo. E quando a verdade veio, nĂŁo trouxe dor nem prisĂŁo sĂł o silĂŞncio sereno de quem enfim solta o peso que nunca foi seu, nem deveria ter sido no final.
Continuar lendoSe fosses capaz de ver-me como vejo tu, Se me espalhasse em ti como fizestes em mim, Não ia fazer mal, não ia fazer mal a ninguém. Tudo à minha volta tem um fragmento, Do pedaço que eu tive de ti, E na memoria, teu beijo, tu esqueceste aqui. Se os olhos meus te encantassem como encanta-me os teus, Mas talvez só por esta vez eu deva esquecer, Essa minha mania de sonhar o que eu não posso ter. Tudo em volta tem um pouco, Do pouco que eu tenho de ti, E esses versos que carregam alguns sonhos meus, Pesam-me o coração. Mas esta mania de lembrar-me do que nunca foi meu, Talvez só uma vez eu deva esquecer, Dos pedaços em volta que eu tenho de ti Na memoria, teu cheiro, tu esqueceste aqui E no vazio sozinho escuto-te.
Continuar lendoComo posso dizer que ainda estou paranóico de que você vá embora? Como posso dizer que me preocupo quando você diz que não há nada de errado? Estou escrevendo parágrafos para encontrar as palavras para dizer Não quero te chatear, mas preciso tirar esse peso do meu peito Ultimamente, você esteve dentro e fora do amor E eu tenho me sentido dentro e fora de contato Eu vou manter nosso registro Enquanto eu ainda estou esperando Tocando minha vida quebrada, deitado no meu quarto Talvez eu queira que você vá embora Talvez a maneira como você se sente esteja fora do meu controle E para ser honesto, sei que ter você é bom demais para ser verdade Mas não posso evitar de te dar tudo de mim Só posso ficar parado assistindo o caminho se dividir em dois Ultimamente, você esteve dentro e fora do amor E eu tenho me sentido dentro e fora de contato Então eu vou ficar com nosso registro Enquanto eu ainda estou esperando Tocando minha vida quebrada Eu só queria que você me ligasse de volta Já se passaram horas Eu acho que você quer ir embora, oh não (Mesmo se você fugir eu ficarei com nosso registro) Você vai ser mais um fugitivo? (Enquanto ainda estou esperando) Porque eu ainda estarei aqui (tocando minha vida quebrada) Pois Deus sabe quantos dias (eu só queria que você me ligasse de volta) Mesmo se você fugir (já faz horas) Eu não acho que você tenha que sair da minha vida (Porque eu ainda estarei aqui) Pois Deus sabe quantos dias Talvez eu não ache que você tenha que ir embora Então, como posso dizer que ainda estou paranóico, você vai embora Como posso dizer que me preocupo quando você diz que não há nada de errado Estou escrevendo parágrafos para encontrar as palavras para dizer Não quero te chatear, mas preciso tirar esse peso do meu peito Então eu vou ficar com sua lembrança Enquanto eu ainda estou esperando Tocando minha vida quebrada no meu quarto Talvez eu não ache que você tenha que ir embora Talvez eu ache que você tenha que ir embora
Continuar lendo[24/10, 1:15 AM] 𝓤𝓷đť“𝓮𝓬𝓲đť“𝓮𝓠𝓫𝓸𝔂: VocĂŞ e como uma porta fechada. Uma porta atrás da qual vivem sons, ecos de mundos que despertam minha curiosidade. [24/10, 1:15 AM] 𝓤𝓷đť“𝓮𝓬𝓲đť“𝓮𝓠𝓫𝓸𝔂: Mas nĂŁo tenho a sua chave. E me pergunto se, com o tempo, seria capaz de forjá-la. [24/10, 1:15 AM] 𝓤𝓷đť“𝓮𝓬𝓲đť“𝓮𝓠𝓫𝓸𝔂: Eu? Eu sou como uma represa: conservo litros e litros de sentimentos, água quieta prestes a romper. [24/10, 1:15 AM] 𝓤𝓷đť“𝓮𝓬𝓲đť“𝓮𝓠𝓫𝓸𝔂: Sua presença, quando toca o ar ao meu redor, reacende esperanças, como uma tempestade que volta a chover sobre mim. [24/10, 1:15 AM] 𝓤𝓷đť“𝓮𝓬𝓲đť“𝓮𝓠𝓫𝓸𝔂: Mas por quanto tempo durará essa chuva? Será que o outro lado da sua porta tem profundidade suficiente para caber minha água? [24/10, 1:16 AM] 𝓤𝓷đť“𝓮𝓬𝓲đť“𝓮𝓠𝓫𝓸𝔂: VocĂŞ Ă© o sete de copas cheio de sonhos, o enforcado invertido preso entre mundos, e o cavaleiro de ouro firme, mas distante. Enquanto eu sou o mundo: inteiro, mas sempre sĂł.
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