Amargura
Sinto uma confusão Imensa confusão Repetina e cruel Que me impede de pensar De ver por outro ângulo A face boa da moeda Desoladora tempestade De fatais pensamentos De prontidão me invade Desfigurando a vitalidade Me retornando ao nada Como se somente o nada existisse Atordoa e castiga Sem pudor Lenta e sufocante Me folhando este livro Que nada tem de interessante O livro do pior cenário De folhas manchadas E eu vendo atento Cada pôr do sol Sem beleza Como se passos Já não fossem o suficiente Para chegar onde se deve Que o destino alerte Ao menos tente Repercutir os desprazeres E todas suas vertentes Pois algo de determinado deve existir Não há sofreres em vão Toda má-energia Deve de alguma forma fluir. 02/01/22
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