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maría pamplona

@realities · desde 2021

🇪🇸🔁🇧🇷 | Locus amoenus

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Seriedade

Rascunho I

Nada almeja aquele sem aferro, Sujeitos às ondas e vendavais... Buscai o concreto, não ideais, Desviai da fraqueza e do erro! maría ♨️

Poesia

Quadras I, II, III, IV, e V

QUADRA I Dá-me o teu ímpio e livre amor. O desdenho, a insânia, o desejo... Um breve fervor, feito lampejo: Franco e isento, escasso de dor. QUADRA II Raro encanto, além dos meus versos, Que em nada encontra semelhança; Pungente saudade, e doída herança... As memórias medram nos universos! QUADRA III Frias mãos de ódio puro vertido: Machucam, desprezam, sufocam; Retiram amor daquilo que tocam. Atormentando o coração partido! QUADRA IV As cortinas oscilam nas noites frias: Proclamam-se, pois, as desafeições... Reveste-se o coração de avarias, Esvaem-se os fulgores das paixões! QUADRA V Oh! Ainda é amargo o meu amor... E ainda é frio o meu coração. Eu, nada possuo, além da ilusão... De um sentimento alheio à dor! maría ♨️

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Amor

rascunho xlvii (quadra i)

Dos mais distantes universos, Na quietude da noite escura, Teu amor cessa a desventura, Que banhava os meus versos. maría ♨️

Amor

rascunho xl (terceto iv)

Paixão cercã, que não possuo, E ao mau sonho me condena... Deixai-me ter uma vida plena! maría ♨️

Poesia

rascunho xxix

Contém amores e desilusões, Expressa o santo e a heresia! Primaz, dentre várias paixões: A razão do meu ser é a poesia. maría ♨️

rascunho xxv

De coração ainda inocente, atirei-me, à revelia de mim, às turvas águas dos desejos... Fossem essas águas limpas, eu não choraria esses rios, que hoje me levam de volta...

Drama

O preterido coração

Em sonhos, ando aflita e ímpar, Hasteando meu coração selado, E um fúnebre olhar condenado. Porventura, desaprendi a amar... Entre faces, paixão incandescia, Nos áureos tempos de bonança Cintilava o fulgor da esperança, Nas ilusões que o amor trazia... Presa entre o destino e o eterno, Observo o fascínio ir-se embora; E minh'alma avilta-se no inferno... Eis a sentença do amor vencido: Daquele que eu possuía outrora, Me restava o coração esquecido! maría ♨️ | Soneto II

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Drama

Errando pelas sendas do destino

Eu, expatriada de meu próprio ser, Às vezes, sinto-me à parte de mim... Levam-me as noites: é vindo o fim... Que os céus deixem-me escrever! maría ♨️

Amor

Iníquas paixões

Eu reúno as dores e as agonias, Dos meros amores unilaterais: Vindos dos domínios celestiais, À minh'alma cheia de avarias! maría ♨️

Drama

A impiedade do tempo presente

Eu, entre os acasos e a essência, Tornei-me escrava do passado... De alma aflita, e olhar cansado... O presente é minha penitência! Busco livrar-me dos tempos idos, E frustra-me a incerteza do futuro: Eu trilho, a esmo, um vale escuro, Donde vertem os sonhos fugidos. Velejando o mar dos lamentos, Esvai-se até um amor interino... Mesmo os anjos me veem, isentos. Os ventos vêm calar minha prece; Nesta terra, se firma meu destino: Diante dela o meu desejo perece! maría ♨️ | Soneto I

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