O Monstro e a Dama [Parte V]
[Pela Eternidade] As desconfortáveis risadas se silenciam em um ato altruísta, tanta maldade corrompida pela solidariedade. Para a Dama era um ultraje aquele monstro mostrar empatia, aceitando momentaneamente a ajuda e virando o rosto, enquanto ao monstro só o silêncio lhe agradava em um cidade de sussuros. Tum. Tum. Tum. Este é um barulho do coração saltitante, revivendo a memória, uma memória dádiva da ignorância de ter saído por cima daqueles que riram dela, sem perceber como um ato tão gentil atiça um coração quebrado Tum... Tum... O toque delicado de uma pele fina para uma grossa, uma fragrância sutil de uma essência doce. Seus beiços se mordem, sua boca saliva imaginando o gosto de sua futura presa, ainda mais percebendo que pela primeira, pela sua primeira vez não prenderia ela em um ato de compaixão. Pela primeira vez alguém veria o monstro antes do homem, isso alegrava, isso depois de tanto tempo sustentava um desejo sincero. Escrita expirada na DAF Por Daniel Docasar
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