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Filho do pacificador da cidade

@ryant · desde 2019

Paraiba 22 anos https://instagram.com/rian_ribeiro19?igshid=NzZlODBkYWE4Ng==

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Um ofício de dor

Dizer o que tenho na alma Só em sussurros o posso fazer. Se pouco diz o meu olhar, tem calma, Menos ainda o tenho a dizer. Este ofício que me exige tanto, Desde a infância já nasceu comigo. Cada poema eu molho no pranto Que repousou no coração amigo. Buscas, com razão, em mim, Qualquer motivo de saudade vaga. Navego no mar da solidão sem fim, E a minha vida neste mar naufraga. Vives dizendo que perdi o brilho, Dizes que a tempo já não tenho cor. É que me falta, à natureza, um filho, E uma mulher que me possua amor. 30.08.24

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Estou farto de versos

Estou farto de versos, De escrever estou cansado, Não sei que gênio perverso Me vincou na alma o fardo. Estou cansado de tudo, Tudo que ouço e que leio, Quero deixar meu peito mudo, Ave sem nenhum gorjeio.

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Morrendo a luz do dia no horizonte...

Morrendo a luz do dia no horizonte Se ouve a queixa em linda harmonia Das avezinhas a cantar defronte Da vaporosa e escurecida fonte Que corre além da minha fantasia Cedo se curva o brilho da paisagem Na praia e acima dos escolhos Surge alegre luminosa imagem E é como um anjo pedindo passagem A lua, que mais parece um olho Dedilhando acordes na guitarra Vou afastando a minha solidão E a tristeza acompanha e narra Entre o meu canto e o da cigarra Quem tem mais dor no coração E vem de noite pela madrugada A mais sonorosa inspiração Canta a alma em versos embargada Antegozando a bela alvorada Que irrompe no céu com perfeição No campo em que o orvalho dorme, Sobre as rosas, folhas, palmeirais Vai passear em desprazer enorme A minha alma, pois, disforme, Tenho no peito muitos ais

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Soneto

Tendes o olhar frio e o rosto macilento Que tem os cadáveres, que tem os suicidas, Que tem as viúvas, as virgens desprotegidas, O olhar de quem só vê o horror e o sofrimento. O olhar insone, que o verme purulento Na podridão procura, e as musas já perdidas Carregam esse olhar das almas abatidas, Tendes tudo isso e na alma o abatimento. Não vês como faz o amigo escaravelho, O aziago inseto que carrega, sem sorte, O esterco, o rolando? Esse bicho, meu velho, De negra carapaça, horrendo qual a morte, Continua o seu trabalho impuro, e tu, fedelho, Não buscas no trabalho algo que te conforte

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Soneto

Sombrio vais em vasta solidão Entre o vil pensamento torto Não vê que jaz no peito semimorto A larva da esperança e da paixão E se sentes na vida perder a razão Com o tédio do dia, o desconforto Eis que é um sentimento morto Já o amor nesse teu coração Com o afã dum covarde te enlutas Se termo a vida não deponhes Nem coragem reúne pra disputa Se assim és, que se envergonhe Pois, até a inglória prostituta, Amigo, tem mundos com que sonhe

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As noites, quando sozinho

As noites, quando sozinho, depois da minha leitura, vou fazer um ou dois versinhos dentro da noite escura. Me agarro as imagens, como quem visa sonhar, e admiro os campos, as pastagens, a onda quieta no mar. Até mesmo vejo o meu amor, e anseio que Deus lhe cubra a pele nua. Cuidai-a, senhor! Não deixai que nos moleste a lua.

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Na tua pele crua e rosa

Na tua pele crua e rosa, de tanto o sol  bater em teus pelinhos, te observo junto as mimosas, os insetos e os passarinhos. Assim a natureza te ama, saudando a tua beleza, e minha voz te chama dentro da natureza. Devo pensar que me ouves, amada, que morre de amores por minha poesia? Que rasgue o teu coração a luz deste dia, se responderes "sim" a troco de nada. És bonita, és formosa, és rosa... Mas não te feches entre as mimosas.

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Música

Letra de musica

Cala, meu bem, que tudo sufoca a tua fala, que o mundo é mais belo quando cala e a solidão não açoita os teus meninos Fala, meu bem, que há beleza em tua fala, pois tudo é triste quando cala, e eu sou triste tambem Porem, entre os homens todos desse mundo, o infeliz é sempre o mais profundo que se achou no fundo da sua dor e o mais propenso a alegria é quem entendeu a alma dessa poesia e é capaz de compreender o amor Fala, meu bem, que a tua voz estronda o mundo, porque quem ama é sempre o mais profundo, e o teu amor é feroz Mas cala, meu bem, se nao quiserem ouvir a tua fala pra nao desperdiçar a tua alma somente espera a tua vez Que eu sei que tem um Deus no céu que a tudo vê, e o mal que há nao vai prevalecer, só quem sabe pode ver melhor Que tudo passará um dia, quem não entendeu, mesmo a fantasia de nossos corpos voltará ao pó

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Acho linda as tuas coxas

Acho linda as tuas coxas, a forma que veste a saia. Parece-me mais sensual que a palavra. Por Deus! Meus lábios a recebessem, com devoto carinho a daria culto. Deixo os meus olhos por entre as suas coxas tirarem a fotografia. Lerás esse poema um dia? Saberás que foi feito para ti?

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