Burro de carga
Artigos, administração, ponto, almoço, Contas, contratados, ponto jantar Transtornado, sai do trabalho, enjoado de lavanda, ofegante, tonto, anestesiado pela rotina. surtei. — PAREM! olhei, nada. Todos tão fissurados com seus trabalhos. Tão obcecados, corri pela cidade utópica, gigante, sem crimes, saúde, educação, pessoas? Trabalhando. Horas, nada, nenhuma alma, Cidade maravilhosa sem vida. Injeção antivida, Tudo é uma planilha. Doutrinados pela educação, escrevendo antes de poder imaginar. Moldados para acreditar que trabalhar é cuidar. Caçado por não me tarefar, Polícia, confuso esperei, ouvi, mate o singular. corri, pulei, fugi, Me perguntei, Sou bandido por viver? Às espreitas, caminhei, no silêncio apreciei, cheirei. Um canário? Canta, voa, come, respira, revolucionário por viver. cercado pela pluralidade industrial, reflexos que nem sozinhos conseguem respirar. Perseguido, subi no prédio. Hesitei, cidade utópica distópica, Liberdade para trabalhar, privados de viver. Decido me libertar, tive que me jogar.
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