Manhã de agosto
Numa manhã de agosto, Uma manha de agosto O silêncio embala, O ronco das folhas, Se ouve lá fora. O sono do rosto, Numa manha de agosto Que não foi embora, O abraço da cama, No laço do agora.
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@mutatio · desde 2024
"Até o dia em que Deus desvelar o futuro para o homem, toda a sabedoria humana estará em esperar e ter esperança" AlexandreDumas
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Numa manhã de agosto, Uma manha de agosto O silêncio embala, O ronco das folhas, Se ouve lá fora. O sono do rosto, Numa manha de agosto Que não foi embora, O abraço da cama, No laço do agora.
Continuar lendoTentar ser mal. É tão mal... Nem tão mal, Quanto é ser mal, Nem tão bom. Quanto é ser bom. Mas, às vezes, é tão bom... Ser mal, Tão mal... Ser bom, Bem mal é: Tentar ser bom.
Continuar lendoVertia as horas, Sob um céu empretecido, Abóboras no chão, Ratos no colchão, Vestido ensandecido. Órfã despejada, Do próprio cemitério, Pária de seu circo, Siso arrancado, Vergonha do clero.
Continuar lendoPseudo poesia Uma ode ao meu fracasso, Fracasso de poeta, Quando poeta é ser tudo, E ser nada é minha meta. Se escrevesse direito, Se soubesse como deveria, Divorciaria do meu eu lírico, Seria poeta renomada, De alma vazia. Portanto, escrevo pseudo-poesias, Nem sempre rimadas, Bufando de raiva, Sussurrada, Esganada de agonia, Digo ao meu eu lírico Que melhor poesia, Repleta de falhas, Que poesia, Ausente de vida. Escrito por: Peçanha (mutatio)
Continuar lendoTrês horas monótonas Gargalhando sem sentido Vidrada na tela de vidro E, do cachorro, ao lado, Nenhum ladrido. Rolando a tela, O estômago enrolado, Esperando um amanhã, Que seria melhor, Que não estivesse vindo. Nesse mundo corrido, Vivo iludido, Num bom amanhã, Com a grana no bolso, É o verme do vivo.
Continuar lendo— Felicidade é equilíbrio...! É um tanto desequilibrado: trabalho às 8h, yoga às 17h e, às 18h, psicólogo marcado. — Doutor, tô tão cansado... — Não sei o que aconteceu. Metas atingidas, beleza em dia... O psicológico já foi com Deus.
Continuar lendoPlantei a muda no meu peito. Não tão doce, tão natural, não tão intensa, nem tão imensa, mas tão granada, gravada na memória, sem saber onde. Até descobrir que o que plantei não era Atemoia: era Fruta-Do-Conde.
Continuar lendoProcuro; O grito dos peixes, O cheiro da àgua, O dia da morte, Perdido, Em meio a tudo, Mas sempre Abstruso. Procuro; O sabor do vento, A alegria melancólica, De procurar. O que procuro? Não sei.
Continuar lendoOh mal educada, que me passa Sem dizer o nome, Ou qualquer palavra. Me beija de dia, À tarde me abraça, E à noite me larga, Sozinha na praça. Amante infiel, Dando a outro, O que era meu, Pra logo voltar. Tolo sou eu Que te amei, Ainda que sei, Irás me deixar. No frio domingo Pra sexta voltar.
Continuar lendoJá não falei do seu sereno revolto? Caindo do céu Numa brincadeira... Delicadamente selando meu rosto, Bate no meu peito Uma cordilheira.