Perfilpoetico @rafaelcaravante
Arte

Fenix poetica

Estrelas não fazem poetas Poetas nascem de sua dor Seu brilho como a ilusão Assim como o brilho da Lua Receptáculo divino do acaso Preenchido de sonhos vãos Ridículas esperanças Expelindo como o suor Em seu exercício criativo Ócio penoso do desajustado Desloca-se diante do sol Queima-se completamente E em chamas dá sua Luz Morre-se como fênix sem o espetáculo de sua beleza Suas cinzas são o belo Suas mãos sujas de cinza e morte Imprimem do outro lado sangue e vida Ainda que seja uma réstia Ilumina parcamente o túnel E assim de luz em luz Pouco a pouco Dá ao outro e não a si mesmo O renovo da esperança E do amar

Comentários · 1

  1. Nilza Poetisa

    O poema tá lindo. E vejo que tens um vocabulário bastante extenso Isso torna cativante o que escreves