A felicidade é um papel em branco.
A felicidade é um papel em branco! Uns simplesmente o rabiscam, amassam e o jogam fora! Mas, os poetas d'alma o recolhem do chão, desamassam-no, apagam os rabiscos e nele escrevem as mais belas poesias.
@Batista_Leafar · desde 2021
Sou poeta e professor de Língua Portuguesa.
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A felicidade é um papel em branco! Uns simplesmente o rabiscam, amassam e o jogam fora! Mas, os poetas d'alma o recolhem do chão, desamassam-no, apagam os rabiscos e nele escrevem as mais belas poesias.
Quando se vê, já estamos longe... E de longe não vemos a vida passar, E como o vento, passa o tempo Sem de longe ver a vida passar! Quando se vê, já são seis horas... Quando se vê, é meia-noite... Foi-se o dia Findou-se a noite! E eu na madrugada garimpando palavra por palavra E ela, desenfreada, vem na minha almofada! Na minha mente ela vem como lapada E no coração, lentamente, como uma pancada! Terminamos o dia e não colhemos nada! Não teve alegria e nenhuma palhaçada! E o sol que era poente já vem anunciar: O novo dia nascente, que rapidamente, vem começar! E eu a me perguntar: — Passou-se um ano, mas já é outro dia! e eu, nesta agonia, vesti o pano do puro engano fingi alegria, sem, de fato, aproveitar o dia! E de repente são 8 da manhã! Chegou o almoço e findou-se a manhã louçã Neste alvoroço Que vem colorir do rosto, as maçãs! Mas que desgosto vida louçã! Carpe diem Teus lábios carmim do qual recebo teu beijos que colorem o meu jardim! Carpe diem Finda-se o dia só quero alegria e um breve e lindo fim! Carpe diem breve é a vida só estamos de partida neste mundo tão ruim!
Continuar lendoDeixe-me viver Ainda que um pouco Minha breve vida. Faço-me até de louco Para não vê-la perdida. Dei-me a liberdade Que na minha tenra mocidade Não pude eu viver. Dei-me a liberdade Que nesta triste vida quero ter Um pouquinho de privacidade Em meus pensamentos para não sofrer. Deixe-me viver Ainda que um pouco Meus devaneios Meus anseios Minha vida de louco Deixe-me viver... nem que seja só um pouco.
Continuar lendoAs pessoas passam a vida a jogar tudo que lhes vem: Olhares que machucam, Palavras que não voltam, Tratamentos que lhes convém. As almas de outrem bifurcam E os corações de tão maltratados, Solapados pelas algozes vozes que o julgam, Já estão tão acostumados - esterilizados! Os falsos olhares ternos no subconsciente são inquisidores... Só nos causam dores. E o favo de teu mel Nada mais é que o fel Amargo e cruel! E teu afável Olhar penetrante altercadamente inefável como lâmina é cortante! Oh descanso, por que me rejeitas?! Pesada mente, por que me tomas o sono?! Deixas minhas pálpebras enjeitas, fatigadas, estreitas como se fosses delas o dono. Noites mal dormidas de outono, Palavras malditas, Que se foram, ditas, por aqueles que fazem da alma carbono! Olhares que machucam, Palavras que não voltam, Tratamentos que lhes convém. As pessoas passam a vida a jogar tudo que lhes vem!
Continuar lendoCom o tempo aprendi que o amor reside na simplicidade. Que perdemos o tempo da vida com banalidades e muitas vezes nos envolvemos com futilidades. Aprendi com simplicidade e, que a felicidade às vezes está na humildade! Que quem ama fala sempre a verdade e não folga com a honestidade! Aprendi que a crueldade não precisa de um grande motivo para existir; E que nem sempre é necessário um imenso motivo para sorrir! Aprendi que o céu deve cobrir o sol para regar a terra Que as folhas secam para alimentar o solo e que as lindas flores da primavera não existem sem outono ou inverno. Aprendi que não é preciso uma data especial para mandar flores Que no amor também vivemos dissabores E que para vir a vida, minha mãe sentiu dores. Aprendi que as pessoas que me amam às vezes vão se decepcionar comigo; Que o pai que ama o filho, quando necessário, o põe de castigo. Aprendi que o amor que tudo aceita é profano E que o sorriso das drogas é leviano. Aprendi que os homens se mascaram com couros e panos, e que nos apegamos ao engano. Ah, quem me dera ouvir a voz humana! Não sentir o peso da morte que a alegria afana. Vivemos uma vida cigana mendigando sempre uma atenção sofrendo com a megera desilusão Como se a vida fosse só uma membrana. Vejo vidas sendo tragadas por futilidade Vejo o amor verdadeiro na simplicidade!
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