Naufrágio
Olhando de fora para a vida percebo, que muitas decisões, que no fundo são certas, são adiadas, camufladas e a vida segue como se estivesse no rumo certo. O barco segue o fluxo do rio, vazio ou cheio, ele segue. E, assim, o tempo passa, o rio que flui leva o barco e as vidas são, assim como o barco, levadas. Tudo parece normal e certo. Afinal, a vida segue. Mas, ao longo do trajeto, placas indicam que esse não é o caminho de sua vida, esse é apenas o percurso do rio. Você apenas está sendo levado pela água que nele flui. Se você não é água, por que com ele segue como se parte dele fosse? Muitos são os sinais que mostram que a sua vida necessita de um novo caminho, de novas direções e até mesmo de novos rios. Mas continua seguindo, ignorando a realidade, mesmo sem fazer mais nenhum sentido. Nesse fluxo, vidas seguem sem o brilho e o encanto de novas experiências e de novas emoções. Ignorar a existência de novos caminhos é ignorar a própria existência. É desistir de banhar-se em outras águas e naufragar o barco da vida no relógio do tempo. siboechat
ely
achei o conceito do seu ensaio muito pertinente. o trecho ""se você não é agua, por que com ele segue como se larte dele fosse?" o mais filosófico.
ely
realmente, o ser humano domina os elementos ou é dominado por eles? será que conseguimos ainda ter inventividade para traçar outros caminhos?
siboechat
Boas as questões... O ser humano é mais um elemento. Acho que pode ter algum controle. Mas, na busca de controlar tudo que está fora de si, acaba perdendo o controle de si mesmo.
Franco Benhur
Mente aberta para novas concepções Muito bom
R E J O
daria um filme