Jason Rodrigues @Atsuia_Leto

Involúvel

O ressonar da marcha fúnebre após o silêncio ensurdecedor, O que precedeu essa rachadura no núcleo do invólucro do nosso amor? Enquanto se extinguem os sensos e a dor cresce de forma volumétrica, Descanso minha cabeça e os horizontes se alinham verticalmente, Como se denomina um sentimento quando nada se sente? Plagiei sorrisos alheios no intuito de receber a dose letal da paixão, Outrora crepitou a chama da luxúria, Outrora se fez um rasgo no véu da lua, Donde defluxam nossos momentos em adágio, Qual preço a pagar na esperança de não se perder tudo? Você me disse que nosso elo era involúvel… Fugir da realidade que você me propôs é minha única fantasia, Noutrora cindido do meu outro eu, Noutrora vago tateando o breu, Cujo reino jaz nas ruínas do meu castelo de cartas, Qual o rumo a tomar quando se tem mais percalços que percurso? Nosso caso não era irresolúvel… A cacofonia da tua voz silente reverbera nas paredes da minha existência, Esta silhueta não é um delírio causado pela sua ausência, Hoje a vereda que antes nos manteve interligados se tornou meu corredor da morte. Uma vida privada do seu eixo, Disfuncional como um relógio sem ponteiros, Como se recupera um amor que nunca lhe pertenceu? A natimortificação do sentimento ancestral no nosso elo jovial, Agiste em conluio com seus demônios e me desfiszeste por inteiro, Noutrora a sombraplaxia vedou o sulco donde seu albor efundiu. Outrora voei ao seu lado ignorei meus ferimentos, que abriam ao colidir no solo, Como se supera tal amor que ainda reside no meu fulcro? Você me disse que nosso amor era involúvel… O último brilho do teu sorriso sob o toque noitilúnio, A primeira punhalada da minha penitência interminável, Outrora coberto pelos teus segredos, Noutrora despido de tudo que tenho. Qual é a direção a seguir quando se busca sombras no escuro? Nosso amor era para ser resoluto… By: Jason Rodrigues

Comentários

Nenhum comentário ainda. Entre para ser o primeiro a comentar.