Voltarei a mim pelo que sou. Pertenço ao grande medo crescente dentro de mim. Fui o sol que brilha ao meio-dia, fui as luzes das estrelas na vaga madrugada. Sou a grande negligência da vida, sou a doença — um dia serei a cura?
Sou a vergonha, sou a vida entrelaçada à morte.
Fui a mentira, sou a mentira, sobrevivi à mentira. Nunca fui o que sonhei, e o medo do que sou me prendeu no abismo de
NÃO SER NADA.
É estranho sonhar com alguém que já se foi há muito tempo.
Saiu da sua vida e, nos seus pensamentos, parece que já não há consideração.
E o tempo vai levando as lembranças, os risos, os costumes… o seu jeito.
Por que não é o suficiente?
Ele teve que ir embora da minha vivência — mas precisa sumir das lembranças também?
Hoje sonhei com você.
Você está bem?
Depois de alguns anos, você retornou a mim.
Como é aí? Porque a maldade daqui continua.
A culpa é minha por não lembrar de você.
E te ver nitidamente, como se fosse real, me deixou vaga, vazia… culpada.
Eterno…
Não vou esquecer você.
Já te guardei no meu inconsciente.
Então, mesmo que eu não lembre,
você sempre estará lá — para me fazer lembrar de você.
Obrigada por voltar.
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Acordar e não saber, saber e deixar levar…
Onde estava? Com quem estava? Tudo é possível, e eu posso imaginar.
Sentir-me normal… serei algum dia?
Mas o que seria o normal para mim?
Seria adivinhar todas as vezes que fosse cair?
Ao retornar, o vazio está lá, junto da confusão.
Meu corpo encontra-se sem força; minha mente, meu corpo e mil
Acordar é um ato incerto.
Às vezes acordo, às vezes retorno.
E há dias em que apenas reapareço.
Onde eu estava?
Com quem ficou o meu tempo?
Tudo é possível quando a memória falha — e eu só posso imaginar.
Dizem que existe o normal.
Mas o que seria o normal para mim?
Seria prever o chão antes da queda?
Seria negociar com o escuro antes que ele me tome?
Quando volto, o vazio já está à minha espera.
Ele me olha primeiro.
Depois vem a confusão,
e meu corpo — frágil território —
não responde como casa,
responde como ruína.
Minha mente, meu corpo e minha alma
desencontram-se de mim.
Ficam com medo.
Ficam sozinhos.
E eu também.
Posso me permitir a esperança
de ir e voltar
sem o medo de apagar?
Eu sei o que é não ter controle.
Sei o que é estar ausente em momentos
em que eu deveria estar inteira.
Mas o que posso fazer,
se há partes de mim
que escolhem desaparecer
sem me consultar.
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Constantemente brinco com a morte —
Morte minha, que vens me visitar,
por que insistes, incessante, em me querer?
Tu és um sopro de esperança na escuridão,
sabendo que tudo que faço é por ter a certeza
de que um dia tu virás e me levarás contigo.
Em comunhão, iremos acalmar a dor que habita
na matéria que me veste,
onde minha alma é apenas um hóspede cansado,
que vegeta na sobrevivência do existir,
sem ao menos sentir.
Ó morte, morte minha,
por que a dor me guia e a solidão é minha única companheira?
Se tu me levaste, seria então o instante
em que meu espírito, liberto, se desprenderia
da suja matéria que insiste em me prender.
Mas, no fim, morte,
tu sabes quem sou?
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Quando ser me doía
Corri feito vento atrás de um nome,
mas esqueci de aprender a respirar.
Quis tanto ser alguém no mundo
que deixei de ser quem eu podia amar.
Meu passado — meio torto, meio fúria —
ainda caminha ao lado desta vida crua.
E me pergunto, entre os silêncios que coleciono:
por quê?
Por que a vida bate tão forte,
mesmo quando abraço leve?
Por que os dias doem
como se eu tivesse culpa de sentir?
Me cubro de esperança
como quem veste uma armadura fina.
Amor, fé, força,
esperança... e medo.
São os ossos que me mantêm de pé.
E se um dia eu for, de fato, eu...
quem será esse eu que mora em mim?
Sou o que dou ao mundo, ou o que o mundo me nega?
Serei semente ou cicatriz?
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A falsa pregação: egocentrismo
Entre necessidades e tolerância, percebo que a mentira e a falsidade existem entre nós. A inocência e a visibilidade da verdade, que existiam quando éramos puros e sinceros… falharam.
Hoje, encontramos bandos nos quais nem ao menos nos encaixamos — apenas pela necessidade de sobreviver. Sobreviver? Uma mentira mútua. Porque ela existe? Porque só posso existir se agradar aqueles que sequer se importam comigo? Por quê?
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O meu ano começou agora e é tão aleatório, um dia meia boca sem nenhuma motivação sem deveres adulto e nenhum responsabilidade, como pode um dia assim ser tão insignificativo? pois é, escrevo aqui no aleatório na maioria das vezes é no momento em que sinto, agora não sinto nada, só uma necessidade sem saber o que dizer. Espero que esse meu ano seja mais calmo, e que a minha mente acalme-se também, não estou feliz mas estou com quieta.
Querer lembrar só das coisas ruins que acontecem é uma porta pra minha tortura mental, um gatilho. certeza. Gostaria que meus sonhos se realizassem, pra me consolar digo que não é o momento, não está na hora(sei que não é verdade, sou eu o atraso deles.) mas me conforta às vezes e prefiro continuar fingindo que estou sobrevivendo, às vezes funciona.
11/01
Talvez nesse dia eu comecei a existe de verdade.
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Estou fadada de mim e das coisas que prego, me engano na mesma intensidade na qual me ergo. Eu já sei quais esteriótipos me adequa, porque criar uma mentira? fugir, está bem.? onde? Garota, um livro de auto-ajuda te guia e não te cura, um podcast sobre a vida de famosos que cresceram e ficaram podres de ricos era pra lhe inspirar e não ficar deprimida. Sair do trabalho, cortar laços com amigos e fugir da vida, onde isso é começar? não, não é. Você se sabota e menti pra si, cria falsas expectativas e finge que vai sair do lugar, mas na verdade você não CONSEGUE, se vitimiza e não quer acreditar que pode ser o mínimo do máximo, você não é mais uma adolescente, todos precisam crescer, olhar pra frente e não pra trás, eu sei que às cores não tem o costume de permanecer em sua vida, por favor seja gentil consigo mesma você já carrega um Big Bang dentro de si.
Uma carta aberta para mim.
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Paixões vem e vão, para mim esse mês foi intenso e assustador reencontrei amigos, chorei de dor, tive medos sem explicação e me apaixonei pela atenção. Irei sempre me culpar pela escolhas tomada, mas o que eu posso fazer? vem do nada e faz morada me enche de esperança e depois desaparece com o tempo, o mais engraçado é que sempre me abala não importa o quanto dure, uma semana um mês ou ano... Sou bombardeada constantemente pelos meus sentimentos criados pela minha imaginação.
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Se quando criança não tivesse medo de bicicleta hoje eu saberia que alí não seria a primeira queda