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Maria Eduarda Ribeiro

@mundodamary · desde 2025

Oi, eu escrevo para me entender... espero que gostem de algo que eu criei♡ @maria_edu_paes

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Fregueses da Saudade

Me procura em outros corpos pra se distrair Mas é comigo que sua culpa vem pra conversar Você não pede pra eu ficar, mas não me deixa ir Fregueses da saudade que se encontram no mesmo lugar.

Epílogo

Em cada vão momento lembrarei de ti, E em cada finda noite o teu nome chamarei. Sei que não me amaste da mesma forma como eu te amei, Mas não mais espero o dia em que me respondas. Por esse amor que já deixei para trás, E aqui jaz, no meu coração, a saudade que não se desfaz. Das cinzas às cinzas, do pó ao pó, Recolho, sem pressa, o que de mim restou, Obrigo-me a esquecer do “nós”, Acostumando-me ao silêncio que agora me cobre — Teu nome ainda sussurra, ecoa, mas não dói.

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Devaneios

Você já experimentou um amor tão grande quanto o que eu te dei? Você já se sentiu mais completo com a pessoa que escolheu? Será que conseguiu substituir aquilo que eu representava pra você? Porque, se já tivesse provado algo parecido com o que te dei, não teria voltado pra me ver outra vez…

Visitando o passado

O que ainda procuro naquela pessoa? Aquela que me faz ficar, mesmo quando tudo em mim sabe que precisa ir. Que me faz ir contra tudo em que acredito. Que me coloca em uma sinuca de bico, me enebria, me sufoca, me envenena, me mata. Que faz eu me perder de mim, enquanto tento, desesperadamente, me encontrar nele. Aquele, cujo passado comigo Ainda dói Ainda sangra Ainda vive E me aperta, silencioso, no peito.

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Lembranças que voltam...

No meio do seu caos, o meu nome ecoou como seu conforto. No meio do meu conforto o teu nome retornou como meu caos....

Amor de quinta (feira)

Te procuro pelos corredores só pra te observar. Frequento o mesmo clube só pra tentar me enturmar. Me arrumo torcendo pra você notar, E quando te vejo, já começo a suspirar. Juro que não era pra ser nada, Só um olhar distraído por uma paixão platônica inventada. Quem dera se você pudesse perceber O tremor da minha voz sempre que vai me responder. Mas sigo quieta, disfarçando o rubor, Me escondendo atrás do caderno com um certo sentimento de pudor. Porque, no fundo, seria errado (ou ao menos absurdo) Confessar que meu amor de quinta-feira É por quem me dá aula no segundo turno.

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Escapismo

As brigas eram inevitáveis, mas no fim, era no toque em que se amparavam. No êxtase de uma noite de juras com juros, prometiam um ao outro o esquecimento mútuo e um perdão temporário. Toda discussão sempre tinha o mesmo fim: toques grosseiros e desesperados, pedidos de desculpas velados, um sexo sem amor ou paixão, e o sentimento de culpa sendo o único que selava a união. A chama carnal era a única coisa que aquecia o casal. Mas, ao se separarem, o calor se vai, restando apenas um silêncio mortal. Não há mais carícias, nem desejos, apenas o vazio que ecoa ao final do beijo. Quem dera se falassem com o corpo o que a mente escondia. O coração, sempre o mais ferido, após cada briga. Mas era um sentimento fatal, onde todos já conheciam o enredo do final. E, no fundo, se o medo fosse menor que o amor, poderiam cicatrizar o que fora quebrado um no outro. Mas, por ora, preferiam se perder, praticando o escapismo do amor.

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Te amei em partes porque você nunca permitia que o amasse por inteiro

Te amei em cada pedaço que você me mostrava, em cada nuance que você deixava transparecer. Eu te amava até onde você me permitia, até onde você se abria. Nos sorrisos tímidos que me lançava, Nas conversas madrugada adentro, Nos segredos que trocamos, E até nos silêncios, que, de alguma forma, diziam mais que palavras. Mas, no fundo, sempre soube que eu não te conhecia de verdade. Era como se levantasse muros invisíveis, delimitando o que você estava disposto a compartilhar. Uma zona de risco, onde eu jamais me atreveria a entrar. E, entre essas paredes, tentava te entender. Montava um quebra-cabeça com as peças que você me dava, tentava captar entre os gestos e as palavras não ditas, o que você escondia ou deixava escapar sem querer. Sempre deduzindo ou inventando as partes que me faltavam de você. Talvez fosse o medo da fragilidade do amor, ou uma desconfiança que você nutria em mim, talvez os traumas do passado que você ainda carregava. Não sei. Nunca consegui descobrir. No final, percebi que te amar em partes nunca foi o suficiente. As migalhas que você me dava me bastavam, e eu jamais questionava o porquê dessa indiferença entre a gente. Acho que, no fundo, tinha medo da resposta. Medo de que você me dissesse o que eu já sabia, Medo de ver que, para você, talvez eu nunca tivesse sido o suficiente. E, assim, acabei permitindo que você também me amasse apenas parcialmente. Delimitei até onde você poderia ir, com medo de ver o quanto isso me machucaria no fim. Eu nunca parti por falta de amor. Parti porque percebi que te amar em partes não era o suficiente para construir um todo. Parti porque o que restava entre nós eram lacunas que jamais conseguiríamos preencher. Ainda assim, carrego comigo cada parte que me foi dada de você, e, de alguma forma, essas partes preenchem o vazio que ficou em mim. Porque, no fim, eu te amei, mesmo sabendo que nunca foi por inteiro. E talvez isso tenha sido o mais completo que já fomos um para o outro.

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Confissões ao vento

Uma vez você me perguntou chorando se eu te amava, E por imaturidade da época, eu não soube responder. Ri sem graça, como quem faz uma piada, E desviei do assunto, para não te responder. Sei que meu silêncio te feriu. Eu não sabia o que era amor, Não sabia como amar você, E muito menos como curar a minha própria dor. Em cada gesto que você fazia, Em cada olhar que você me dava, Eu podia sentir que havia uma mágoa guardada, Mas eu nunca te dei a chance de falar o que te incomodava. Minha confusão me prendeu, Meus medos me calaram, Minha insegurança me cegava. E enquanto eu sufocava tudo o que não dizia, Te vi partir. Você me virou as costas, e desistiu de mim. Eu não te culpo. Sempre fui meio imaturo. Agora, me afogo no amargor do arrependimento. Quem dera eu pudesse voltar no tempo, Te dizer tudo o que guardei, Ser a pessoa que você tanto desejava, E te amar com a mesma intensidade que você me amava. Hoje, os ecos do teu choro Ressoam no vazio das minhas memórias. Percebo que é tarde demais para mudar o agora. Percebo que te amava, mas não admitia. Que traía meus próprios sentimentos, E amar sem admitir é o mesmo que se prender ao próprio tormento. Se eu pudesse te ver por um único segundo, Gritaria aos ventos que te amava, sempre te amei. Mas o tempo não se curva a ninguém. As palavras não ditas agora repousam, Enterradas no fundo do meu ser, E se tornaram meu maior arrependimento: Nunca ter dito que amava você. Agora, em frangalhos, minha alma vaga, Na esperança de um dia te encontrar. Te dizer tudo o que nunca foi dito, Mesmo sabendo que, talvez, Você já não vá mais acreditar.

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Amor cativo

Eu nunca fui uma pessoa possessiva, Mas quando se tratava de você, Fazia questão de fazê-la minha, só minha... Ter você por inteiro seria meu maior triunfo, Guardaria-te em meu peito e a esconderia do mundo. Sonho em roubar teu riso, Ser o proprietário da tua boca, Tornar-me o dono do teu olhar, Te envolver no calor dos meus abraços e fazer você descansar. Te fazer um pedaço do meu mundo, Ser teu refúgio, o teu lar, Me transformar no único lugar Em que você quisesse estar. Não preciso de muito, só quero seu todo. Nossos corações batendo em harmonia, Nossos corpos encontrando morada um no outro. E se o mundo um dia quiser tirar você de mim, Vou defendê-la com unhas e dentes, Nunca vou deixar que alguém um dia possa separar a gente. Pois no nosso mundo, as nossas almas se completam, Onde o nosso amor será para sempre eterno, Porque no final, não há mais espaço para mais ninguém. Esse é o meu jeito mais puro de amar alguém.

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