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Café Amargo das 6

@Apolyti · desde 2019

Apenas mais um escritor confuso, nada especial. Auto-intitulado "Apólyti" https://m.youtube.com/channel/UCRIb-vlD1IwoUDAlZa2arJw

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Vida

Devaneio

⁠⁠Penumbra Fascínio Nada mais sei Em qual estado habito Latente prisão Por vezes Ainda penso se vivo Como se algo anunciasse Por que ainda pensa? É como se eu vestisse uma veste De cruel julgamento Eu me aproprio Vendo tudo sem movimento Medíocre; Com caminhos conhecidos De inevitáveis obstáculos Nem consigo manifestar É abstrata e assombrosa Afasta a plenitude Sem esforço Sem tentar Pode ser tédio Ou falta de objetivo Falta de paixão Ou alguém pra dar adjetivo Ainda não entendi Onde vai essa viagem Onde repousa o velejar Ainda saio do corpo Procurando luzes Sem rastros Ocultas Desejos Sentimentos Que deveriam explorar Encontrar refúgio Apenas conflitem entre si Com inspiração E falta de vontade Sem deixar oportunidade Sem permitir Que neste céu nu Ainda voe alguma ave

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Refúgio na música

Sem dúvidas Sem qualquer chance de ser diferente Sem atestar nada fora disso O que mais me nutre Sustenta meu espírito E a ligação com meu corpo Se faz pela música Queria eu que fosse diferente O ápice da satisfação ser em outra ocasião Em um encontro Ou em qualquer conversa simplória Mas é tão raro Parece tão distante Nem sequer há conexão a tal ponto Meu acalanto ainda é na música Cada mais fascinado Surpreso com os sentimentos expressos Se sua satisfação se faz pelos convívios Não vou julgar É realmente mais fácil É mais prazeroso de se doar Na solidão Nos ecos na mente Vagam os pensamentos de tortura Que nada podem fazer Pois a música segura Que maravilha de se admirar Bom se todos pudessem apreciar O conforto da boa música Que a marcha incessante da desordem Por um momento faz pausar 07/12/21 22:02

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Poema

Amargura

Sinto uma confusão Imensa confusão Repetina e cruel Que me impede de pensar De ver por outro ângulo A face boa da moeda Desoladora tempestade De fatais pensamentos De prontidão me invade Desfigurando a vitalidade Me retornando ao nada Como se somente o nada existisse Atordoa e castiga Sem pudor Lenta e sufocante Me folhando este livro Que nada tem de interessante O livro do pior cenário De folhas manchadas E eu vendo atento Cada pôr do sol Sem beleza Como se passos Já não fossem o suficiente Para chegar onde se deve Que o destino alerte Ao menos tente Repercutir os desprazeres E todas suas vertentes Pois algo de determinado deve existir Não há sofreres em vão Toda má-energia Deve de alguma forma fluir. 02/01/22

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Perdão, pela dúvida.

Perdão, por eu não aspirar certeza. Por não consolar mais do que amedrontar Por parecer somente uma presença Assim como número decimal Não faz tanta diferença Eu não sou tão anunciador Não falo demais Quase nunca desligo a mente Apenas pareço um qualquer Talvez peça do ambiente É que as situações são confusas E as pessoas muita ocupadas Pensam por si Não quero mudar isso Seguem o cotidiano besta De poucos esforços e muitas recompensas Tornando tudo uma troca De sacrifícios e ócio 'Se tal faço, tal mereço" E assim se faz a mediocridade De eventos desgastantes Que de tão comoventes Nem se revelam para quem já acostumou. Perdão... Eu não espero o churrasco do final de semana Me fadiga o sabor Me assustam as horas Que sempre parecem Por gosto jogadas fora. Perdão... Por eu não falar sobre meu futuro E deixar a lacuna Cabível a qualquer interpretação Ou pensamento Na real mesmo Eu não penso no amanhã Já me aflige o hoje E seu tempo obrigatório. Perdão... Por eu não marcar sua vida Passar discreto Sem intervir Sei que pareço nem ligar E pertencer à aqueles Do tanto faz, tanto fez... Mas é que não faço questão Tenho meus gostos Diversos e nobres Que não saciam qualquer um Ainda amo a solidão E nem sei se isso é bom Se me livro dos julgamentos por um instante Ainda caio na incerteza Será que estou aprendendo a agir A conviver Ou apenas respirando Fazendo uma realidade sem saber? Por enquanto Posso oferecer minha dúvida Minha isenta contribuição Que para os perdidos Ainda soa como canção. Dai-me a chance de ser claro Um pouco a frente desta confusão... Só não sei quando Nem se vai passar Desde já Perdão.

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Doze horas

Mais um dia acabado Como sempre Nada novo Muito menos raro As ruas ainda carregam suas vítimas E as luzes festejam sem motivo Risadas e promessas ao vento E quanto mais eu vejo Tenho certeza que isso é perca de tempo Seus eventos são vazios Por mais que cheios de gente Só formam uma fachada Porque ninguém é lúcido e contente. Ainda sigo na espreita Sei que não devo me despojar assim Tenho coisas para viver E falando bem a real Eu não tô afim.

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Amor

Refugiado

O amor se esconde Ante a podridão do mundo Pois é assim que acontece E tal qual é o seu turno. De pouco em pouco Para poucos e raros Ele está ali Diga-se de passagem Comovendo algum plebeu Enfeitiçando algum corpo Talvez provando de algum cálice Revitalizando mais um afoito. Ante as sombras Pois é ali que pode se esconder Ficar imóvel Que ninguém vai ver Passam por ali apenas alucinados Seres corrompidos pelas mágoas Reclamando ao contar dos passos Como se fossem definitivos magos. Maestria em enganar Facilidade em não ver A felicidade passa longe Pois não há de carecer. De longe o amor se esconde De perto o amor se nega E nada pode ser feito Ninguém sabe de onde veio esta moeda.

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Pessoas com objetivos complexos

Seria loucura Uma intenção longínqua Entender porque tais pessoas Ao acaso aparecem na minha vida Sempre com a mesma história A mesma intenção "Quero alguém interessante" Mas nunca estendem a mão Receio Trauma Nunca entendi jamais O quão aflita é sua alma Se ao menos eu tivesse oportunidade Uma chance de me importar Te traria de volta Para nunca mais se afastar Mas de tal situação Tenho pouco controle Se nada posso fazer Se tudo acaba em julgamento Não tentarei te tirar dos espinhos Nem repetir as frases de afeto Você nunca confiou em mim Nunca fui alguém correto Eu só lamento pelo seu desprezo De egoísmo e orgulho E de fadigante silêncio Você vai carregar o seu peso Espero que na estrada não se perca E nem se arrependa no meio Á base de lágrimas secas Irás conformar seu receio Não pude ser seu ideal Me julgas carente Um convencido qualquer De emoções dependentes Não direi que mentiu Nem farei mais esforços Deixe seguir assim As coisas vão se ajeitar Você sem mim Eu sem você Muita angústia envolvida Mas seguimos assim De mentiras absurdas se faz mais um desfecho Sempre uma fuga de responsabilidade De meus males eu já sabia Mas não imaginava isso de vós.

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Amor

Encanto

Foi em um sábado que a gente se conheceu Se assim posso dizer Uma ocasião comum Sem tanto a oferecer Mas de conversa em conversa Foi se moldando o interesse Quem era aquela ali? De acaso apareceu É confuso Não sei porque você Não sei porque eu Seria ironia? De tantos caminhos E outros trajetos Por que esbarrar no seu? De qualquer forma Não é preciso tanta resposta Foi o melhor que aconteceu. Parecia que eu já te conhecia Mesmo sem ter te visto O fascínio e a lembrança dançavam juntos Ao que parece Nem desta vida. Se de erros é que se aprende Estou disposto Vou confiar uma vez Na serenidade brilhosa de seu rosto Que só ilumina Porque conversa com meus olhos E de alegria faz sua química No silêncio É possível ouvir os muitos elogios Que perante a cautela Ainda não foram ditos É de admiração Que aos poucos Vamos desdobrando nossa relação Progredindo para conhecer Saber um pouquinho mais... Porque é tanto mistério Que a gente não sabe o que faz. É fosco o véu que cobre o sentimento Ainda é cedo para se entregar Ei de chegar o momento Que de intimidade poderei te contemplar (...). Vou me esforçar por você Assim espero Ei de engradecer cada dia A forma como te quero Digo que anda não é amor De minha parte seria muita pressa Deixarei o tempo cuidar E que seja na intensidade do seu dispor. Você ainda precisa pensar Ainda precisa se decidir Quando for sua vontade De braços abertos pode vir. Até lá Pode pensar com carinho E amadurecer suas ideias Eu sou acostumado a viver sozinho Mas seja pra onde for Onde quer que sua mente queira repousar Me dê esperança Que de mim não vai enjoar. Assim O mesmo vento que irá te aconselhar Em uma calma e sublima brisa Sem tantas anunciações Vai te fazer retornar.

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Onze horas

Talvez ainda posso viver como se deve Aproveitando as pessoas Enquanto a realidade não massacra o desejo Sem vínculos Não há porque se ter Não há suspiros.

Relatos de 08/10

(...) Ainda há pessoas com interesse em mim? É meio cômico, não vejo tantos olhares de interesse. No máximo algum de surpresa ou encanto. E essa falta de conectividade, essa falta de ter alguém com quem eu possa depositar minhas alegrias e prazeres, têm feito de mim um tanto quanto sombrio. Não que eu já não esteja acostumado com isso, nem que eu não goste da solidão. Mas lhe pergunto. Quem engana a si mesmo? Eu não posso me auto-aconselhar, se não de maneira previsível. Que toda má-fé e indignação vire arte e mágicos momentos, que estão em falta, aliás. Pessoas que não sejam vazias, de mentes desligadas e cheias de profanação. Falta alguém que eu possa contemplar, de mesma forma, ou quase, como eu (...)"

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