Foto de Luca Jordão

Luca Jordão

@meninopoelu · desde 2025

Sou um poeta perdido, Partido em pedaços diversos, disperso em mil sentimentos. https://loja.uiclap.com/titulo/ua42865/?fbclid=PAY2xjawIv27BleHR

140 poemas 48 seguidores 46 seguindo

Seguir
Amor

Inverno

O frio vem chegando, Gelando a espinha por completa, Congelando minhas borboletas Que estavam dançando inquietas. O calor foi saindo, Surgindo no corpo arrepio; Se indo o amor que surgiu Num dia lindo e primaveril. As flores, murcharam, Apagaram sua vívida cor - Levaram-as já lívidas, sem odor E as jogaram fora sem rancor. A geada cai, impiedosa. A rosa suspira com o vento; Ansiosa respira com sofrimento, Ainda amorosa, cheia de alento. E resiste, duramente, Crente que conseguirá sobreviver, Que o que sente será, ao seu ver, Quente para sempre e nunca irá morrer.

Continuar lendo
Amor

Alma gêmea

Foi longa a espera. Veio verões, primaveras. Mas te esperar valeu a pena Pois toda aquela cena De amor que imaginava Agora se concrerizava. Te ter em meus dias É uma imensa alegria Que me faz sorrir sozinho Ao pensar nos teus carinhos, Na sorte que tive em te encontrar Já cansado do amor procurar. Eu te amo de tantas maneiras E de tantas formas eu te canto. Tu eres para uma vida inteira Tendo eu uma vida inteira de pranto. Te amar é tão simples e natural Que pouco bastou para criarmos um nó. Somos almas perdidas, passado o mal, Que se encontraram e agora são uma só.

Continuar lendo
Amor

Encontro

Foram anos Caminhando sozinho, Descalço, sem rimas, Cheio de danos Passando por cima De dolorosos espinhos. Muito sangue verti. Muitas lágrimas chorei. Cansado e perdido Tantas coisas senti, Tantas vezes me calei Já por demais iludido. Mas então, eu te encontrei, Quando nada estava procurando. Aconteceu tudo naturalmente Assim como eu sempre imaginei. Me perco em teus olhos olhando, Descrente e apaixonado completamente. A gente sente quando é amor E até se anima mais a viver. Foram duros os dias que passaram Mas que agora está finda a dor, Vendo a alegria a florescer Onde só mágoas brotavam.

Continuar lendo
Amor

Ilustre Visitante

Quando o Amor vier, isso se vier, Esse Amor que sequer o conheço, A porta minha vier, terno bater, O deixarei entrar se acaso quiser. Nada pedirei como nada vos peço; Entrai caso satisfaz em mim, viver. A porta está sempre escancarada, Mas ofuscada pela dor e tristeza Sempre a ocultarem minha casa, A obstruírem minha leda entrada. Achai. Entrai. Sentai-vos à mesa Luzida de vela caso isto o apraza. Se tarde vieres, cedo não partas! Descansa teu terno, amoroso Ser. Fique se for do teu gosto ficar. A casa é simples, cheia de cartas De amor, que poderás ver e ler ― Cartas a ti escritas em meu delirar! E se vires que as podem vos servir Para alguma coisa do teu orgulho, Tomai-as pra ti, guardai consigo! Rasgai-as se desgostar! Se ferir Os vossos brios os meus barulhos Do peito. Ide, deixai-me só comigo! Sozinho ficarei, alegre cantando. E continuarei ainda escrevendo Sem guardar qualquer rancor, Pois um dia, sem estar esperando, Sem esta loucamente querendo, Recebi a visita do eminente Amor!

Continuar lendo
Poesia

Hálitos

Quanto mais perto mais distante. Quanto mais meu peito aperto Mais delirante então fico sujeito. E só por algum decerto instante Fico quieto em meu leito, desperto Deste ser abrasante; racional, direito. No mais pensamento, sempre tão ausente; Sempre trespassado de dor e tormento. Sempre sente rancor de não ser amado Meu Coração avarento e inocente, Que já desolado de qualquer contento, Não mais fremente tem ele estado. A cada batida uma nova desolação. A cada suspiro uma saudade fingida No Coração, mas que de dor me reviro. Triste esta a minha vida de encenação. Mas sede meu respiro essa minha lida, Essa minha canção que deveras, deliro.

Continuar lendo
Amor

Fonte Cristalina

Feras mágoas Machucam e doem, Sepultam e destroem Tantos corações! Cantos de ilusões Faceiros entonamos; Ligeiro amamos Inebriantemente! Ante ao que se sente, Cremos ter tudo. Lemos alto e mudo A ledos versos. Com medos dispersos, Damos o que não temos; Olhamos o que não vemos! Amei com encanto no cenho; Cantarolei com tanto lenho Com dores e saudades vividas E amores de verdade da vida, Deveras Águas!

Continuar lendo
Amor

Enojado

Verdes este Ser verde? Leve, Tempo, como leve Folha o vento leva! Não peças que meu ser cante As ledas peças do amor, pois Nem preza mais o que se sente. Pesa meu Coração, que pesa Sem pressa amores e enjoos. Eis a conta do meu pesar: Os amores sempre eminentes e os enjoos sempre baixos! Mas sede uma balança ― A balança da minha vida! Tragais, Vento, este fel Que trago em meu peito, Que trarei com tempo, Mel!

Continuar lendo
Poesia

Caixinha de pensar

O que cabe nessa caixinha de pensar? Todas as minhas esperanças? Todas as minhas ilusões? O que cabe não me cabe perguntar! Cabe a todas as crianças. Cabe a todas as gerações. Todos os seus amores cabem, e sentimentos! Todos os seus desejos. Todos os seus temores. Tudo isso cabe na caixinha, e ensinamentos! Tudo que lembre beijos. Tudo que lembre flores. Mais isso, e aquilo; e aquilo outro também! Mais algo de fantasia. Mais algo de imaginar. O que cabe mesmo a mim é não ir tão além! Mas eu amo Poesia. Mas eu amo Pensar.

Continuar lendo
Amor

Canção do Amor

Ó donzela fria, Nas estrelas alumia Tua luz brilhante Que me conduz delirante Ao degredo amor! Sem medo da dor Perpasso campinas; Faço boninas Figuras na areia: Criaturas sem veias Tão cheias de vida! Enleia-se numa lida Terna e quente; Consterna a mente Minha abrasadora! Rainha! detentora De beleza, alegria, Singeleza ― Poesia! Musa dos míseros, Os usa feros, Apaixonados, loucos, Para agrado de poucos! Outros insanos? Noutros planos? Gentes reais? Entes espectrais? Vou pungente chorando, Inocente chamando Invocação amorosa: Canção dolorosa Sem dolo nenhum! Enrolo-me em algum Pensamento distante Dum Vento inebriante, E vou compondo! Voou, se pondo Em linhas, sólida, Minha vida Enganosa de magia ― Amorosa Poesia!

Continuar lendo
Lágrimas

Alegre Mágoa

Alma minha magoada! Posso saber ser minha mágoa Se, o que dentro de mim desagua Não sentiu minha pele, nada? Encharca todo meu Ser! Toma, mágoa, conta de mim. Choro mesmo sem querer, Sem saber, Eu, do nosso afim. Mágoa fingida! Águas sinceras! No rosto escorridas Lágrimas deveras. Cessar meu pranto. Tomar um lenço. A mágoa é um canto Oriundo do que penso!

Continuar lendo