RETRATO - De Uma Juventude
Oitavo poema da minha série, com título mor: "Retrato" e os subtítulos de acordo comigo e sobre o que de mim irei escrever. Passos, passos, mais passos. Uma juventude oscilante vivi. Morri, nasci, sofri, chorei, pensei, cresci, despertei. Continuando a vagar por essas águas, águas da juventude que dizem serem fases, apenas paisagens, ilusões. Tão subestimada é essa tal juventude. Mas céus! Nela, nela eu tornei-me eu, tornei-me algo. Um ser mais independente, um ser mais consciente de si e das mazelas sociais. Nela sobrevivi, naufraguei a ponto de quase partir. Não saberia descrevê-la no entanto. Eu me superei de tantas formas, Como cantei, dancei, conheci. CONHECI. Beleza tão superficial que impõe a sociedade. Comecei a entender a verdadeira beleza também. Penso que de fato nunca irei sair. Sempre estarei aqui, sempre restarão em mim as incertezas juvenis. Até porque de uma juventude ainda não sai.
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