Sentados na areia observando as estrelas,
Ao ver teu rosto sereno te peço um beijo,
Cada momento ao teu lado é perfeito,
E o nascer do sol realça tua beleza.
Nem toda a via láctea pode ofuscar teu brilho,
A tua presença me traz uma tranquilidade,
Sei que o nosso amor viverá pela eternidade,
Afinal esse é o nosso destino.
Sentados na areia observando as estrelas,
A serenidade da noite nos aquece,
Enquanto a garoa lentamente desce,
A gente torce pela chuva intensa.
Órion e a sua constelação favorita,
Porém és mais deslumbrante que as três Marias,
E ao sudeste do cinturão reside Sirius em Cão Maior,
A estrela mais brilhante do céu, mas é o meu mundo que você ilumina.
De tarde deitados nos prados observando as nuvens,
As formas ociosas que no céu flutuam,
Ciente de que nenhuma maravilha deste mundo pode superar sua beleza,
Viro de lado e beijo a tua bochecha…
“Imagine o quão bela você ficaria em um vestido de noiva?
Se Afrodite visse sua beleza ela ficaria doida de inveja…”
De tardezinha deitados tête-à-tête nos prados,
Sua palma no meu peito realça o pulsar do coração que te pertence,
Um beijo de um amor profundo que me preenche.
Beijo novamente seu rosto enquanto você sorria,
Você passa seus dedos nos meus cabelos,
E sussurra os seus desejos,
“Depois que nos casarmos quero duas filhas…”
By: Jason Rodrigues
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A solidão se senta nos cantos da mesa de jantar,
O ranger dos talheres no prato cessa,
Mas o silêncio continua ensurdecedor,
Talvez até a solidão deteste a minha companhia,
Esse é o primeiro dia dos meus últimos dias,
Onde os meus medos se tornam fobias.
Não existe redenção para alcançar,
Fechar os olhos não sugere descanso,
Quando o fim está mais próximo do que um recomeço.
A autodestruição mutila aquilo que a vida não pôde extinguir,
Deixado à deriva, rumando ao apocalipse interno,
Onde o desespero me mantém desperto.
Nada resta quando o cerne se desfaz,
E a minha tragédia é comédia para os desatentos,
Não existe um toque reconfortante,
Pois tudo e todos se foram com o passar do tempo.
Persigo fantasmas contra o horizonte evanescente,
Onde o limiar dos meus pesadelos se tece.
Após o último verso do meu canto do cisne,
Além do rompimento do meu universo,
Jaz a quintessência da minha melancolia.
Aquilo que toco se torna ouro e depois carvão,
Assim se realça a minha tormenta,
Onde a verdade se encontra no verso mais subliminar.
No relevo do meu ser jaz um sofrimento interminável,
Um dilúvio de escuridão que nunca cessou,
Assim que o meu sangue escorrer da nuvem mais ociosa,
Saibas que a causa tem nome.
No ápice da vertiginosa queda uma nova promessa foi quebrada,
Um obelisco foi erguido para então ser derrubado,
Mais um sacrifício feito para se obter uma nova derrota,
Do meu vazio absoluto não há escapatória.
Um último lamento deixa os lábios,
Enquanto o ferimento é aumentado,
Fui apagado, assim como um verso incompleto.
Uma despedida para quem deixei de conhecer,
Um brinde a todos os meus flagelos,
Encontrarei todos vocês no inferno.
By: Jason Rodrigues
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Fui ensinado desde cedo a ignorar os meus desejos,
E perseguir algo que não me definia.
Nunca pude responder às dúvidas sobre mim mesmo,
E ao destino soberbo minha alma se resignou.
Tive que suprimir meus sentimentos,
Tive que esconder meus medos,
Mesmo assim um toque leve me partiu,
Pois, eu era delicado demais.
Aquilo que hoje liberta outrora me condenou,
Depreciado por adorar as coisas mais delicadas,
Rejeitado por falar mais através de cartas,
Rechaçado por preferir a sutileza,
Fui jogado fora, pois aos olhos alheios, eu era mero desperdício.
Os meus gestos mais puros repeliam os que desejei por perto,
Tive que me suprimir numa casca tão apertada,
Esperando que o passado não ferisse tanto quanto o futuro incerto.
Desacreditado por quem acreditei,
Apunhalado por quem eu queria só o bem...
Minha alegria foi usurpada ou nem chegou a florir?
Ouvi coisas que até hoje machucam,
Às vezes as palavras perduram.
Um ódio desmedido lentamente sobrepujava minha tristeza,
Sensações insinceras maculavam minha mente,
Desejei a morte de tanta gente,
Inclusive a minha...
Meus dotes eram motivos de piadas,
Meus defeitos eram realçados,
Ofendido por quem mal me conhecia,
E por Deus fui ignorado.
Despejaram veneno na minha vida,
Da morte sempre estive a um passo.
Mesmo que meus pedaços possam ser colados,
Não existe uma mão macia o suficiente para me segurar sem me ferir,
Pois, ainda sou delicado.
Conheço bem meu agoureiro,
Cansei de repudiar seu reflexo no espelho,
Coberto de desespero e desnudo de esperança, quebro com o vento.
O peso do meu mundo descansa sobre o gelo fino,
Me cerquei de solidão no intuito de me poupar de outras dores,
Descartado antes da validade, destituído de finalidade.
Morto no útero da desolação, feito inteiramente de perdição,
A minha delicadeza me causou meu maior ferimento,
Abandonado junto à poeira do esquecimento.
Tive que suprimir meus sentimentos,
Tive que esconder meus medos,
Tive que mascarar meus ferimentos,
Tive que ocultar meus desejos,
Mesmo assim um toque leve me partiu,
Pois, eu era delicado demais.
By: Jason Rodrigues
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Uma rapsódia das miríades de partículas do meu ser,
O ponto de fuga no quadro celeste onde te vi cândir,
Nos escombros de nossa história se fez um jardim melancólico,
Onde meus poemas mais viscerais desabrocham..
Não te nomeio diretamente nos meus escritos,
Te chamo de Luz da Manhã, Anjo sem coração…
Aquela que deu um início tardio ao meu célere epílogo,
O verso do amor mais verdadeiro morreu comigo.
Conjuro memórias e descrevo diversos desfechos,
Escrevo em linhas tortas sobre o seu mais acre-doce beijo,
A tua ira volátil, tua luxúria interminável.
Fadado a te observar iluminando o meu fulcro,
És a primeira luz que acende no dilúculo.
Onde cada verso soa como uma cópia de outro poema meu,
Uma antologia sobre um ser de diabrura angelical,
Uma ode sobre todas minhas elegias,
Onde brilha seu sorriso no céu do meu inferno,
Ainda és a dona do incerto…
Os mesmos dedos que outrora estavam entrelaçados aos seus,
Hoje seguram de forma trêmula a lapiseira…
Por anos ponderei sobre você e sobre mim,
Uma metapoesia foi escrita enquanto barrei as lágrimas,
Um título foi escolhido, mas nunca virei a página…
Miríades e miríades de fragmentos de mim,
Agrupados na palma da sua mão pálida,
Enquanto você ascendeu para o abismo, desci.
Os teus olhos perolados como pétalas do meu sonho gótico,
As tuas plumas perigosas bateram e do píncaro fui lançado.
Quando comecei a escrever sobre você,
Não quis te transformar em poesia,
De tantas formas tentei te descrever,
Enquanto nos meus devaneios a gente novamente se despia.
A tua ira volátil, tua luxúria interminável.
Fadado a te observar iluminando o meu fulcro,
És a primeira luz que acende no dilúculo.
“Do teu imo provei e o gosto era viciante,
Tão doce quanto o mel era o teu lábio vacilante,
Uma ambrosia que se tornou fel,
Quando você se foi na interminável noite,
A luz do ocaso não se distingue da escuridão da alvorada,
E sozinho descasco as feridas que o amor me trouxe.
O teu íntimo toquei e descobri a chama mais ardente,
Com você sempre sonharei mesmo durante o dia,
No teu suor eu me banhei, a luxúria de dois amantes,
E assim que acordei você se foi com a interminável noite,
A luz do ocaso não se distingue da escuridão da alvorada,
E sozinho descasco as feridas que o amor me trouxe…”
Miríades e miríades de fragmentos de mim,
Agrupados na sua mão encharcada com meu sangue,
Quando você soou a trombeta silente do meu fim,
O teu brilho ofuscava meus horizontes,
Quando teu derradeiro sorriso lentamente se esvaiu,
O meu último eclipse se teve início.
By: Jason Rodrigues
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O ressonar da marcha fúnebre após o silêncio ensurdecedor,
O que precedeu essa rachadura no núcleo do invólucro do nosso amor?
Enquanto se extinguem os sensos e a dor cresce de forma volumétrica,
Descanso minha cabeça e os horizontes se alinham verticalmente,
Como se denomina um sentimento quando nada se sente?
Plagiei sorrisos alheios no intuito de receber a dose letal da paixão,
Outrora crepitou a chama da luxúria,
Outrora se fez um rasgo no véu da lua,
Donde defluxam nossos momentos em adágio,
Qual preço a pagar na esperança de não se perder tudo?
Você me disse que nosso elo era involúvel…
Fugir da realidade que você me propôs é minha única fantasia,
Noutrora cindido do meu outro eu,
Noutrora vago tateando o breu,
Cujo reino jaz nas ruínas do meu castelo de cartas,
Qual o rumo a tomar quando se tem mais percalços que percurso?
Nosso caso não era irresolúvel…
A cacofonia da tua voz silente reverbera nas paredes da minha existência,
Esta silhueta não é um delírio causado pela sua ausência,
Hoje a vereda que antes nos manteve interligados se tornou meu corredor da morte.
Uma vida privada do seu eixo,
Disfuncional como um relógio sem ponteiros,
Como se recupera um amor que nunca lhe pertenceu?
A natimortificação do sentimento ancestral no nosso elo jovial,
Agiste em conluio com seus demônios e me desfiszeste por inteiro,
Noutrora a sombraplaxia vedou o sulco donde seu albor efundiu.
Outrora voei ao seu lado ignorei meus ferimentos, que abriam ao colidir no solo,
Como se supera tal amor que ainda reside no meu fulcro?
Você me disse que nosso amor era involúvel…
O último brilho do teu sorriso sob o toque noitilúnio,
A primeira punhalada da minha penitência interminável,
Outrora coberto pelos teus segredos,
Noutrora despido de tudo que tenho.
Qual é a direção a seguir quando se busca sombras no escuro?
Nosso amor era para ser resoluto…
By: Jason Rodrigues
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The raven wings flapped at midnight,
Harmonizing with my deepest despair,
The red liquid lost its taste,
While I caress your tear streaked face.
There’s no way to cheat death,
I learned this lesson when you died.
The ghost of winter’s dawn hides in the snow,
Tantalizing me to give up and part ways with life.
From the core of midday’s amber,
And through the lightless umbra,
My promises are here still, although you died,
Will God really rejoin our souls?
My open letter rests inside your closed casket,
Whence fate stole all our plans and left me tears…
The cursed touch that further crushed our bond,
Terrorizing my brain when I'm sober,
This phantom limb feeling,
That grows within my suffering.
Once I had my kingdom of pure gold,
But from my Queen's hand I lost it's hold.
The flickering flame hides the ashes,
Cauterizing your name inside my own,
The pain should never overcome the sweetness,
For your strength hid my weakness.
I curse the day you were gone,
But smile when the memories flash.
My open wound will never heal,
Nor do I want it to…
The hole in my heart seeps your love still,
But it'll flow everlasting…
The bittersweet memories swirls,
Because I held them dear…
The death of love and a life undone,
Fate stole all our dreams and took you from me.
…Forestalling our fairy tale,
A kiss goodbye on your cheek,
My hand as cold as yours caresses your hair one last time,
My eternal love will be yours forevermore.
My open letter rests inside your closed casket,
Scribbles of my sincerest words, for my Queen… with all my love.
By: Jason Rodrigues
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Você destruiu o seu caminho para fora de mim,
Esmagando aquilo que acreditei ser amor,
Eu me sinto cada vez mais triste,
A cada palavra que retiro da minha boca…
Eu me sinto cada vez mais sozinho,
A cada toque que nos separa.
Eu me sinto cada vez mais perdido,
E no esquecimento nossa história se apaga.
Do esquecimento não há volta,
Você é tudo que eu queria…
Do meu destino o seu se solta,
A perdição do amor da minha vida.
Eu me sinto cada vez mais morto,
A cada suspiro que dou sem ela,
Destituído de qualquer conforto,
Do esquecimento não há volta.
O meu coração só batia por ela,
Mas o dela eu não sentia,
A lembrança hoje me flagela,
A perdição do amor da minha vida.
Estou no esquecimento, mas não me esqueço dela,
A destruição da nossa sina,
Agora aquilo que a lembrança rega,
É a dor contínua…
By: Jason Rodrigues
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How could you relinquish the heart you conquered?
To your lies I will forever concur,
The waves of despair reach the place your head used to rest,
The unwavering love gave way to this unfaltering loss,
Now burns darker the flame of hope...
I retain the shards of your broken promises,
I remain addicted to the afterbliss of your touches.
Here, where the sea meets the sand, memories are washed ashore,
The unending passion gave way to an untimely closure,
Now quickens the end of your eternal love...
Once I tasted the honey from your dew,
One moment burnt within my memories.
Here, where the rain pours down hard, the past lifts with the fog,
The bright dark angel, devoid of heart comes to devour mine,
Now tightens the hand of death around my life...
'Tell me who owns your heart, my darling?
You're all mine, both soul and body,
Promise you'll be mine forever...'
I never broke my promise nor retrieved my heart,
Reaching out to heaven while living in hell,
Growing low on comfort while my torment swells...
Her ascendency was my complete downfall,
The fallen feathers blur the lines of our history,
The coldness now smites the place your fangs used to gnaw,
irreplicable feelings gave way to irreplaceable void,
Now festers the hole you left in my soul...
Her light's origin was a deluge of darkness in downpour,
The missives trashed or burnt retain the details of everything,
The emptiness rises from the crack now that my heart is gone.
Promises broken, myriads of words unspoken,
Now lightens the darkness where you shone, only to further darken the flame of hope…
By: Jason Rodrigues
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Não existe sentido em observarmos a lua,
Já que o brilho dela é menor que o seu,
O amor que em mim atua é tua ternura em apogeu!
Dama do sorriso encantador,
Dama dos cabelos curtos,
A dama que trouxe o amor,
Olho para ti e enxergo o futuro mais belo,
Olho para ti e enxergo o sorriso mais doce do mundo.
É supérfluo falar da tua beleza,
Nenhuma outra chega aos teus pés,
Disso tenho certeza!
O perfume da tua pele sobrepuja o de qualquer roseira,
Eu te amo, dama mais do que perfeita!
Dona de toda minha inspiração,
A luz mais cintilante que vejo,
A perfeita salvação,
Pelo teu amor eu anseio,
Eu lhe ofereço o meu coração,
E todo o amor que existe lá dentro.
Fique com meu coração remendado,
Fique com os poemas que você me inspirou a fazer,
Mesmo que nas minhas metáforas não exista sentido,
Mesmo que as frases não demonstrem o quão és perfeita,
Dama do sorriso mais lindo, pela eternidade te amarei.
By: Jason Rodrigues
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Quando fui destituído de todo meu valor, você me exaltou,
Quando fui direcionado ao meu fim, você me resgatou,
Você veio no clarão da madrugada,
Pois por ti meu coração chamava.
As chamas do teu amor queimaram tudo,
O teu albor atingiu lugares que eu desconhecia,
Tocaste corpo, alma e espírito, drenaste todo o meu ímo,
Você veio no clarão da madrugada,
Rompendo além da mortalha da alvorada.
Um amor que estremeceu astros e sobrepujou o brilho das estrelas,
Distorceu todas as luzes e apagou horizontes,
Um lampejo celeste de fulgor inexplicável,
Simplesmente Luz da Manhã... A dona do incerto,
A anjo desprovida de coração, o céu do meu inferno.
As brasas chamejam, o clarão cega,
Os toques me elevam, o calor me inebria,
Assim que o meu sonho se tornou realidade,
Tua verdade se tornou a mais bela mentira...
O meu momento de paz era na verdade o olho de um furacão,
Outrora reinei no abissal de forma lucífuga,
Hoje sou rechaçado pela luz que me tornou nictofóbico,
Rasgado pelas mãos que segurei, mas não morri quando ela removeu meu coração.
Quando as cores perdem a temperatura,
Quando a fruta mais doce amarga o paladar,
Agora alterar o relógio que me deu é a tentativa fútil de recuperar as lembranças,
Assim como a mortalha da alvorada envolve o crepúsculo,
A sua falta despedaça o meu núcleo...
Girar o timão não altera a trajetória,
Apagar as luzes não ofusca o teu brilho,
Rejeitar o passado não retira minha contrição,
Costurar de volta os pedaços que você cuspiu não diminui a dor,
Assim como a mortalha da alvorada envolve o crepúsculo,
Seus dedos pálidos envolvem o meu coração...
A anjo dos meus demônios, a navalha perfumada com jasmim que me perfura,
A pintura mais bela do quadro celeste,
A luz da manhã, minha última anteaurora...
A causadora do meu sorriso mais sincero e da minha lágrima mais salgada,
Você veio no clarão da madrugada, rompendo a mortalha da alvorada e me entregando um eclipse eterno...
By: Jason Rodrigues
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