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melquilins

@melkk · desde 2019

sou só eu dividido em três partes, contanto ao mesmo tempo inteiro e inquebrável.😁

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Bast a fera

Esturra bast a fera! Sua melodia ecoa por todo o universo Cada onça, pintada ou parda Intimidam-se com seu ruído perverso Ruge bast a fera! Sua música ecoa por toda terra Cada leoa, tigre ou chita Escutam seu chamado de guerra Urra bast, oh rei das feras! Seu som ecoa por toda alma Cada besta, fera em toda era Sabes que agora estas sem calma! Explode em fúria bast, oh rei fera! E tudo e todos sofrerá medo intenso E tudo e todos sentirá medo imenso E tudo e todos morrerá

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Ritual

Sagrada medicina

Escutei o chamado da floresta — A indomável disse-me: “Vem, participa da minha festa.” Pus-me pronto, fui-me. Deu-me um extrato, extraído dos teus átrios, ajuntado ao sagrado mato, retirado dos teus cabelos. Fusionados em fervura com teu sangue encantado, da raiz mais dura abriu-se o portal do outro lado. Bebi — e embebedei-me, porventura, embebedei-me de saber. No sagrado chão deitei-me, e logo voltei a ele ser. O fogo em brasa tinia Sente do abrigo ancestral. Tua luz minha alma aquecia, afastando de mim todo o mal. E a música outrora veloz tornava aguerrida a miração. Txana, com sua voz, agitava o meu coração. Na força, o eu me encontrava, pisando firme no astral. Meu ver à mata levava pelo caminho essencial. E tudo o que fora plantado sentia com exatidão — todo o meu corpo pisado, oh, que poder! Miração. O fogo em brasa tinia Dentro do abrigo ancestral. Tua luz minha alma aquecia, afastando de mim todo o mal. As notas, como chicotadas, tocavam meu corpo no chão. A força em mim habitava — tanto o pouco quanto a imensidão. E então... Chegou a hora da introspecção: minha cria em mim se deitava, protegida de qualquer invasão. Mas logo ali se quebrava o ovo da proteção. E o fogo — sua brasa esvaía pra fora do abrigo ancestral. E a luz da manhã que surgia, findava assim o ritual.

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Sentinto frio

Estou sentindo falta de sentido Quero dizer um sentido real Algo que seja mais que motivo Porém tudo me soa banal Os dias se passam, rápido E eu não faço nada durante isso Às vezes não me considero apto A fazer algo nisso Mas não me entenda mal Eu não sou do tipo que deseja, Deseja conquistar, deseja fazer Deseja ser o tal Não sinto um vazio Apenas não sinto nada Nem meu coração batendo a mil Nem o desejo de ir pra estrada Não gosto de dizer mas... Nunca ter existido Me soa perfeito demais. Assim eu nunca terei desistido É... Talvez seja esse frio Que tá me deixando melancólico Minha motivação tá por um fio E eu nem bebo nada alcoólico. Vou me sentar e esperar o sol voltar Mais quente, mais energético E o brilho pro meu corpo retornar Talvez eu deixe de ser tão triste e cético.

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Música

Musica

sei que nunca paro pra Pensar no que Eu vou falar A solidão consome o meu Sonhar sem ti Como serei seu Palavras sem algum sentido Orarei certamente Sem nem ter ouvido Pois eu não vejo os motivos De necessitar Ter algo sentido (Refrão) Contudo o meu ser Tão Como um ébrio Quer aparecer Nada de mistério Por isso vou ser Mais que apenas um ébrio Vou aparecer Sem nenhum mistério "Uuu uuuu uuuuuu uuuu" Superstições rodeiam meu ser Mandingas diárias Pra me proteger Vovó me ensinou arruda e Fita do Bonfim Pro mal longe mim Bruxaria católica e um caldo de Tudo que é aqui (Refrão 2) Mas em nada que digo Não há segredos Pelo whisky bebido Sinto tremer os dedos Como vou pensar Te olhando aqui Sem desmoronar Sem ser feliz.

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Arte

Me contemplo

Hoje me sinto um tanto contemplativo Auto contemplativo eu digo Embora não saiba se sou assertivo Adoro o tempo que passado comigo. Seria eu um melancólico poeta? Fazendo da solitude inspiração. Pois a tristeza minhas ideias não veta Contrariamente me transborda exatidão .

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Amor

um dia do meu passado no futuro

Tão sublime luar bronzeado Se mostrou quando fomos pra lá Andei milhas com você do lado Caminhamos na beira do mar Noites tão limpas Me lembram o seu olhar Noites tranquilas Me lembram seu olhar Sob a areia grossa e gelada E a brisa que ali pairava Encobria o nosso Horizonte Pra nós nos amarmos de monte Noites tão brilhantes Me lembram o seu olhar Noites cintilantes Me lembram seu olhar É só olhar...

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Arte

quebrado

Não queria muito dizer Mas estou quebrado Sem força pra correr Escorrendo pelos lados Apenas fico contente Quando estou sozinho Com a minha mente Sem nada em meu caminho Esses pensamentos arrepiantes Causam Estardalhaço em mim Não são devaneios no semblante São orações descrevendo meu fim Sempre que me quebro Não sinto vontade de me recompor Prefiro caminhar por meus cacos Me cortando, sangrando Saciando meus desejos ébrios mantendo-me apenas quebrado. Dançando na escuridão Viciante digo, porque não consigo Não consigo querer não querer Não necessito de ajuda não Somente para o fundo eu sigo Eu sou isso, não estou apenas a mercê. É isso mesmo não estou triste Estou apenas sentindo o gosto de algo Emocionante Emocionante triste, mas nem sempre ruim Pois não sou apenas um Sou um conjunto Um conjunto de idéias Um conjunto de pessoas De personalidades De culturas Éticas Eu... ... Preciso de uma luz Para cada eu. É... Não estou quebrado Eu sou apenas humano.

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molhado

Ah, quem dera estar agora Lá, na chuva do lado de fora Sentindo as gotas em meu rosto Acalentando minhas pálpebras Porém não quero meu corpo molhar Deve estar muito frio, é só olhar Verá que não quer também Ficar molhado e com frio É que é tão poético sentir as gotas Caindo em seu rosto umas após as outras É lindo mas foge da realidade Pelo menos pra mim Sou um homem feito para sonhar Mas não curto muito, me molhar.

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suave

Ah quem podes dizer-me o que faça Se quando me dizem eu estremeço Já não sabes de minha covardia? Estarrecedora infame e fria Eu temo que ainda me queiras dizer Temo que queira ainda que eu ouça Queres mesmo me ver estremecer Ver que minha virtude hoje é pouca Não levantes a voz pra nada falar Para que assim não me balance Pois se falares, eu choro! Não de medo... Nem por culpa... ... Nem por sentir a sua ausência Minhas lágrimas Nascem do alarde de quando brado Pensamentos de ódio. Vem de mim São filhos meus Surgem suaves Melodicamente E apenas suaves.

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meu desejo

Minha cabeça agora explode E sob minhas roupas Meu corpo eclode Quando tu passas Seu salto no asfalto Toc e tocs faz E da janela no alto Te vejo cruzar minha rua E vais Sumindo de salto Eu na janela Vou almejando-te nua Aqui comigo Então retorna logo Vem pra casa Pro teu amor amigo Quando tu sai Quando tu vai Meu coração cai Só posso te esperar Aguardar você voltar Pra tua boca beijar Então... Da janela e vejo Da janela te almejo És meu desejo

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