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Edson Martins.

@soned181 · desde 2019

fazendo poemas, sem métrica, sem lógica, sem sentido. apenas sentindo.

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Sobreviver.

Observando o céu estrelado, Buscando um ponto de fuga. De foguete os menor alados, Rasga as avenidas e as ruas. Quase um cordel encantado Das novas veredas, Dos novos sertões, Dos novos jagunços, Dos novos capitães. Somos só areias na ampulheta do tempo. Aqui não é conto de fadas Nem história de bruxas. Aqui é a terra de quem pode luxar, Quem não pode, busca Até o infinito até o nunca, Mas nada muda. Acorda, vai trabalhar, Que amanhã é segunda. E tenta não lembrar Que aqui quem planta Não come da fruta. Questões de uma eterna luta. A vida aqui é sobreviver, Sobre viver, Sub-viver. É sobre mim e sobre você.

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Irá

As pernas dobram como se quebradas. Desfacelando o todo pelo solo. O perfume da pólvora exala. O sangue contempla o externo. Dizendo a Deus ao chegar. Rubro, forte, foi o desejo. De partir para qualquer lugar. Nada mais belo que o desconhecido. Nunca soube nada ruim sobre lá. Estira no chão o todo, Durante a vida viveu em pedaços. Estatelado no chão o tolo. Que não soube ver na vida. As pequenas alegrias . Esse foi o seu grande pecado.

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Gula

Me enche os olhos Alimenta o vazio Se ainda há alguma alma Ela sorve sem saber o quê é Vive pela palavra Não entende a palavra Se ainda há alma Mínima, alguma Ela escorre dos olhos Esses mesmos cheios De ânsia, de fome, de lágrimas Lagos, poços, rios, Buraco, cratera infinita.

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Poesia

Vermelho

Sou uma pena que mancha o papel com tinta vermelha por onde passo, Deixando rastros pelo caminho, Sou um serial killer que mata os próprios sonhos por medo de não conseguir sustenta-los. Um poeta que guarda seus melhores poemas no coração com medo que julguem sua ingenuidade. Sou o amor silencioso que morre de solidão, Humano demais para aceitar a insignificância dos meus atos. Humano demais para acreditar no peso das minhas ações. Sou uma dúvida que flutua como uma semente de bordo, querendo distância da própria raiz. Eu sou a minha poesia nada mais nada menos que a minha poesia. Íntima e nua.

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Fragmento

Queria descrever a minha insolência. Mas é como gravar em palavras as ondas Posso dizer como fui, e por que fui Mas não como serei e nem como séria. Uma tremedeira, uma angústia. Uma cortina semi serrada, meia face pela janela. Uma imagem despeitada, um resíduo de alguém.

Entre linhas.

Entre o construtor e o arquiteto. Entre o desejo de ser e o ser. Entre a vontade de viver dez dias ém um. Entre o vontade de viver nenhum dia. Entre o medo de querer. E a coragem de conquistar. Entre o silêncio. E a necessidade de falar. Entre o suspiro e o grito. Entre a porta e o muro. Entre a fuga e a presença. Entre tantas coisa. E dentro tão poucas coisas. Entre o brilho das estrelas. E o vazio do espaço. Entre as linhas. Entre as letras. Entre o falar e o que é entendido Entre o santo e o maldito. Entre a angústia da saudade. E o orgulho sem motivo. É a dor de não saber. Na cidade que tudo sabe, é pouco que podemos ver. Entre a ilusão e realidade. Entre as sombras da caverna. E as luzes lá de fora.

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Catastrofre

Uma catástrofe. Só catástrofe. Na estrofe. Uma estrofe. Simples estrofe. Pra dizer meu povo sofre. Sofre de solidão. Numa Cidade, Sem alguma solidariedade. A verdade. Sobre a cidade. E que so restou a vaidade. A catástrofe. Nesta estrofe. É que se foi a humanidade. Só catástrofe. Na estrofe. Só catástrofe. Na cidade.

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Drogas sexo e virus

Drogas. Sexo Vírus e Rock roll Jovem de 21. Cheios de atitudes. Cheios de vontade. Cheios de vaidade. Mas isso se vai com a idade. Moça ri. Da troça, Do moço. Moça chora A tosse. Do moço. Moço morto. Moça com desgosto. Corpos cheios de vidas. Copos cheios na avenida. Corpos em verticais. De quem não vive mais. Cheios de ilusões. Matando sonhos. Momentos. Matando o seus sem querer. Choram sobre o cal e cimento. Poderia ser eu. Poderia ser você.

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O ato

Saltar do trem em movimento. Esse é o seu momento. Momento. Fizeram até um monumento. Do pulo. Do ato. Da morte. Da liberdade. Da passagem. Pensar. Até passaro virar. Corta o ar. Não os pulsos. Chorar. Soluços. E de olhos molhados. Mólho o mundo. Molho insosso. Sem gosto. Mas alimenta. Sustenta. Mantém em pé. Na porta. Do trem em movimento. Esperando o momento.

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Deusa prateada

Queria ser um passaro Nas nuvem fazer minha morada. O céu meu cobertor. E a lua minha namorada. E se assim fosse seria pássaro cantor. Zanzando pela sala, cantando para o meu amor. Em noite de lua cheia esperaria a madruga. E quando ela chegar no seu apogeo faria uma serenata. Cantaria a plenos pulmões, para minha deusa prateada.

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