Crise de meia idade
As horas vãs que passam sem parar Engolindo sutilezas que não voltam mais Enterrando sonhos tortuosos além Jogando em face as rugas e as veias Azuladas esbranquiçadas de todos os tons Pintas envelhecidas no sol e no sabão Aspereza da voz angustiada rouquidão Esperando encosto pra deitar de moletom Alegrias mínimas e toques tão sutis Satisfeito com nada além de um café Perdido os encantos de fantasias pueris Aguarda sem esperança último cafuné
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