AnNe @Cleci_anne

Eu não escolho controlar

Acordar e não saber, saber e deixar levar… Onde estava? Com quem estava? Tudo é possível, e eu posso imaginar. Sentir-me normal… serei algum dia? Mas o que seria o normal para mim? Seria adivinhar todas as vezes que fosse cair? Ao retornar, o vazio está lá, junto da confusão. Meu corpo encontra-se sem força; minha mente, meu corpo e mil Acordar é um ato incerto. Às vezes acordo, às vezes retorno. E há dias em que apenas reapareço. Onde eu estava? Com quem ficou o meu tempo? Tudo é possível quando a memória falha — e eu só posso imaginar. Dizem que existe o normal. Mas o que seria o normal para mim? Seria prever o chão antes da queda? Seria negociar com o escuro antes que ele me tome? Quando volto, o vazio já está à minha espera. Ele me olha primeiro. Depois vem a confusão, e meu corpo — frágil território — não responde como casa, responde como ruína. Minha mente, meu corpo e minha alma desencontram-se de mim. Ficam com medo. Ficam sozinhos. E eu também. Posso me permitir a esperança de ir e voltar sem o medo de apagar? Eu sei o que é não ter controle. Sei o que é estar ausente em momentos em que eu deveria estar inteira. Mas o que posso fazer, se há partes de mim que escolhem desaparecer sem me consultar.

Comentários

Nenhum comentário ainda. Entre para ser o primeiro a comentar.