Verme do vivo
Três horas monótonas Gargalhando sem sentido Vidrada na tela de vidro E, do cachorro, ao lado, Nenhum ladrido. Rolando a tela, O estômago enrolado, Esperando um amanhã, Que seria melhor, Que não estivesse vindo. Nesse mundo corrido, Vivo iludido, Num bom amanhã, Com a grana no bolso, É o verme do vivo.
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