Rubro
Devaneios de uma existência perdida.
Duas risadas,
Dois pares de olhos fechados.
Você tem um gosto rubro na minha boca
Quando mordo os lábios
e aperto os dentes.
Você é mel e hortelã na ponta da língua
Procurando esconderijo, um só nosso
Pra fugir do tempo e matar a distância
Com mil e um planos de assassinato
Tenho me ressentido das melodias do som das suas piadas
Tenho parado de rir delas, pra rir mais tarde, quando estiver sozinha
Mas tenho muito medo de você esquecer do quão doce é a minha voz.
Tensa com as trinta possibilidades que criei
Onde todas deixam de ser possibilidades, e se tornam reais como cortes de navalha
E eu deixe de ser a musa do seus filmes
E se torne a memória de um naufrágio.
Mas não como a sereia,
não como o barco
Mas sim como a âncora.
Afundada a mil pés de profundidade.
Com meu coração entrelaçado em uma única promessa.
Antes que meus métodos se tornem falhas,
E meus sonhos, nos quais você dançava com uma outra garota, se tornam reais.
Quero o agora.
Com os seus sussuros de sono na ligação.
Seu eu te amo dito em tom manso e acuado,
como um cão nos pés da cama.
Escrevendo poesia pra te selar.
Beijando um patuá pra te proteger
Deixando seu nome cravado em mim
E em todas rochas, desenhos do seu rosto
Porque apenas devolver seu te amo, é pouco.
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Lábios rachados e mordidos.
Três vezes dita, três vezes chamada.
Pertencendo a nenhum coração.
Com pele enrugada e dedos escorrendo mel.
Mesa pra sete pessoas, uma só companhia.
Tendo em si olhos de pirilampos
E sorriso medonho de uma bruxa.
Era linda, mas incrívelmente sozinha
Nem mesmo o homem que jura ser abrigo.
No fim do dia, com gritos curvos e confortáveis.
Sempre amanhece indo embora.
Se tornando a sua sina.
Mesmo que ame muito uma guerra.
Você não as vence apenas sendo delicada
Ou escondendo suas partes íntimas na calcinha.
Deusa do corpo seco e opaco.
Vazia como o lado obscuro da lua.
Dona de dois corpos, três se contar o dele.
Você é como todas as semi mulheres queimadas.
Arrastadas por carros ou esfaqueadas no coração.
Com no máximo trinta anos de espectativa de vida.
Sua mágoa vira feitiço.
E sua boca, desesperada por devoção
Se torna magia
Pra ele,
ou pra qualquer homem que te olhe
como mulher, antes de deusa.
Que aprecie seus pensamentos femininos antes do seu corpo seco.
Que olhe pro seu sorriso medonho
Antes de olhar pro seus seios opacos e fictícios.
Você é filha do solo, e mãe do vento.
Mas ainda sim escolhe as cartas erradas.
O homem errado te ama.
Faça ele ser o certo
Mesmo que isso seja a última coisa que você faça.
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𝑵𝒐𝒔𝒔𝒐 𝒕𝒆𝒎𝒑𝒐 𝒔𝒂𝒈𝒓𝒂𝒅𝒐.
𝑪𝒐𝒎 𝒎𝒊𝒍 𝒑𝒓𝒐𝒎𝒆𝒔𝒔𝒂𝒔 𝒅𝒆 𝒂𝒎𝒐𝒓.
𝑺ó 𝒇𝒊𝒄𝒐 𝒄𝒐𝒎 𝒐 𝒔𝒖𝒔𝒔𝒖𝒓𝒓𝒐 𝒅𝒂 𝒔𝒖𝒂 𝒗𝒐𝒛
𝒆𝒎 𝒖𝒎𝒂 𝒍𝒊𝒈𝒂çã𝒐 𝒒𝒖𝒂𝒍𝒒𝒖𝒆𝒓 𝒆𝒎 𝒖𝒎 𝒉𝒐𝒓á𝒓𝒊𝒐 𝒒𝒖𝒂𝒍𝒒𝒖𝒆𝒓.
𝑵𝒐𝒔𝒔𝒐 𝒕𝒆𝒎𝒑𝒐 é 𝒔𝒂𝒈𝒓𝒂𝒅𝒐.
𝑬 𝒆𝒖 𝒕𝒆𝒏𝒉𝒐 𝒐𝒍𝒉𝒐𝒔 𝒅𝒆 𝒃𝒆𝒎-𝒕𝒆-𝒗𝒊
𝑩𝒖𝒔𝒄𝒂𝒏𝒅𝒐 𝒗𝒊𝒅𝒂 𝒏𝒐 𝒔𝒊𝒍ê𝒏𝒄𝒊𝒐.
𝑬 𝒆𝒏𝒄𝒐𝒏𝒕𝒓𝒂𝒏𝒅𝒐 𝒂𝒎𝒐𝒓 𝒏𝒐𝒔 𝒅𝒆𝒔𝒆𝒏𝒄𝒐𝒏𝒕𝒓𝒐𝒔.
𝑻𝒆 𝒒𝒖𝒆𝒓𝒐,
𝒑𝒐𝒓𝒒𝒖𝒆 𝒆𝒖 𝒏ã𝒐 𝒑𝒓𝒆𝒄𝒊𝒔𝒐 𝒕𝒆 𝒔𝒆𝒈𝒖𝒓𝒂𝒓
𝑬 𝒆𝒖 𝒏ã𝒐 𝒔𝒐𝒖 𝒑𝒐𝒆𝒕𝒂, 𝒔𝒐𝒖 𝒖𝒎𝒂 𝒃𝒓𝒖𝒙𝒂.
𝑭𝒂ç𝒐 𝒑𝒂𝒍𝒂𝒗𝒓𝒂𝒔 𝒗𝒊𝒓𝒂𝒓𝒆𝒎 𝒇𝒆𝒊𝒕𝒊ç𝒐𝒔
𝑬 𝒎𝒊𝒏𝒉𝒂 𝒎𝒂𝒈𝒊𝒂 é 𝒎𝒂𝒏𝒕𝒆𝒓 𝒊𝒔𝒔𝒐 𝒂𝒄𝒆𝒔𝒔𝒐.
𝑪𝒐𝒎𝒐 𝒗𝒐𝒄ê 𝒎𝒆 𝒎𝒂𝒏𝒕é𝒎 𝒕ã𝒐 𝒑𝒆𝒓𝒕𝒐
𝑴𝒆𝒔𝒎𝒐 𝒆𝒔𝒕𝒂𝒏𝒅𝒐 𝒕ã𝒐 𝒍𝒐𝒏𝒈𝒆.
𝑻𝒆 𝒆𝒏𝒕𝒓𝒆𝒈𝒐 𝒖𝒎𝒂 𝒇𝒍𝒐𝒓 𝒆 𝒖𝒎 𝒄𝒐𝒓𝒂𝒍 𝒅𝒆 𝒄𝒐𝒏𝒄𝒉𝒂𝒔
𝑭𝒂𝒓𝒆𝒎𝒐𝒔 𝒖𝒎 𝒄𝒐𝒏𝒄𝒉𝒂𝒗𝒐 𝒑𝒓𝒂 𝒎𝒂𝒏𝒕𝒆𝒓 𝒆𝒔𝒔𝒆 𝒂𝒎𝒐𝒓.
𝑷𝒐𝒓𝒒𝒖𝒆 𝒏𝒐𝒔𝒔𝒐 𝒕𝒆𝒎𝒑𝒐 é 𝒔𝒂𝒈𝒓𝒂𝒅𝒐.
𝑬 𝒆𝒖 𝒏ã𝒐 𝒒𝒖𝒆𝒓𝒐 𝒏𝒂𝒅𝒂 𝒎𝒂𝒊𝒔
𝑨𝒍é𝒎 𝒅𝒆 𝒇𝒊𝒄𝒂𝒓.
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Correndo com lobos, ferozes.
vorazes.
Dentre um rio e um meio fio.
Encontrei em mim e encontrei no fundo,
uma pedra da lua.
Sussurrando mentiras bobas que curam.
Sobrevivendo de omissões e histórias inventadas.
Vidas criadas do zero, mortes e perdas destinadas.
Suando como um cachorro no frio.
Presa em um bosque de memórias cruas Dores quase tangíveis.
Não uivo, não grito.
Anúncio, vendada como a justiça.
Poderia ser seu menino doce
Ou sua garota perversa.
Bruxa de três nomes.
Ou uma louca pelada.
Dançando, suja de sangue não reconhecido.
Sou eu, o que sempre fui de dentro.
Agora para fora.
Feroz, voraz; como os lobos.
Entro no quarto escuro onde me criei
Sozinha, como sempre
Gelada, mas não amedrontada.
Sussurrando, agora verdades secretas
Escondidas sobre o algoz.
Agora eu não tenho mais medo.
Sou aquela que dança
Seja sobre a luz da lua, ou no quente sol.
Com todas as culpas despidas e arrancadas.
Prazer, Ayla.
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Encontrei um novo caminho,
uma estrada que me leva pra um novo começo.
Mais quieto, mais silencioso.
Mas entre todas as vidas, aquelas que você não está perto, são as mais dolorosas.
E é esse caminho que tenho que seguir agora.
Não porque eu quero.
Não porque é o melhor pra mim.
Não porque eu preciso
Apenas é a minha única saída.
E tenho que passar os dias me convencendo que ele me ama.
como passei a minha vida questionando o amor de Deus.
Mesmo que eu ainda ame ele, e Deus.
Talvez em outra cidade o sol da manhã seja mais quente
Em espírito santo ou talvez em São Paulo, não sei.
Só sei que tenho que seguir em frente
Mesmo que eu ainda me sinta sozinha, e odeie meu corpo
Ou que ainda sim, eu sinta muito a sua falta.
Eu tenho que continuar dirigindo
entre o oeste e o centro.
olhos salgados pelo retrovisor.
três cores neon pela cidade.
Mick jagger tocando na rádio
Meu único caminho é seguir em frente
Sem destino certo.
Agora e para sempre.
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Você tinha borboletas sobre a cabeça
E uma tira de flores.
Bordava seus vestidos de crochê.
E tinha a voz mais intensa da cidade.
Quieta, barulhenta, interessante.
Ouvi Vinícius de Moraes, e me pergunto.
Onde anda você?
Que por minha indecisão, loucura de ser
Doença de ser; e por não querer ser.
Te perdi no mundo, na cidade.
E você ainda sai, pros mesmos lugares.
Tem o mesmo gosto de uva e ama a Olívia.
Mas por tanto tempo fui outro, que agora que sou eu
Não sou mais nada sem você.
Ainda estou aprendendo a ser eu.
Mas não frequento os mesmos lugares
Por falta de coragem ou por muita falta de tempo
Não sei.
Só sei que você ainda tem o mesmo gosto de bebida forte que vicia.
E cigarro de pêssego.
Mas só porque você odeia cigarro de pêssego.
E ama demais a lua, as estrelas e borboletas.
Como sinais, sinais dos seus sonhos
Símbolo dos seus desejos.
Porque você sempre foi todas as palavras mais bonitas já ditas.
Sinto demasiado uma dor quando me lembro.
Pensei em escrever cinco cartas porque fazem cinco meses
Mandar cinco áudios porque fazem cinco meses
Gritar cinco vezes porque já se passaram cinco meses.
Mas não fiz nada, porque quero te deixar em paz da minha loucura que aprendi a conter
E porque sou fracassado em ter coragem.
Ou porque não tenho mais tempo
Não sei.
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E com seu vestido azul de cetim.
Com a sua magia e seu abstrato.
Com a sua falta e seu riso.
Não que eu queira que você volte.
Na verdade, sei que você está melhor aí.
Quieta e contida,
dentro das memórias perdidas de alguém como eu.
Mas não posso me desligar por completo de você.
Fomos nós por tanto tempo
que já desaprendi a ser eu.
E agora estou aprendendo a ser alguém novo,
sem você.
Mas você volta para os meus sonhos
como quem oferece uma dança.
Me traz as lembranças mais sórdidas
e os apegos mais tóxicos.
Pare de tentar voltar.
Eu sinto sua falta,
mas eu não quero mais ser você
nem tentar ser qualquer pessoa além de mim.
E não porque eu me amo
ou porque me perdi no conto.
Eu não quero ser mais ninguém
porque isso é perigoso.
Porque agora eu já não tenho para onde ir
nem para onde voltar,
a não ser as noites em que fico com você,
sorrindo e dançando,
sensualmente,
deslumbrante,
encantando todos os homens que me abandonaram.
Quero que eu seja feliz.
Você volta para mim em desejos soníferos,
me dizendo que seria incapaz
de alguém me amar
se eu não fosse você.
Mas eu não quero mais isso.
Já tenho mentiras demais para lidar,
pessoas de menos para abraçar.
Mas, apesar da minha solidão
e da minha memória,
da minha derrota e da minha crise,
comigo triste, desperto como uma mariposa.
Não quero voltar.
E não porque meu caminho está melhor,
mas porque é o único caminho que eu tenho para mim,
que é meu de verdade.
Então sigo só,
mesmo que eu sonhe com você
todas as noites
cruéis e solitárias.
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Vale sem fim
Gotas de suor pelo meu corpo
A saliência dos seus sonhos sobre mim
Como profanar uma escultura divina
Você dilacera os meus sentimentos
E esfrega na minha cara, a paz conquistada.
Eu gosto do cheiro que fica
Amêndoas e canela
Barro e trigo
Eu gosto do toque
Gosto do sabor
Gosto de sentir
que não era pra mim estar aqui
De não querer ficar
e continuar mesmo assim
Indolor e impotente.
Lindo e esotérico.
Assim que você me chama.
Assim que todos eles me chamaram.
Tenho dois sois e girassóis mágicos sobre o corpo
Linhas e meias compridas.
Lábios mordidos e coquetéis.
Você me deseja como deseja as garotas bonitas de cabelo preto?
Sou etéreo e faminto.
Buscando em vida um desejo não pago.
Algo que me dêem de graça.
Sem que eu precise gemer.
Que eu seja o dia ou a tarde.
O sol ou o pôr dele.
Que não me confundam mais com a noite.
Tô despido dos meus traumas
Com gírias e tensão imaculadas
O vento me conta segredos sobre seu afeto
Tenho meu querer estampado no seu peito.
Como um abraço, um aconchego
Um doce e apelido repensado.
brincos de pérolas
E um coroa de flores.
Um colar de conchas
sinalizando o estado efêmero das coisas
Na minha boca você escorre cítrico.
Na sua alma eu permaneço agridoce,
sagrado quebrado e esquecido.
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Quero encontrar um caminho.
Não tem como perder os sapatos nos tijolos amarelos
Tudo tem sido real demais.
A dor tem sido real
A ficção tem sido um caminho fechado.
Não posso mais viver uma vida que não é minha.
Nem entregar a Oz o meu tão sonhado amor.
Todo mundo merece um lar pra chamar de seu.
Mas quantas voltas eu dou, até desistir de procurar.
Quantas vidas eu tenho que roubar.
Até conseguir respirar na minha?
Quantos homens devoro, até encontrar o meu?
Até ter certeza de que vivo como uma andorinha britânica da paz
Quantos corações eu tenho que partir.
Pra reconstruir alguma coisa dentro dos meus ossos.
A vida não tem sido justa.
Os amores não tem sido reais.
A insegura finca na pele como um mantra.
Um dia ele vai me deixar
E nem adianta bater os sapatos três vezes.
Eu não volto pra casa.
Porque não existe um lar pra chamar de meu.
Rímel preto escorrendo no rosto da garota mais linda da cidade.
Queria ser ela e apodrecer na máscara.
Mas tenho que viver sendo eu.
A bruxa má do leste.
Condenando alma, lendo vidas em cartas de tarô.
Sou como a minha mãe, morto por dentro.
E consequentemente líquido como meu pai.
A história rasgada do pano.
O faz de conta que cai no abismo da realidade.
Eu reconstruo a minha vida, e tenho dias contados pra isso.
Sou como Cezar, e eu quero o que é meu.
Mesmo que eu nunca tenha tido nada.
Nem um destino bonito pra dar as minhas poesias.
Mas sempre fui meio esotérico nisso também.
Quero me trancar no calabouço da terra encantada.
Mas pra quem sangra o mundo mágico não existe.
Então revivo memórias, vivo dias, e sobrevivo aparências.
Não me odeiem
Mas do que eu já me odeio.
Mas me entreguem a chave do coração de vocês.
Pois sei amar, como só alguém que viveu dois mundos conseguiria.
E não pertenço mas ao faz de conta.
Mas sobretudo, com mãos ensanguentadas.
E uma coroa de arame farpado.
Busco meu tão sonhado final feliz.
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Me rendi aos teus olhos.
Cristais embaixo da cama, pétalas lilás sobre o lençol.
Devora-me como um louco, mas sutilmente me projeta.
Todas as energias ruins estão do lado de fora.
Te protejo com um patuá, acendo a vela do nosso destino.
Tirei nossas cartas, cortei o dedo.
Na carne crua toquei, dedo ao dedo.
Pacto selado, amor fielmente blindado.
Cegamente devoto.
Proteção da Deusa Coelho.
Somos filhos, somos amantes da mesma fé.
Você, ferozmente, aliado a mim.
E eu, imaculado pelo desejo, filho da lua órfã de pai.
Sou completamente seu agora
e farei tu acreditar nas bruxas,
como uma doutrina ou uma estrada sólida de um único caminho.
Somos dela, somos nossos.
Seus medos são meus medos.
Mas guardei para ti meu anseio,
meus sonhos precognitivos
e minha vontade desesperada de viver.
Me ama, porque agora me conhece por inteiro.
Te selo com um beijo.
Amo você em vida, te prometo amar em espírito.
E, se não falhar, você me terá
como um lobo tem sua matilha uivando para a lua.
Porque agora você é meu,
e eu te dou todo o meu amor místico, esotérico e profundo.
Como um deus, bruxo e sacerdote,
sou, em todos os mundos, eternamente seu
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