Esturra bast a fera!
Sua melodia ecoa por todo o universo
Cada onça, pintada ou parda
Intimidam-se com seu ruído perverso
Ruge bast a fera!
Sua música ecoa por toda terra
Cada leoa, tigre ou chita
Escutam seu chamado de guerra
Urra bast, oh rei das feras!
Seu som ecoa por toda alma
Cada besta, fera em toda era
Sabes que agora estas sem calma!
Explode em fúria bast, oh rei fera!
E tudo e todos sofrerá medo intenso
E tudo e todos sentirá medo imenso
E tudo e todos morrerá
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Escutei o chamado da floresta —
A indomável disse-me:
“Vem, participa da minha festa.”
Pus-me pronto, fui-me.
Deu-me um extrato,
extraído dos teus átrios,
ajuntado ao sagrado mato,
retirado dos teus cabelos.
Fusionados em fervura
com teu sangue encantado,
da raiz mais dura
abriu-se o portal do outro lado.
Bebi — e embebedei-me,
porventura, embebedei-me de saber.
No sagrado chão deitei-me,
e logo voltei a ele ser.
O fogo em brasa tinia
Sente do abrigo ancestral.
Tua luz minha alma aquecia,
afastando de mim todo o mal.
E a música outrora veloz
tornava aguerrida a miração.
Txana, com sua voz,
agitava o meu coração.
Na força, o eu me encontrava,
pisando firme no astral.
Meu ver à mata levava
pelo caminho essencial.
E tudo o que fora plantado
sentia com exatidão —
todo o meu corpo pisado,
oh, que poder! Miração.
O fogo em brasa tinia
Dentro do abrigo ancestral.
Tua luz minha alma aquecia,
afastando de mim todo o mal.
As notas, como chicotadas,
tocavam meu corpo no chão.
A força em mim habitava —
tanto o pouco quanto a imensidão.
E então...
Chegou a hora da introspecção:
minha cria em mim se deitava,
protegida de qualquer invasão.
Mas logo ali se quebrava
o ovo da proteção.
E o fogo — sua brasa esvaía
pra fora do abrigo ancestral.
E a luz da manhã que surgia,
findava assim o ritual.
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Estou sentindo falta de sentido
Quero dizer um sentido real
Algo que seja mais que motivo
Porém tudo me soa banal
Os dias se passam, rápido
E eu não faço nada durante isso
Às vezes não me considero apto
A fazer algo nisso
Mas não me entenda mal
Eu não sou do tipo que deseja,
Deseja conquistar, deseja fazer
Deseja ser o tal
Não sinto um vazio
Apenas não sinto nada
Nem meu coração batendo a mil
Nem o desejo de ir pra estrada
Não gosto de dizer mas...
Nunca ter existido
Me soa perfeito demais.
Assim eu nunca terei desistido
É... Talvez seja esse frio
Que tá me deixando melancólico
Minha motivação tá por um fio
E eu nem bebo nada alcoólico.
Vou me sentar e esperar o sol voltar
Mais quente, mais energético
E o brilho pro meu corpo retornar
Talvez eu deixe de ser tão triste e cético.
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sei que nunca paro pra
Pensar no que
Eu vou falar
A solidão consome o meu
Sonhar sem ti
Como serei seu
Palavras sem algum sentido
Orarei certamente
Sem nem ter ouvido
Pois eu não vejo os motivos
De necessitar
Ter algo sentido
(Refrão)
Contudo o meu ser
Tão Como um ébrio
Quer aparecer
Nada de mistério
Por isso vou ser
Mais que apenas um ébrio
Vou aparecer
Sem nenhum mistério
"Uuu uuuu uuuuuu uuuu"
Superstições rodeiam meu ser
Mandingas diárias
Pra me proteger
Vovó me ensinou arruda e
Fita do Bonfim
Pro mal longe mim
Bruxaria católica e
um caldo de
Tudo que é aqui
(Refrão 2)
Mas em nada que digo
Não há segredos
Pelo whisky bebido
Sinto tremer os dedos
Como vou pensar
Te olhando aqui
Sem desmoronar
Sem ser feliz.
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Hoje me sinto um tanto contemplativo
Auto contemplativo eu digo
Embora não saiba se sou assertivo
Adoro o tempo que passado comigo.
Seria eu um melancólico poeta?
Fazendo da solitude inspiração.
Pois a tristeza minhas ideias não veta
Contrariamente me transborda exatidão .
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Tão sublime luar bronzeado
Se mostrou quando fomos pra lá
Andei milhas com você do lado
Caminhamos na beira do mar
Noites tão limpas
Me lembram o seu olhar
Noites tranquilas
Me lembram seu olhar
Sob a areia grossa e gelada
E a brisa que ali pairava
Encobria o nosso Horizonte
Pra nós nos amarmos de monte
Noites tão brilhantes
Me lembram o seu olhar
Noites cintilantes
Me lembram seu olhar
É só olhar...
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Não queria muito dizer
Mas estou quebrado
Sem força pra correr
Escorrendo pelos lados
Apenas fico contente
Quando estou sozinho
Com a minha mente
Sem nada em meu caminho
Esses pensamentos arrepiantes
Causam Estardalhaço em mim
Não são devaneios no semblante
São orações descrevendo meu fim
Sempre que me quebro
Não sinto vontade de me recompor
Prefiro caminhar por meus cacos
Me cortando, sangrando
Saciando meus desejos ébrios
mantendo-me apenas quebrado.
Dançando na escuridão
Viciante digo, porque não consigo
Não consigo querer não querer
Não necessito de ajuda não
Somente para o fundo eu sigo
Eu sou isso, não estou apenas a mercê.
É isso mesmo não estou triste
Estou apenas sentindo o gosto de algo
Emocionante
Emocionante triste, mas nem sempre ruim
Pois não sou apenas um
Sou um conjunto
Um conjunto de idéias
Um conjunto de pessoas
De personalidades
De culturas
Éticas
Eu...
... Preciso de uma luz
Para cada eu.
É... Não estou quebrado
Eu sou apenas humano.
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Ah, quem dera estar agora
Lá, na chuva do lado de fora
Sentindo as gotas em meu rosto
Acalentando minhas pálpebras
Porém não quero meu corpo molhar
Deve estar muito frio, é só olhar
Verá que não quer também
Ficar molhado e com frio
É que é tão poético sentir as gotas
Caindo em seu rosto umas após as outras
É lindo mas foge da realidade
Pelo menos pra mim
Sou um homem feito para sonhar
Mas não curto muito, me molhar.
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Ah quem podes dizer-me o que faça
Se quando me dizem eu estremeço
Já não sabes de minha covardia?
Estarrecedora infame e fria
Eu temo que ainda me queiras dizer
Temo que queira ainda que eu ouça
Queres mesmo me ver estremecer
Ver que minha virtude hoje é pouca
Não levantes a voz pra nada falar
Para que assim não me balance
Pois se falares, eu choro!
Não de medo...
Nem por culpa...
... Nem por sentir a sua ausência
Minhas lágrimas
Nascem do alarde de quando brado
Pensamentos de ódio.
Vem de mim
São filhos meus
Surgem suaves
Melodicamente
E apenas suaves.
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Minha cabeça agora explode
E sob minhas roupas
Meu corpo eclode
Quando tu passas
Seu salto no asfalto
Toc e tocs faz
E da janela no alto
Te vejo cruzar minha rua
E vais Sumindo de salto
Eu na janela
Vou almejando-te nua
Aqui comigo
Então retorna logo
Vem pra casa
Pro teu amor amigo
Quando tu sai
Quando tu vai
Meu coração cai
Só posso te esperar
Aguardar você voltar
Pra tua boca beijar
Então...
Da janela e vejo
Da janela te almejo
És meu desejo
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