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Emy Evans

@EmyEvans · desde 2019

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Só dando um aviso rápido

Eu dei um tempo de postar, na verdade estava pensando em sair definitivamente, mas eu vou voltar a postar novamente, mas não nessa conta, voltei pra minha conta oficial. Então se puderem migrar pra lá rs. É Anavi (Ana). Desde já agradeço e estou feliz de ter voltado, depois de me recuperar de algumas coisas.

SIDARTA - Herman Hesse

“Nunca vi homem algum que me olhasse e sorrisse assim, que tivesse esse modo de andar e sentar-se” – pensou o jovem. – “Quem me dera olhar, sorrir, caminhar, manter-me sentado à sua maneira, com esse quê de liberdade, de dignidade, de discrição, de ingenuidade, de franqueza e de mistério! Realmente, assim só pode olhar e caminhar quem tiver penetrado no âmago de sua personalidade. Pois então, também eu me empenharei em penetrar no âmago de minha alma.” “Vi um homem ” – continuou Sidarta nos seus pensamentos – “um único homem, diante do qual tivesse de baixar os olhos. Não tenciono baixar os olhos diante de mais ninguém, ninguém! Já não me tentará doutrina alguma, uma vez que a dele não me seduziu.” “O Buda privou-me de muita coisa” – ponderou Sidarta. – “Tirou-me algo e ainda mais me deu de presente. Privou-me do amigo, do homem que acreditava em mim e agora crê nele, da pessoa que era minha sombra e passou a ser a sombra de Gotama. E, no entanto, ele me deu Sidarta, deu-me a mim mesmo.” São apenas trechos de obra que estou lendo e ja estou apaixonada. Prevejo que esse livro irá me marcar tanto quanto o outro livro do mesmo autor (que no caso foi "Demian). Esse autor é maravilhosoooo

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Poema

RETRATO - De Uma Humana

Décimo e último poema da minha série, com título mor: "Retrato" e os subtítulos de acordo comigo e sobre o que de mim irei escrever. Ora o que sou, ó chama universal ? Dúvidas e mais dúvidas, questionamentos constantes eu regurgitava. Sombras cobriam verdadeiras respostas. Sorrow. Sorrow in me. Essas dores pulsantes faziam sangrar minh'alma. A partida de minha identidade quebrava violentamente meus olhos, rompia minha carne. Desalmada será eu por distante sentir-me de seres que avisto ? Holly shit! Meu rosto escorria, escorria, escorria. Cera... era cera, não carne, não vida, não existente ? Já não sentia-me fundida a mim, meu eu secreto, meu refúgio, esse mistério tirado de mim foi. Mas... Glória seja dada a essas estranhas inspirações. Que deidade és, ó insight! Com tamanhas indagações, perdições, desilusões, paixões, mortes-vivências. Com tamanho sentimento... Não podia ser, não pode ser, mas é. O é de fato! Humana... Uma parte de mim encontrara: "Humana, demasiada humana." No fim dos escritos percebi que todos eles de certa forma, além de relatarem sobre mim, relatam sobre uma jornada, sobre o encontro de si, ou uma parte de si, sobre um retrato, a certeza de uma parte de quem sou para fazer esse retrato, afinal é difícil retratar-se se não sabes quem se é! Obrigada a quem acompanhou toda a série !! ^^

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Poema

RETRATO - De Uma Eros Musical

Penúltimo poema da minha série, com título mor: "Retrato" e os subtítulos de acordo comigo e sobre o que de mim irei escrever. Ah! My life. Dancemos nesse hell. Vamos, envolva-me com suas melodias. Mostre-me seu terror, seu paraíso, sua dor, your color. Stay with me, seduza-me mais, encante-me mais. Salve-me, preciso do seu alívio, do seu sabor, da sua vida e morte. Necessito desse ar pecaminoso, autoritário, dessa sua dominância de mim. Céus! Eu fugi não foi ? Cai em vícios mentais. Já me disseste que eu a abandonara. Mas retornei. Meu Eros Musical sempre habitou-me. Vivifique meus poros soterrados por micróbios, faça-se ar além desse algodão sobre minhas narinas. Desperte-me desta prisão de mortos, quebre essa corrente entre a morte e vida, tire-me dessa habitação escura . Desse tenebroso caixão. No fim só tu, Ó Música, era-me vida! No fim só tu não se partiu de mim. Ao fim saberemos que inerente a mim sempre fora.

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Humanidade

Corrupção Humana

Hahaha Eu diria que magnífico é Entrar em contato contigo. A corrupção da alma chamava-me, Dava-me um olá prazeroso. Já não sei diferenciar tamanhas artimanhas Que adentraram está alma humana. Céus! Tantos pensamentos, tantas desilusões... A realidade fede, Está apodrecida. As almas estão. Minha alma estava caindo naquela lama Deliberadamente, Deliberadamente entrando no cerne Do cruel, Do demoníaco, Daquela chuva ácida de podridão. Eu havia navegado para dentro da minha sombra. Meus demônios se colocaram em guarda, Eu caminhei com eles sem nenhuma luta, Eu cedi. Me corrompi. É possível manter a famigerada "santidade" nesse mundo, manter-se inocente ? NÃO! Claro que a angústia dominava-me toda vez que eu enxergava a pessoa que estava aos poucos tornando-me, Mas sabe, as forças estavam esgotadas. Já não conseguia lutar contra. Eu experimentara o vil do mundo, cansara de ir pelo caminho " justo", as pessoas pisam, elas ferem. Minha alma cansou-se dessa escravidão inocente. Percebi então que a corrupção humana é tentadora. Quando não se há amor próprio, a admiração de outrem se torna obcessiva, necessária, doentia. Psicótica. Eu não quero me tornar esse ser, Ser esse que já cedi um certo espaço meu, Já entrei nessa dança doentia. Mas eu irei lutar para sair. Desembaraçar esses emaranhados Formados tão precocemente devido a traumas. Lutarei pela minha sanidade em meio a carne (lê-se maldade). Derrubarei a mim mesma, Recuperarei meu eu morto, Já morri tantas vezes nessa vida mesmo. Mas o mundo não será visto da mesma forma. Saberei que em mim habita a corrupção, Habita forças humanas que eu tanto desprezo. Mas ah! Nesse mundo é impossível ser uma pura alma. Ou você vira um demônio ou você luta contra eles. O cinismo é necessário, O ceticismo, A autopreservação; Se queres sobreviver nesse mundo vil de forma honrosa, seja lá o que honra signifique. E sabe algo clichê mas tão verdadeiro... O pior demônio é o que habita o nosso próprio cerne, nossa alma. Considerações nos comentários.

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Poema

RETRATO - De Uma Juventude

Oitavo poema da minha série, com título mor: "Retrato" e os subtítulos de acordo comigo e sobre o que de mim irei escrever. Passos, passos, mais passos. Uma juventude oscilante vivi. Morri, nasci, sofri, chorei, pensei, cresci, despertei. Continuando a vagar por essas águas, águas da juventude que dizem serem fases, apenas paisagens, ilusões. Tão subestimada é essa tal juventude. Mas céus! Nela, nela eu tornei-me eu, tornei-me algo. Um ser mais independente, um ser mais consciente de si e das mazelas sociais. Nela sobrevivi, naufraguei a ponto de quase partir. Não saberia descrevê-la no entanto. Eu me superei de tantas formas, Como cantei, dancei, conheci. CONHECI. Beleza tão superficial que impõe a sociedade. Comecei a entender a verdadeira beleza também. Penso que de fato nunca irei sair. Sempre estarei aqui, sempre restarão em mim as incertezas juvenis. Até porque de uma juventude ainda não sai.

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Poema

RETRATO - De Uma Infância

Sétimo poema da minha série, com título mor: "Retrato" e os subtítulos de acordo comigo e sobre o que de mim irei escrever. Vamos brincar ? Claro que sim. Corria corria, Pulava, saltava. Se divertia na miséria que é dada a prole. Triste criança, não entendia que o que era seu o estado tomava para si. Alegre infância. Se divertia com suas fantasias. Com seu desejo de salvadora. Com suas ilusões de inferno e céu. Dançava as ocultas por feridas já feitas na tenra idade. "Tímida" "Céus! Se solte!" "Por favor (dizia internamemente), deixe-me apenas com minha mente" Não era apenas privada de uma vida digna; Além de viver na inópia, saber o que é a periferia, vivenciar a realidade ocultada das maiores mídias; Fora traumatizada. Mas quem não foi ? No entanto "De uma infância" ainda tivera suas alegrias de criança. "Menina menina, dance dance entre os bambolês, pule e cante. Não há preocupações, há muito o que se viver!" Hoje eu me pergunto: " Que vida ?" Último verso acrescentei agora rs

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We never change ?

Sim, de fato, tudo vem e vai. Algo de fato fica. Tudo aparentemente se torna ruína, Triste sina que esse mundo nos dá. Vejo e vejo almas desiludidas, Desistentes, O mundo as transforma, As da o estado de "doentes", Mas céus! Elas não SÃO doentes, perdão. Elas ESTÃO, É um estado e assim como a matéria pode ser mudado. "Tudo flui" Heráclito dizia. Sabes que és matéria viva, Eu acredito em ti, Espero que, apesar da perturbação, Tenha lhe ajudado. A vida é tão estranha não é, ela nos transforma, Nunca quis ser impositiva. Eu compreendo (genuinamente) o destino que traçou, Mas isso não faz com que eu concorde com as atitudes tomadas. No entanto a vida, Nem sei se existe destino, (Confesso que as vezes odeio essa "força" que teimam acreditar) Creio eu e anseio, Lhe conduzirá. Eu talvez consiga, ou talvez não. Talvez nunca entenda, Mas espero um dia entender. Gostaria de no entanto, Desde as minhas entranhas, Um dia reencontrar-te e Ver outra pessoa, Ou ao menos ver que, Sentir que, Agora de fato, Procura e acredita na mudança. Minhas últimas tentativas, palavras sobre algo. Espero não serem vãs.

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Poema

RETRATO - De Uma Observadora

Sexto poema da minha série, com título mor: "Retrato" e os subtítulos de acordo comigo e sobre o que de mim irei escrever. Inerte inerte, estátua pensante. Olhar vagante entre si e o objeto. De uma observadora com olhos "alemzisticos"; fitava vidas, auras, melancolias, triste sinas, almas vazias. Clamavam por felicidade. Ora ora! Minha salvadora. O que é isso afinal ? Rotina do dia-a-dia. Monotonia vazia vazia. Tudo era uma mentira. Fantoches de um estado enganador. Os conscientes eram hostilizados. Uma mera observadora, realidade, o que é ? Poderia fitar esperanças. Oh céus! Ela também existia. Mas por hora, queria fitar a verdade. A vida atual é um pecado, miséria habitual que destrói um corpo mortal. Ora ora, mais uma vez digo: "Há esperança". Mas agora essa observadora quer olhar as outras realidades veladas a distância.

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Poema

RETRATO - De Um Ser

Quinto poema da minha série, com título mor: "Retrato" e os subtítulos de acordo comigo e sobre o que de mim irei escrever. Ora ora ser, por que vazio se fica ? Por que taciturno se habita ? Por que melancólico perdura ? Ora ser, onde está sua ternura, sua poesia, seu motivo, onde está seu alívio ? Oh sim, ser! Sabes que é um desconhecer, sabes que habita em "nada", tentador niilismo, desalmado destino, fez de meu ser cínico, pessimista, caótico e com fundo vanguardista. Ser meu, deleite-se naquela brisa primaveril, rompa com esses ignorantes feitios, dance no caos de si. Perdure a noite se preciso for, contemple as estrelas se despertar-te for, mas não deixe morrer-te, não dê vida ao óbito. Não deixe de ser, Ser. Eu escrevi ele há dois dias junto com os 10 poemas dessa série. Mas agora em específico ele está bem meu estado. Queria ter uma brisa e estrelas pra olhar no entanto ksks

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