Hálitos
Quanto mais perto mais distante. Quanto mais meu peito aperto Mais delirante então fico sujeito. E só por algum decerto instante Fico quieto em meu leito, desperto Deste ser abrasante; racional, direito. No mais pensamento, sempre tão ausente; Sempre trespassado de dor e tormento. Sempre sente rancor de não ser amado Meu Coração avarento e inocente, Que já desolado de qualquer contento, Não mais fremente tem ele estado. A cada batida uma nova desolação. A cada suspiro uma saudade fingida No Coração, mas que de dor me reviro. Triste esta a minha vida de encenação. Mas sede meu respiro essa minha lida, Essa minha canção que deveras, deliro.
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