Esperado momento decisivo é chegado
Exercer nosso caro direito democrático
Como no teatro, estamos no ápice dramático
Com fé na constituição, ir às urnas votar
Em defesa da vida, pelo direito de sonhar
Sonhos roubados, tantas vidas ceifadas
No anil celeste tantas estrelas apagadas
Anos paralisados com tanta desesperança
Basta de desgraça! Unamo-nos para mudança
É a hora da estrela! É o tempo da esperança!
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Solta as ataduras em vem para fora
Já está na hora de viver essa vida
Passou da hora de curtir a desforra
Sofreste religiosamente em demasia
Levanta e anda saia desta podre cama
Faça as malas, mas deixe-as bem leves
Deixa aí o santo, o hino, o culto, o rigor
Procura outra cama gostosa e assim ama
Ide por todo o mundo espalhe esperanças
Há tantos presos tristes ensimesmados
Oprimidos sentindo-se sempre endividados
Por falsas culpas e mais falsas promessas
Em lugar de dolorosamente ajoelhar-se
Faça as pazes consigo e comece a dançar
Em lugar de murmurares penosas preces
Alça a voz e com fé em ti volta a cantar
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As horas vãs que passam sem parar
Engolindo sutilezas que não voltam mais
Enterrando sonhos tortuosos além
Jogando em face as rugas e as veias
Azuladas esbranquiçadas de todos os tons
Pintas envelhecidas no sol e no sabão
Aspereza da voz angustiada rouquidão
Esperando encosto pra deitar de moletom
Alegrias mínimas e toques tão sutis
Satisfeito com nada além de um café
Perdido os encantos de fantasias pueris
Aguarda sem esperança último cafuné
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Minuto a minuto procurando respostas tuas
Em poucos segundos sinto a cabeça girando
Horas cruéis impassáveis estou em delírios
Malditos anos passados roubados encantos
Foi-se o vigor dos dias de juventude meus
Depositados no templo em propósitos vãos
Esvaziada minha vida foi em tão longos dias
Enxergo agora propósitos na rude sepultura
Perdido em vendavais buscando meu casulo
Pus n'alma minha desejos nunca conquistados
Invólucro e fel salpicados, saudosos remorços
Ausente metamorfose, sempre nesse estado
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Louvado seja o onipresente átomo
Permeando todo ser que respira
Inclusive o que nada suspira
devidamente consciente ou
divinamente presente
Deixa ciente
A gente
Por ele
Pira e
Ira
Irá
a
.
.
.
.
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Sonho pouco acredito menos ainda
Como um pedinte de esperança
Aguardo parcas esmolas a cada novo dia
Sem mais, vivo em vãs esquivanças
O que mais esperar da combalida democracia
São tantos anos perdidos no ódio que esperei
Se o que está ali é só vileza e destemperança
Avisa a todos: apesar da desesperança: Lulei
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No princípio era o big bang e sua explosão
E tudo era disforme e sem propósito
No paradigma da nada mole vida
Evolução em cadeia constante
Do nada ao nada evoluindo do pó ao pó
Em um explosão cósmica viemos
De uma explosão orgásmica nascemos
E tudo continua disforme e sem propósito
No princípio era o big bang e sua explosão
No fim de tudo será bola de fogo e extinção
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Amando os seus dias como os últimos
Lamentos fugazes longínquos domínios
Desfiz os tristes abraços em outro alguém
Os casos com o destino todos enrolei
Versei mais do que um dia ousei versar
E na valsa mascarada fui o último a sair
Infelizmente a luz já Apagada havia sido
No teatro deste jogo o ponto não valeu
Vivi e não vivi versando visualizei
Volante voltado vazio desvalidos
Vida voou e evidentemente não a vi
Volta volta vida não vivida Voa voraz
Vorazmente verte de volta valendo
Amando os dias como os últimos
E como último que fui
Sobrei e não restei
Nem pra mim
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Estrelas não fazem poetas
Poetas nascem de sua dor
Seu brilho como a ilusão
Assim como o brilho da Lua
Receptáculo divino do acaso
Preenchido de sonhos vãos
Ridículas esperanças
Expelindo como o suor
Em seu exercício criativo
Ócio penoso do desajustado
Desloca-se diante do sol
Queima-se completamente
E em chamas dá sua Luz
Morre-se como fênix
sem o espetáculo de sua beleza
Suas cinzas são o belo
Suas mãos sujas de cinza e morte
Imprimem do outro lado sangue e vida
Ainda que seja uma réstia
Ilumina parcamente o túnel
E assim de luz em luz
Pouco a pouco
Dá ao outro e não a si mesmo
O renovo da esperança
E do amar
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Amor é fogo que arde sem se ver
Já dizia o saudoso poeta português
Hoje o bom poeta brasileiro acrescenta
Entre Copa, Churrasco e Carnaval
Senta, senta, senta, senta, senta