Ilustre Visitante
Quando o Amor vier, isso se vier, Esse Amor que sequer o conheço, A porta minha vier, terno bater, O deixarei entrar se acaso quiser. Nada pedirei como nada vos peço; Entrai caso satisfaz em mim, viver. A porta está sempre escancarada, Mas ofuscada pela dor e tristeza Sempre a ocultarem minha casa, A obstruírem minha leda entrada. Achai. Entrai. Sentai-vos à mesa Luzida de vela caso isto o apraza. Se tarde vieres, cedo não partas! Descansa teu terno, amoroso Ser. Fique se for do teu gosto ficar. A casa é simples, cheia de cartas De amor, que poderás ver e ler ― Cartas a ti escritas em meu delirar! E se vires que as podem vos servir Para alguma coisa do teu orgulho, Tomai-as pra ti, guardai consigo! Rasgai-as se desgostar! Se ferir Os vossos brios os meus barulhos Do peito. Ide, deixai-me só comigo! Sozinho ficarei, alegre cantando. E continuarei ainda escrevendo Sem guardar qualquer rancor, Pois um dia, sem estar esperando, Sem esta loucamente querendo, Recebi a visita do eminente Amor!
Jaine
que lindo poema 👏👏👏
Luca Jordão
Muitíssimo obrigado! 🙏🤗