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Perfilpoetico

@rafaelcaravante · desde 2022

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Auto-estima

A hora da estrela

Esperado momento decisivo é chegado Exercer nosso caro direito democrático Como no teatro, estamos no ápice dramático Com fé na constituição, ir às urnas votar Em defesa da vida, pelo direito de sonhar Sonhos roubados, tantas vidas ceifadas No anil celeste tantas estrelas apagadas Anos paralisados com tanta desesperança Basta de desgraça! Unamo-nos para mudança É a hora da estrela! É o tempo da esperança!

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Bíblia

De-me um titulo

Solta as ataduras em vem para fora Já está na hora de viver essa vida Passou da hora de curtir a desforra Sofreste religiosamente em demasia Levanta e anda saia desta podre cama Faça as malas, mas deixe-as bem leves Deixa aí o santo, o hino, o culto, o rigor Procura outra cama gostosa e assim ama Ide por todo o mundo espalhe esperanças Há tantos presos tristes ensimesmados Oprimidos sentindo-se sempre endividados Por falsas culpas e mais falsas promessas Em lugar de dolorosamente ajoelhar-se Faça as pazes consigo e comece a dançar Em lugar de murmurares penosas preces Alça a voz e com fé em ti volta a cantar

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Vida

Crise de meia idade

As horas vãs que passam sem parar Engolindo sutilezas que não voltam mais Enterrando sonhos tortuosos além Jogando em face as rugas e as veias Azuladas esbranquiçadas de todos os tons Pintas envelhecidas no sol e no sabão Aspereza da voz angustiada rouquidão Esperando encosto pra deitar de moletom Alegrias mínimas e toques tão sutis Satisfeito com nada além de um café Perdido os encantos de fantasias pueris Aguarda sem esperança último cafuné

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Crença

Sepulcro caiado

Minuto a minuto procurando respostas tuas Em poucos segundos sinto a cabeça girando Horas cruéis impassáveis estou em delírios Malditos anos passados roubados encantos Foi-se o vigor dos dias de juventude meus Depositados no templo em propósitos vãos Esvaziada minha vida foi em tão longos dias Enxergo agora propósitos na rude sepultura Perdido em vendavais buscando meu casulo Pus n'alma minha desejos nunca conquistados Invólucro e fel salpicados, saudosos remorços Ausente metamorfose, sempre nesse estado

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Religião

Nada ao quadrado

Louvado seja o onipresente átomo Permeando todo ser que respira Inclusive o que nada suspira devidamente consciente ou divinamente presente Deixa ciente A gente Por ele Pira e Ira Irá a . . . .

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Política

Democracia

Sonho pouco acredito menos ainda Como um pedinte de esperança Aguardo parcas esmolas a cada novo dia Sem mais, vivo em vãs esquivanças O que mais esperar da combalida democracia São tantos anos perdidos no ódio que esperei Se o que está ali é só vileza e destemperança Avisa a todos: apesar da desesperança: Lulei

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In the beginning

No princípio era o big bang e sua explosão E tudo era disforme e sem propósito No paradigma da nada mole vida Evolução em cadeia constante Do nada ao nada evoluindo do pó ao pó Em um explosão cósmica viemos De uma explosão orgásmica nascemos E tudo continua disforme e sem propósito No princípio era o big bang e sua explosão No fim de tudo será bola de fogo e extinção

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Sociedade

A ultima valsa

Amando os seus dias como os últimos Lamentos fugazes longínquos domínios Desfiz os tristes abraços em outro alguém Os casos com o destino todos enrolei Versei mais do que um dia ousei versar E na valsa mascarada fui o último a sair Infelizmente a luz já Apagada havia sido No teatro deste jogo o ponto não valeu Vivi e não vivi versando visualizei Volante voltado vazio desvalidos Vida voou e evidentemente não a vi Volta volta vida não vivida Voa voraz Vorazmente verte de volta valendo Amando os dias como os últimos E como último que fui Sobrei e não restei Nem pra mim

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Arte

Fenix poetica

Estrelas não fazem poetas Poetas nascem de sua dor Seu brilho como a ilusão Assim como o brilho da Lua Receptáculo divino do acaso Preenchido de sonhos vãos Ridículas esperanças Expelindo como o suor Em seu exercício criativo Ócio penoso do desajustado Desloca-se diante do sol Queima-se completamente E em chamas dá sua Luz Morre-se como fênix sem o espetáculo de sua beleza Suas cinzas são o belo Suas mãos sujas de cinza e morte Imprimem do outro lado sangue e vida Ainda que seja uma réstia Ilumina parcamente o túnel E assim de luz em luz Pouco a pouco Dá ao outro e não a si mesmo O renovo da esperança E do amar

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Arte

Contra ataque colonial

Amor é fogo que arde sem se ver Já dizia o saudoso poeta português Hoje o bom poeta brasileiro acrescenta Entre Copa, Churrasco e Carnaval Senta, senta, senta, senta, senta