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Daniel Docasar

@DaniloDucasar · desde 2020

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A Dama e o Monstro (Parre VI)

Cores (Parte II) Gulp Era uma resposta que não sabia, cansada de fazer tanto, recebeu um copo d' água bebendo metade em um gole, guardando para o depois. Sua boca abriu para falar da falta de educação dos moradores da cidade, falando de tantos problemas, até mesmo aqueles que não costumava dizer. Nunca ouvi ela falar tantas coisas que nunca imaginou sair de sua boca, envergonhado se impressionava pela inteligência e dedicação da Dama, uma lado que poucos viam da mesma, querendo perguntar mais uma vez o que houve? Mas não consegui, já que se encantava com a Dama que conhecia naquele momento. Tic Tac Tic Estava na hora, ela deveria voltar para descansar, pela manhã estaria no salão arrumando todo o evento para sua exposição, enquanto pela tarde se arrumaria, pois já estaria atrasada

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A Dama e o Monstro [Parte VI]

Cores (Parte I) Em um bater de asas de uma borboleta a dama chegava ofegante na loja, essa que despia das apresentações formais, um jovem com tanto de vergonha, vergonha para não ser mal educado, vergonha para não fazer uma grosseria. Ela adentrava esquecendo seu cansaço, olhando todos os enfeites que escolheu, tanto de vermelho, tanto de laranja, tanto de amarelo, tantas cores quentes que não faziam ela se decidir. O envergonhado via pela primeira vez a dama que tinha sempre a certeza de tudo, parar para olhar sem ter certeza alguma, olhava tanto que não sabia mais o que escolher. Tic Tac Tic Tac Tic Tac Tic Tac Tic Até que parou em frente a um preto azulado, aquele silêncio que trazia dúvidas se rompeu em um toque brusco aos panos azuis, brancos, cinzas, pretos, roxos e várias cores fora do tom que havia começado para enfeitar toda sua festa. O envergonhado corria de um lado para o outro sem saber o que fazer, pegando cada coisa e mudando cada plano que ela havia feito, mas parecia satisfeito, pois pela primeira vez os planos da Dama haviam enfrentando mudanças! O envergonhado queria ficar sem um momento sem dizer uma palavra, mas em cólicas esperou o entardecer para na finalização das escolhas perguntar: Senhorita, hoje você está diferente, o que houve?

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Silencio

Encaro Não há palavras para descrever meu desejo Devoro com os olhos as curvas que lhe constituem Não desejo a carne que se mostra Mas a alma que se amostra Em palavras não ditas Em gesto que gritam Quero! Ah como quero você Silenciados em nossas vozes, vivendo os fervores de nossos corpos!

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Amado

Um sonho entrelaçado Em pés cansados e descalço De tanto andar se fere Pouco a pouco esperando que supere Aquele que foi amado Sempre quer se cuidado O que foi estragado Será superado Infelizmente ou felizmente Bença ou maldição Felicidade ou tristeza Cicatriz ou ferida O tempo cura as feridas Das bolhas estouradas Dos cortes que sangraram Das porradas que marcaram É só ser amado Aí sim será curado

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Sufocar

O peito se abre O corpo sofre Sem ar para poder respirar Em um dia que nunca vai acabar Em expectativas de uma outra vida Entre amores que vão são idas Dores que são de voltas Me sufoca saber das coisas Sufoca ainda mais as expectativas De nossos sonhos construídos Realidades destruídas

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Moeda

*Pequeno texto de reflexão Tentar lhe definir era a coisa mais fácil, dois lados e um todo. O que vejo são pessoas com duas faces, tudo tem seu oposto e esse oposto é o significado do existir, pois do que seria do baixo sem o alto? Do que seria o amor sem o ódio? Do que seria eu sem você? Percebi que quando amo odeio, pois sempre que amei me entreguei, quando tentou se apossar me perdeu. Não lhe enganando dizendo que seria minha primeira, mas seria honesto em dizer que se teve minha atenção, teria um tratamento especial como se fosse a primeira vez. Sempre perguntei para saber os limites, ouvi seus contos, cai em seus encantos e ainda me perdi ao olhar para você, ao afundar entendi, entendi que independente de qualquer coisa eu não seria tão especial como você era para mim. Eu era um objeto de seu pulsante desejo, algo passional que nunca seria realizado, por isso mesmo indo embora em prantos digo que lhe amei. E amo como amo, pois feliz é o ser que chora por amor e infeliz é aquele que nunca amou!

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Partir

Quando os olhos se encontram As mãos não tem calor Olho com certo temor Corações que se abandonam Por amores iludidos Em paixões perdidas Não temo amar o desamor Pois feliz é aquele que amou Triste seria o que nunca amou O que temo é não esquecer Essa sensação que é querer Mas nunca poder ter Por isso preciso partir Tenho que ir E peço para não me seguir.

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O Monstro e a Dama [Parte V]

[Pela Eternidade] As desconfortáveis risadas se silenciam em um ato altruísta, tanta maldade corrompida pela solidariedade. Para a Dama era um ultraje aquele monstro mostrar empatia, aceitando momentaneamente a ajuda e virando o rosto, enquanto ao monstro só o silêncio lhe agradava em um cidade de sussuros. Tum. Tum. Tum. Este é um barulho do coração saltitante, revivendo a memória, uma memória dádiva da ignorância de ter saído por cima daqueles que riram dela, sem perceber como um ato tão gentil atiça um coração quebrado Tum... Tum... O toque delicado de uma pele fina para uma grossa, uma fragrância sutil de uma essência doce. Seus beiços se mordem, sua boca saliva imaginando o gosto de sua futura presa, ainda mais percebendo que pela primeira, pela sua primeira vez não prenderia ela em um ato de compaixão. Pela primeira vez alguém veria o monstro antes do homem, isso alegrava, isso depois de tanto tempo sustentava um desejo sincero. Escrita expirada na DAF Por Daniel Docasar

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Mergulhar?

Afundar Profundo é aquilo que afunda Das águas me deito Respirando sufocado Em temor solto borbulhas Frágeis com paredes estremecendo Sem estourar, nem mesmo explodir Feridas gritantes e doloridas. Flutuam para a superfície Me fazendo questionar: Torna-se ar ou explodir ao ar?

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Vida

Morte

Por que tantos vivos? Mesmo todos parecendo tão mortos E por que tantos mortos vivos? Suas lembranças dão cores Tão fortes que ofuscam aqueles vivos Mortos tão presentes no meu dia Vivos tão ausentes no hoje Tão mortos como aqueles que vivo