Porque sou escritor?..bom..
Eu não só apenas um mero escritor, sou eu quem escrevo aquelas tão sonhadas cartas de amor.
Sou poeta, de dia e de noite,tentando andar em linha reta.
Eu sou artista , o artista que diz de melancólia e sobre ser artista, aquele alguém que diz que tudo talvez só começou!
Eu não escrevo por sorteio,eu vendo e entrego a minha alma,para buscar a perfeição,e que talvez nem chegue perto dessa ilusão..
Eu sou um ser,que infelizmente ou felizmente respira, aquele em que seu braço,e corpo, é enrolado em fitas.
Aquele que teme ou quer morrer,mas sempre dizia e perguntava : " afinal , qual o sentido desta vida? "
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A minha visão , já não te enxerga.
Engraçado, afinal,vc está do meu lado..
A tempestade lá fora , só demonstra e reforça o que se passa aqui dentro.
Qual é o seu nome? Não recordo das vogais que o formavam , nem das consoantes que faziam o teu sobrenome!
Afinal,quem és tu? E porque aqui estas? O que está fazendo nesse lugar?
Não lembro de ter chegado aqui,me desloquei dos pensamentos racionais, você também está assim?
Como assim você é eu? Como assim não me lembro.. como não posso lembrar de mim mesmo,se no fundo eu acho que estou inteiro..
E mesmo assim,há rachaduras.
Porque se eu fosse inteiro,
não estaria me procurando
no reflexo de alguém.
Eu olho pra mim, e vejo um estranho
com os meus olhos,um corpo familiar,
uma alma distante.
E a tempestade continua,
não lá fora,
mas aqui…
onde ninguém vê.
Me diz…
se você é eu,
por que eu me sinto
tão sozinho dentro de mim?
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Eu coleciono silêncios
como quem coleciona livros antigos
com cuidado,,
como se cada página
pudesse me cortar.
A pontada fatal,dolorosa.
Mas, prazerosa,só alivia,o que por um instante,foi caos e pura agonia
Doi,mas é por uma boa causa,eu pelo menos acredito..
Também não aquece,e não melhora.
Eu queria paz,não cicatrizes.
Queria um lugar onde o peito
não precisasse sangrar,
pra respirar.
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Há um copo sobre a mesa
com água que ninguém bebe.
O que é estranho,porque estaria cheio para nada afinal?
A luz da manhã passa por ele
sem fazer barulho,como se ele não existisse.
O dia acontece
gente indo,vindo
coisas abrindo,
o tempo fingindo ordem,e não caos
Algo em mim fica parado,
igual elevador entre andares,como uma bituca de cigarro jogada.
Sem alarme,aviso prévio
sem pressa de chegar.
As plantas continuam crescendo
mesmo quando não olho,as nuvens no céu fazem igual.
O relógio cumpre seu papel,tic tac, sempre trabalhando.
Não dói nada,eu pelo menos acredito..
Também não aquece,e não melhora
É só esse estado de estar,ser, sobreviver,existir, ficando ali,
como um móvel bem colocado
num quarto que quase não se usa.
E assim as horas passam,educadas,discretas,
sem notar
o que ficou esquecido no canto,
Melhor dizendo, pendurando,com uma corda,no canto do tão inmemoriavél quarto..
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O silêncio também sangra
Em recaídas o sangue se derrama,
e de novo, novamente,o disco se arranha,
arranhando minha alma que por paz clama!
Oh céus,o que está acontecendo comigo ? Quem sou eu ? E por que eu existo?
A agonia é terrivelmente grande, senhor eu só quero saber o motivo para eu , alguém sem dom,ou algo para oferecer,não querer morrer.
A pontada fatal,dolorosa,
mas prazerosa, só alivia o que por um momento eu dizia e chamava de agonia.
O silêncio também sangra
quando diz estar bem , mas a infelicidade, na mais sincera e pura verdade toma conta.
O silêncio também sangra
Todas as vezes que se recorda da agonia,mas a momentânea paz te alivia.
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eu acendo um cigarro
e o mundo fica meio torto,
meio cinza,
igual eu fico quando penso em voce.
a fumaça sobe lenta,
parece ate que sofre,
igual meu peito sofre
toda vez que eu lembro
do que a gente nunca foi.
eu trag o silencio,
ele queima mais que o cigarro,
e ainda assim eu volto,
feito um bobo,
feito quem ama demais
e recebe de menos.
voce sempre teve esse gosto
de coisa que faz mal,
mas que eu chamo mesmo assim,
porque ficar sem
doi mais do que ficar com.
eu olho pra ponta queimando,
e penso em mim.
em como eu tambem vou sumindo
devagar,
em pedacinhos,
sem ninguem notar.
e no fim,
so sobra essa fumaca fria
e um vazio no peito
que parece achar
que voce ainda volta.
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A fumaça sobe lenta,,na escuridão quase preguiçosa,
como se quisesse me mostrar que tudo se desfaz cedo ou tarde,assim como a minha felicidade...
Talvez eu fume pra ver algo indo embora mais rápido que você,,
Talvez eu fume pra sentir um mínimo de controle
sobre alguma coisa que, no fim,, também vai me destruir.
E ainda assim, aqui estou:
preso entre o vício e a vontade de ficar limpo,
entre o desejo de esquecer e o medo de realmente soltar.
É estranho…
a gente se apega até ao que machuca,,
como se a dor fosse o último laço que ainda nos mantém vivos,,o singelo puro romantismo ,,duplo suicídio?
Então eu trago,, inspiro, acendo outro,
esperando que o próximo cigarro
tenha alguma resposta que você nunca teve coragem de me dar.
No fundo, todos nós estamos procurando brechas na noite,
mesmo sabendo que algumas sombras nunca se dissipam.
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A cada trago do cigarro
Eu me entrego,
em um singelo e simples gesto.
Como posso ser apenas mais um fumante,se estou ciente que isso eh um mal para mim?
Não sei,porque você também eh um mal pra mim mas nunca sequer te larguei.
Um abraço aos fumantes , usuários que assim como eu estão perdidos no aguardo.. Do que? Também não sei,isso eh um ciclo e vou logo recomeçar mais uma vez.
Apollo com sua Lira fez o Sol brilhar,
mas não tanto quanto teu sorriso.
Nem mesmo Ares, em sua fúria ardente,
carrega o fogo que teus olhos
acendem sem esforço.
Atena, sábia e serena,
baixaria a cabeça ao ver
a inteligência silenciosa
que dança nas tuas palavras.
Afrodite, dona de toda beleza,
no espelho te observaria em segredo —
não por vaidade,
mas por invejar a naturalidade
com que você encanta.
Hades, senhor da noite e das profundezas,
recuaria um passo
ao sentir a força sombria
que você transforma em calma.
E até Zeus, que domina os céus,
olharia o trovão em suas mãos
e entenderia que nenhum raio
é tão certeiro quanto a presença
que você carrega.
Os deuses, em seus tronos , só o observam
Afinal eh tanto quanto encantador o que tu és.
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A noite cai pesada
como um segredo esquecido,
e a lua vigia de longe
com olhos que já viram demais.
Caminho entre sombras antigas,
onde cada passo ecoa
como se chamasse memórias
que eu preferia manter mortas.
No ar, um silêncio espesso,
frio o bastante pra morder.
E eu deixo que morda —
talvez a dor seja a única coisa
que ainda prova que existo.
Meu coração?
Uma catedral vazia,
onde velas queimam sozinhas
e nenhum santo me escuta.
Mesmo assim, sigo.
Entre ruínas, espectros e lembranças,
procuro um lugar onde meu nome
não soe como lamento.
E quando o vento passa,
levando um pouco de mim com ele,
percebo:
talvez eu seja feito disso
— de sombras que caminham,
de sonhos que sangram,
de beleza que nasceu no escuro.
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