Há dias que o peito carrega um oceano,
Uma vontade imensa de desabar em pranto,
Mas a alma, em seu silêncio soberano,
Nega o alívio e mantém o seu manto.
Sinto o eco amargo de ser uma fraude,
Um fracasso pintado em cores de futuro incerto,
Onde o medo do amanhã é o que mais agride,
E o desemprego parece um deserto aberto.
Busquei nas notas de uma música triste
A chave para abrir o cadeado do olhar,
Mas a lágrima é teimosa, ela resiste,
Como se tivesse esquecido como transbordar.
A lembrança me leva àquela dor aguda,
Ao abandono frio, ao hospital, à injeção;
Será que a minha sensibilidade ficou muda,
E só desperta na dor física e na solidão?
Ou será que, no fundo, sob essa armadura,
Mora uma força que se recusa a ceder?
Pois quem se esforça e encara a noite escura
Sabe que o melhor de si ainda está por vir a ser.
O medo é o preço de quem ousa o caminho,
De quem se arrisca a sair do ordinário e do chão;
Pois só quem caminha, mesmo que sozinho,
Pode encontrar o extraordinário na imensidão.
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No chão de Roraima, onde o sol é rei, E o lavrado se estende sob a mesma lei, Minha pele é um mapa que eu não sei ler, Uma história noturna, sem amanhecer.
Sou um rosto no espelho, um eco distante, De que África venho? Em que instante Perdi o meu nome, o meu povo, o meu chão? Resta apenas o sangue, a interrogação.
Aqui, entre poucos, meu tom se revela, Uma ilha de ébano, uma sentinela. Os olhares me medem, me vêem, mas não sentem O vazio de um povo em mim pressentem.
Não tenho o batuque que me guie na dança, Nem o nome de um Orixá na lembrança. Sou raiz arrancada, plantada ao acaso, Um verso perdido num livro tão raso.
Mas neste calor que me abraça e me forma, Uma nova ancestralidade toma norma. Meus pés ficam força na terra vermelha, Minha história sou eu, sem nenhuma centelha De um passado que o mar engoliu e levou.
Sou o negro de agora o que aqui ficou. Em Roraima, eu sou meu próprio quilombo, um futuro que nasceu de cada escombro, Um rio que começa a correr para o mar, Sem saber a nascente, mas sabendo chegar.
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As vezes passo a madrugada pensando na tua cara de safada
Aquela que você fez enquanto eu te chupava
Com uma voz baixinha você cochichavam em meu ouvido me implorando por mais um tapa
Logo eu que tenho dó de você lhe dei um tapa mas tive que me conter
Você com raiva pedia pra eu não ter pena
Te dei um tapa tão forte que parecia uma tatuagem de rena
Um pouco depois eu num estase de puro prazer
Derramei todo o meu sentimento dentro de você
O pós sexo também foi maneiro
Deitado do seu lado acaricio seu corpo inteiro
Você com um olhar de dúvida
Me pergunta se já estou pronto pra segunda...
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Todo herói se preocupa com o bem estar do outro
Salva pessoas desconhecidas em troco de nada
Muitas vezes são criticados e taxados de vigilantes, delinquentes ou infratores
Mas o que acontece quando o herói precisa de ajuda?
Como um herói se sente quando não tem forças para derrotar o mal?
Quando não pode mudar a injustiça ou desigualdade no próprio bairro em que mora
Será que todo herói tem um símbolo de sabedoria que lhe aconselha nos seus piores momentos
Tem alguém que lhe ergue e acredita nele mesmo quando ele duvída e desacredita de si mesmo?
Espero que esse herói lembre-se de todas as coisas boas que fez
Espero que ele não fique se lamentando por cada erro que acabe cometendo
Espero ainda que esse herói não desista de fazer o bem
Independentemente de cada vitória que o mal possua.
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Acordar!
Continuar deitado pq não tenho motivação pra levantar da cama
Desligar o ar pra conta de luz não vim cara
Continuar deitado
Sentir calor!
Levantar...
Tomar um banho
Comer alguma coisa
Almoçar ou tomar café ?
Decidir
Esperar dar duas horas da tarde
Começar a estudar
Pois tenho que passar em um concurso
Pensar: "e se eu não passar em nenhum?"
"Se tudo isso que estudei não cair na prova? "
"Se eu tiver apenas perdendo meu tempo com isso?"
Surtar!
Crise de anciedade
Buscar refúgio
Sexo, bebida ou videogame?
Decidir
Perceber que a tentativa de distração foi em vão
Deitar!
Sentir um vazio...
Se sentir impotente
Se sentir insignificante
Lembrar que as palavras tem poder
Dizer pra si mesmo que sou suficiente
Parar de me auto sabotar
Dormir...
Acordar!
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As vezes paro e penso
Como a vida é engraçada
Me venderam uma ideia
Que mais parece uma piada
De que se eu estudasse e me formasse
Iria ser alguém de verdade
Pois bem, estou aqui formado e desempregado
Todos os dias me achando inútil
Um peso para minha mãe que incentivou meus estudos
Fiz 9 anos de faculdade
Da pra acreditar ?
É
Demorei muito para me formar
E agora estou aqui me sentindo incapaz
Mandando currículo pra todo lado
Até mesmo pra satanás
Passo o dia ancioso
Me sentindo um estorvo
Pensando o que aconteceria
Se eu tivesse decidido ser artista...
A unica coisa que posso fazer é sorrir
E creditar com todas as minhas forças que essa é apenas uma fase ruim.
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Sou JB
Chegando na paz pode crê
Estou de coração partido
Meu coração está em pedaços
Procuro um abrigo
Meu Deus o que será que eu faço?
E assim eu vou andando procurando a luz
Fazendo meu caminho como fez Jesus
Perguntei pro negão:
"O que será que pode curar meu coração?"
Ele me respondeu:
"Só outra garota"
E a resposta doeu
Bem no fundo do meu peito
Será que algum dia irei me apaixonar direito ?
Acho que não
Só ela me dava atenção e compreensão
Mas aconteceu ela partiu meu coração
Alguns amigos me chamam de BJ
Mas eu acho isso muito idiota
Então você me chame de JB
Ou então vai ver as merdas que passam na TV
Por isso eu peço: "me ame Cristiane"
Prometo que serei fiel
Venha comigo que eu te mostro o caminho do céu
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