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Lixeira do Guaxinim

@phamkton · desde 2026

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Amor

Detesto você, Azevedo

— Sério? Tenho mesmo que falar essas frases? — Sim, você quem quis o papel do protagonista. — Mas eu pensei que fosse uma peça de luta, não romântica. — Tá lendo a cena do beijo é, Nem me olhe, não vou te beijar. — Por que acha que eu quero? Quem votou nessa apresentação. — Reclama menos, treina mais. Resmugo, passos calculados, espadas colidindo, olhar penetrante, ele segura minha cintura, — Tomate idiota. — Eu só estou sem ar, ok? Ele revira os olhos. dias passam, ansiedade cresce, holofotes, cortinas e fantasias. lutamos, atuamos, dançamos, Platéia ansiosa, cena idiota, Interrompido, um grito, donzela em perigo. Fim, saímos do palco, ele ri. Resmugo. — Não começa! — Não disse nada. — Eu te conheço, principalmente esse sorriso de esquilo. — Só tava pensando. Ele me puxa. — De novo, você não parou de sorrir.

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Humanidade

Burro de carga

Artigos, administração, ponto, almoço, Contas, contratados, ponto jantar Transtornado, sai do trabalho, enjoado de lavanda, ofegante, tonto, anestesiado pela rotina. surtei. — PAREM! olhei, nada. Todos tão fissurados com seus trabalhos. Tão obcecados, corri pela cidade utópica, gigante, sem crimes, saúde, educação, pessoas? Trabalhando. Horas, nada, nenhuma alma, Cidade maravilhosa sem vida. Injeção antivida, Tudo é uma planilha. Doutrinados pela educação, escrevendo antes de poder imaginar. Moldados para acreditar que trabalhar é cuidar. Caçado por não me tarefar, Polícia, confuso esperei, ouvi, mate o singular. corri, pulei, fugi, Me perguntei, Sou bandido por viver? Às espreitas, caminhei, no silêncio apreciei, cheirei. Um canário? Canta, voa, come, respira, revolucionário por viver. cercado pela pluralidade industrial, reflexos que nem sozinhos conseguem respirar. Perseguido, subi no prédio. Hesitei, cidade utópica distópica, Liberdade para trabalhar, privados de viver. Decido me libertar, tive que me jogar.

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Amor

Panquecas

No ônibus lotado, notei pichações nos bancos, li com dificuldade, dizia que o amor morreu ri, mas depois pensei, será? Julguei. Idealizei o amor, Mulher ideal, gostosa, loira, corpo análogo à mármore. Ri alto, ignorando os olhares curiosos. Esses dias voltei a me perguntar, olhando para minha quokka , desconfiei, esperei algo majestoso, mas ela… Rosto de ouriço, corpo de panda. Ouve minhas poesias desleixadas, eu escuto sua cantoria desafinada. Ontem mesmo tava em uma festa, encarei minha panqueca descaradamente, ela deu um sorriso imbecil, ri com a ousadia. resolvi dançar, puxei ela sem perguntar, para ser sincero, nem queria me aproximar, mas ela tava conversando com outro cara, e eu odeio compartilhar.

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Amor

Poema de amor clichê

Minha amada, como tu és bela, a tua beleza é análoga à luz divina. Meu amado, como tu és forte, protege-me de todos os perigos. Ri muito, exagerado, isso é literário? Da enjôo de ler. Dependência, superficial, genérico. Enjoei, sai do quarto, olhei minha esposa, contei o que li. Ela me olhou segurando a pelúcia, que tentava fugir e não parava de rir. Ela se aproximou, e sussurrou, Meu amado, como tu és forte, vá lavar a louça e ser prestativo.

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Meu herói

— Vamos lá! Por favor, por que você tem que ser tão mimada? Você precisa ir pro médico. Puxei, subornei, ela negava, uma completa mimada, nem mesmo doces ela aceitou, sempre esse sofrimento. — Anda, prometo te dar tudo. — Não! Médicos são ruins. — É pro seu bem. — Mentiroso! Insisti, ela negou. Tive que usar minha arma secreta. — Super herói vem aqui. Esperei, nada. Resmungo. — Não vou dizer aquilo, é humilhante. Suspiro. Do quarto ouço, — não vou então. — Mas é sua irmã! — Que irmã? Eu sou o capitão pijama, Capitão pijama não tem irmã. Suspiro. — Frente a esse problema, quem poderás salvar desse dilema, preciso da ajuda do inigualável, invencível, e super poderoso, Capitão pijama Correndo pela casa gritando e rindo, meu super-herói favorito, ele tosse falsamente, encaro não entendendo, me olha fixamente esperando algo, Suspiro, já cansado, e começo a imitar trompetes. — Preciso que convença essa donzela a ir ao médico. Explosão de carinho, Sem conseguir rejeitar, Ela entrou no carro.

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Nosso amor

— Cheiro de carne podre. Ri, da minha própria bobagem — Peço perdão, gostando do seu jantar donzela? Seu silêncio é majestoso. Retirei a mesa. Sigo para cama, guiando suas mãos delicadas e frias, — Como foi o dia? sorri, — Sei a resposta, eu bati forte demais, entretanto, agora podemos estar juntos, para sempre. Deitei-a na cama confortável. ajudei-a a se maquiar, — tão pálida, cheia de vermes, realçou sua beleza divina, minha borboletinha. Massageio seu corpo em frente ao espelho — Te avisei, eu sou irresistível. Você está amando. Esse é o nosso felizes para sempre.

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Família

Dia perfeito para poesia

Poemas, biscoito, café, ao som de Jorge Ben Jor, em uma sacada à tarde, temperatura ideal para fazer poesia. Tudo que eu sempre quis. Hoje, é o dia perfeito, me preparo e começo. Passou 3 horas, não saiu nada. Um verso, foi tudo que consegui, ainda um verso sem poesia. A música foi interrompida por um grito, meu pequeno ursinho chegou com um sorriso, começando seu longo monólogo. Eu ouvi cada detalhe. Aquele dia perfeito acabou, ele comeu meus biscoitos, a mamãe urso tirou meu café, tava frio demais. Aline Barros, Irônico, passou 1 hora, E eu consegui um livro inteiro.

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Amor

Desisto de poemas de amor

Hoje pensei o que era amor, chato, exagerado, tão descritivo. Tava conversando com um amigo, ele sugeriu que eu tentasse amar alguém, talvez a… Eu interrompi e neguei Como vou amar alguém como ela? Chata, previsível, ontem mesmo, fui conversar com ela, e ela recitou Shakespeare, óbvio que sim, perfeitinha como sempre. Hoje, conversando com ela, ela falou sem parar, sobre um programa que ela ama, eu ouvi palavra por palavra atentamente, mas me distraí com aquele narizinho. Depois ela me perguntou o que eu achei. Engasguei, e recitei Shakespeare, ela, com aqueles dentes de coelho, riu de mim, disse que eu minto tanto quanto escrevo, que cruel. talvez ela seja realmente perfeitinha, Perfeitinha para mim.

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Amor

Deus me livre amar!

Esses dias quase me apaixonei, bonita, sorriso bobo, ela disfarçava, mas eu, notei as suas sardinhas. Me convidou para assistir sua peça. Eu que não sou bobo, fui, não por ela, mas porque era de graça, ela era a protagonista, cantou tão belamente… Imagina só, poeta apaixonado pela sereia, tenha dó! No fim, ela nem perguntou o que eu achei Só falou que eu adorei. Eu ri e critiquei, ela disse para eu admitir logo que amei. Pediu para me ver escrever, disse que poetas eram chatos, eu perguntei o porquê, ela disse que só falam de amor, quando estão perto de morrer. Eu acho… estou perto de morrer

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Amor

É difícil falar de amor

— Como ousa gritar! Não tinha jurado parar? Digo enquanto ele coloca o chapéu, — para onde pensa que vai? — Para o bar! — Então vá, eu vou passear. Bufando, ele saiu. Coloquei meu colar, e me pus a caminhar. Depois de uma hora no parque tentando pensar, voltei para meu lar. — Cheiro de… não posso acreditar, ele fez o jantar? Cheguei e lá está, arrumado, com meu antigo colar. — Não! Eu sei o que você quer. Não vou me... Você ainda guarda esse colar? — Não to pedindo para me perdoar, só me olhar.

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