Perdão, pela dúvida.
Perdão, por eu não aspirar certeza. Por não consolar mais do que amedrontar Por parecer somente uma presença Assim como número decimal Não faz tanta diferença Eu não sou tão anunciador Não falo demais Quase nunca desligo a mente Apenas pareço um qualquer Talvez peça do ambiente É que as situações são confusas E as pessoas muita ocupadas Pensam por si Não quero mudar isso Seguem o cotidiano besta De poucos esforços e muitas recompensas Tornando tudo uma troca De sacrifícios e ócio 'Se tal faço, tal mereço" E assim se faz a mediocridade De eventos desgastantes Que de tão comoventes Nem se revelam para quem já acostumou. Perdão... Eu não espero o churrasco do final de semana Me fadiga o sabor Me assustam as horas Que sempre parecem Por gosto jogadas fora. Perdão... Por eu não falar sobre meu futuro E deixar a lacuna Cabível a qualquer interpretação Ou pensamento Na real mesmo Eu não penso no amanhã Já me aflige o hoje E seu tempo obrigatório. Perdão... Por eu não marcar sua vida Passar discreto Sem intervir Sei que pareço nem ligar E pertencer à aqueles Do tanto faz, tanto fez... Mas é que não faço questão Tenho meus gostos Diversos e nobres Que não saciam qualquer um Ainda amo a solidão E nem sei se isso é bom Se me livro dos julgamentos por um instante Ainda caio na incerteza Será que estou aprendendo a agir A conviver Ou apenas respirando Fazendo uma realidade sem saber? Por enquanto Posso oferecer minha dúvida Minha isenta contribuição Que para os perdidos Ainda soa como canção. Dai-me a chance de ser claro Um pouco a frente desta confusão... Só não sei quando Nem se vai passar Desde já Perdão.
Comentários · 1
Nenhum comentário ainda. Entre para ser o primeiro a comentar.