Gula
Me enche os olhos Alimenta o vazio Se ainda há alguma alma Ela sorve sem saber o quê é Vive pela palavra Não entende a palavra Se ainda há alma Mínima, alguma Ela escorre dos olhos Esses mesmos cheios De ânsia, de fome, de lágrimas Lagos, poços, rios, Buraco, cratera infinita.
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