QUANDO SER ME DOÍA
Quando ser me doía Corri feito vento atrás de um nome, mas esqueci de aprender a respirar. Quis tanto ser alguém no mundo que deixei de ser quem eu podia amar. Meu passado — meio torto, meio fúria — ainda caminha ao lado desta vida crua. E me pergunto, entre os silêncios que coleciono: por quê? Por que a vida bate tão forte, mesmo quando abraço leve? Por que os dias doem como se eu tivesse culpa de sentir? Me cubro de esperança como quem veste uma armadura fina. Amor, fé, força, esperança... e medo. São os ossos que me mantêm de pé. E se um dia eu for, de fato, eu... quem será esse eu que mora em mim? Sou o que dou ao mundo, ou o que o mundo me nega? Serei semente ou cicatriz?
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