João Rafael Batista @Batista_Leafar
Poesia

QUANDO SE VÊ

Quando se vê, já estamos longe... E de longe não vemos a vida passar, E como o vento, passa o tempo Sem de longe ver a vida passar! Quando se vê, já são seis horas... Quando se vê, é meia-noite... Foi-se o dia Findou-se a noite! E eu na madrugada garimpando palavra por palavra E ela, desenfreada, vem na minha almofada! Na minha mente ela vem como lapada E no coração, lentamente, como uma pancada! Terminamos o dia e não colhemos nada! Não teve alegria e nenhuma palhaçada! E o sol que era poente já vem anunciar: O novo dia nascente, que rapidamente, vem começar! E eu a me perguntar: — Passou-se um ano, mas já é outro dia! e eu, nesta agonia, vesti o pano do puro engano fingi alegria, sem, de fato, aproveitar o dia! E de repente são 8 da manhã! Chegou o almoço e findou-se a manhã louçã Neste alvoroço Que vem colorir do rosto, as maçãs! Mas que desgosto vida louçã! Carpe diem Teus lábios carmim do qual recebo teu beijos que colorem o meu jardim! Carpe diem Finda-se o dia só quero alegria e um breve e lindo fim! Carpe diem breve é a vida só estamos de partida neste mundo tão ruim!

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