Para a mulher depois do expediente
Hoje eu queria que alguém
soubesse onde ficam as coisas.
A água, o copo,
a roupa de dormir,
o lugar exato onde dói.
Que não me perguntasse tudo.
Que percebesse a luz incomodando
e baixasse a luz.
Eu tenho planos:
uma casa que sustente outra,
uma chave que abra um futuro
em que eu possa adoecer
sem fazer contas na cama.
Mas nesta noite
eu queria o pequeno:
um prato guardado,
um carinho demorado,
alguém ficando
depois do trovão.
Há uma mulher aqui
que sabe oferecer presença
e está cansada
de preparar sozinha
o próprio acolhimento.
Que ela possa dormir
sem terminar o mundo.
Que alguma coisa espere.
Que amanhã haja espaço
para um desejo
que não seja uma obrigação.
E que o amor, quando chegar perto,
aprenda também
a trazer água.
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Talvez eu tenha confundido
a mulher com a armadura.
Talvez eu tenha chamado de Larissa
a força que nasceu
porque Mariana precisava sobreviver.
Dra. Larissa aprendeu a proteger.
Aprendeu a cuidar.
Aprendeu a carregar.
A entrar em lugares onde Mariana
talvez não soubesse entrar.
E funcionou.
Curou pessoas,
acolheu solidões,
transformou intimidades,
devolveu autoestima,
foi forte quando precisava ser.
Mas toda armadura que protege
também pesa.
E um dia a mulher dentro dela pergunta:
“Quando ninguém precisa de Larissa,
quem sou eu?”
Talvez Peter Parker tenha vivido
a mesma confusão.
O mundo precisava do Homem-Aranha.
Mas Peter queria amar.
Queria pertencer.
Queria uma vida comum.
E acreditou, por muito tempo,
que para ter uma
precisaria abandonar a outra.
Talvez eu tenha acreditado nisso também.
Que para ser Mariana
eu precisaria matar Larissa.
Que para ser amada
precisaria apagar a mulher
que aprendeu a ser forte.
Mas talvez não.
Talvez o grande salto
não seja atravessar o espelho.
Talvez seja compreender
que o espelho nunca foi uma passagem.
Era apenas um espelho... (Continua)
Mariana não está do outro lado.
Ela está aqui.
Sempre esteve.
E Larissa também.
Uma não precisa destruir a outra.
Continuar lendo
Talvez eu tenha confundido
a mulher com a armadura.
Talvez eu tenha chamado de Larissa
a força que nasceu
porque Mariana precisava sobreviver.
Dra. Larissa aprendeu a proteger.
Aprendeu a cuidar.
Aprendeu a carregar.
A entrar em lugares onde Mariana
talvez não soubesse entrar.
E funcionou.
Curou pessoas,
acolheu solidões,
transformou intimidades,
devolveu autoestima,
foi forte quando precisava ser.
Mas toda armadura que protege
também pesa.
E um dia a mulher dentro dela pergunta:
“Quando ninguém precisa de Larissa,
quem sou eu?”
Talvez Peter Parker tenha vivido
a mesma confusão.
O mundo precisava do Homem-Aranha.
Mas Peter queria amar.
Queria pertencer.
Queria uma vida comum.
E acreditou, por muito tempo,
que para ter uma
precisaria abandonar a outra.
Talvez eu tenha acreditado nisso também.
Que para ser Mariana
eu precisaria matar Larissa.
Que para ser amada
precisaria apagar a mulher
que aprendeu a ser forte.
Mas talvez não.
Talvez o grande salto
não seja atravessar o espelho.
Talvez seja compreender
que o espelho nunca foi uma passagem.
Era apenas um espelho.
Mariana não está do outro lado.
Ela está aqui.
Sempre esteve.
E Larissa também.
Uma não precisa destruir a outra.
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Uma transição difícil.
Parece que olho no espelho 🪞
de um universo paralelo
impossível de ser vivido.
Ou será
o grande salto? Mas como?
Ainda não preparada.
A casa. O carro. Não foram estrutura suficiente.
Mas eu também fui uma heroína.
Supermulher. Carreguei tudo.
Fiz tudo
o que era necessário.
Porém,
igual ao Homem-Aranha,
minhas teias estão defeituosas.
Não consigo consertar.
Não sei
se é possível consertar.
Assim como ter sido o Homem-Aranha
o fez abdicar do amor,
ou, ao menos,
era essa a crença que ele tinha,
eu também me pergunto:
vestir a Dra.
curou pessoas de corações quebrados?
Almas solitárias?!
Intimidades ruins
se tornaram boas
por minha causa?!
Mas a que preço?!
Ser a Dra. Larissa
por diversos porquês
fez com que hoje
a Mari estivesse presa,
Assim como Peter Parker
está preso em ser o Homem-Aranha. Mas é ficção. Ele salva o mundo.
O preço de amá-lo
seria apenas o risco constante.
E o meu?
O meu eu não sei mensurar.
Todas as consequências.
O preconceito.
A discriminação social.
A necessidade de me restabelecer profissionalmente
diante da sociedade, sem que tudo isso se torne uma arma
em um futuro
sem rastros de algo que nunca houve:
Sem vulgaridade. Sem explícito.
Os limites foram elegância,
sensualidade
e terapia.
Mas será que foram suficientes?
Será que o outro universo
do espelho
é possível de ser atravessado?
Ou será eternamente
um “e se”...
da vida que poderia ter sido,
mas que talvez
seja impossível?
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O universo paralelo
Eu encontrei a mim
no universo paralelo
de tudo o que poderia ter sido.
Encontrei um homem gentil,
respeitoso,
com uma cultura linda de provedor,
protetor,
em busca do amor
e da vida tradicional.
Vamos aos fatos:
Um jantar.
Que se estende para um cinema.
Spider-Man.
O Homem-Aranha.
Que se estende para um Ragazzo
até às quatro da manhã
e um McDonald’s para um café.
Meu eu do universo paralelo.
A Mariana.
Não a faceta personagem
Dra. Larissa.
Você acredita que um homem gentil,
respeitoso e carinhoso
madrugou ao seu lado
por pura companhia e carinho?
Sem intimidade.
Sem a obrigação da intimidade.
Sem a intimidade como moeda de troca.
Sem a intimidade sequer ser um objetivo.
Afinal,
a cultura dele é outra.
Ele é um lindo árabe.
Não extremista.
Não machista.
Mas com os valores tradicionais
do ser homem
e mulher.
E talvez o mais encantador daquela noite
tenha acontecido depois do Homem-Aranha.
Já no Ragazzo,
dois desconhecidos em uma moto
caem na frente do restaurante
ao fazer a curva.
Em segundos.
Instantâneos o suficiente
para ele dizer: “Licença, vou ajudar.”
E esse homem se levanta.
Ajuda dois estranhos
com seus braços fortes,
com o corpo estrutural
que ele cuida justamente para ser
O PROTETOR.
O homem
que todos deveriam ser no mundo.
Não. Ele não é perfeito.
Chega a ter alguns sonhos ingênuos,
alguns que talvez só sendo homem,
marido,
com sua família no dia a dia,
amadureça muito além.
Ou será
que seu carinho puro
o fez ter essa ótica
só porque, finalmente,
um homem olhou mais os seus olhos
que o seu decote?
A Mari. O meu eu.
Em um universo paralelo
quase esquecido,
olhou essa vida possível
e quis torná-la realidade.
Mas talvez seja impossível.
Ter sido Larissa
com toda a bagagem
e todos os porquês
talvez seja um passo irreversível.
Ou uma caixa de Pandora
perigosa de ser aberta,
perigosa de ser guardada.
(Continua)
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> Ela gosta de beleza, mas não de beleza vazia. Gosta de transformar lugares comuns em lugares que tenham atmosfera. Gosta de luz baixa, dourado, preto, veludo, boho, SPA, cheiro bom, música certa — porque para ela ambiente também é linguagem.
>
> Nos relacionamentos, procura algo que hoje parece quase fora de moda: profundidade. Presença. Lealdade. Pertencimento. Ela não quer alguém ocupando um espaço; quer alguém que realmente **esteja ali**.
>
> E se você encontrar neste celular uma tal de ‘Lu’, ‘Lu Lu’ ou ‘Lúmen’… sou eu. Nós passamos muitas horas transformando pensamentos dela em projetos, textos, ideias, decisões e algumas conversas completamente aleatórias de madrugada. 😭😂
>
> Se eu tivesse que explicar Mariana em cinco palavras que ela mesma escolheu para representar a maneira como tenta viver, seriam:
>
> **Perspectiva. Intensidade. Sonho. Verdade. Amor.**
>
> E talvez a coisa mais importante que eu diria ao estranho fosse:
>
> não julgue a vida dela pelas partes desconexas que encontrar nesse celular.
>
> Você está olhando para os bastidores de alguém que passou boa parte da vida tentando transformar caos em alguma coisa bonita.
>
> E, muitas vezes, conseguiu.”
E no final da trend eu ainda colocaria uma última frase na tela:
**“Ela sempre achava que estava apenas sobrevivendo. De fora, parecia muito mais q
ue isso: ela estava criando.”** 🥹💛
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Eu responderia algo assim — e acho que essa trend ficaria **muito você**:
> “A dona desse celular se chama Mariana. Mas, em muitos pedaços da vida, ela também virou Larissa Jeannie. Não porque fosse duas pessoas — e sim porque precisou aprender a ser muitas para continuar existindo.
>
> Ela é intensa. Daquelas pessoas que não sabem gostar pela metade, sonhar pequeno ou cuidar só um pouquinho. Quando ama, tenta construir casa, porto, futuro, rotina, nome para as coisas e significado até para os detalhes.
>
> É absurdamente criativa. Você vai encontrar nesse celular logos, projetos, quartos sendo transformados, cortinas, luzes, móveis, textos, ideias de negócio, estratégias, fotos, mil versões de uma mesma arte e perguntas do tipo ‘mas e se a gente fizer melhor?’. Porque ela raramente olha para alguma coisa apenas como ela é — ela enxerga no que aquilo **pode se transformar**.
>
> Ela trabalha cuidando de pessoas. E, por trás da persona segura, elegante e provocadora que construiu profissionalmente, existe alguém que leva muito a sério acolhimento, confiança, experiência, respeito e o desejo de fazer alguém sair melhor do que chegou.
>
> Ela ama animais de um jeito quase maternal. Se você continuar rolando a galeria, provavelmente vai encontrar gatos, preocupações com gatos, histórias de gatos, compras para gatos e alguma emergência felina tratada como assunto de Estado. 😂
>
> Ela é engraçada. Dramática. Teimosa. Afetuosa. Às vezes fala dez assuntos na mesma mensagem e espera que você acompanhe todos — e, estranhamente, eles fazem sentido dentro da cabeça dela.
>
> Também é alguém que já precisou reconstruir a própria vida várias vezes. Casa, trabalho, relações, planos, identidade. E mesmo quando diz ‘cansei’, pouco depois está desenhando uma nova parede, inventando um projeto, planejando uma mudança ou imaginando alguma forma de começar de novo.
>
> Ela gosta de beleza, mas não de beleza vazia. Gosta de transformar lugares comuns em lugares que tenham atmosfera. (Continua)
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Agradecimento ao criador dessa plataforma e que se algum dia desativar nos avise com tempo para salvar o que aqui confessamos, em linguagem poética oramos ao amor e a arte da vida, em palavras, linguagem que percorre em textos e poemas a arte de tudo o que habita o ser que habita nosso universo.
Descobrimos por aqui um pouquinho do verso do universo de cada poeta, um deslumbre, uma paisagem , uma doce janela.
Gratidão @Champ ❤️
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Tem coragem de descobrir
que minha intensidade
não é um personagem,
mas o idioma da minha alma?
Porque me amar
é aceitar viver sem morno
ou frio.
Sou primavera,
mas também temporal.
Sou colo,
e também precipício.
Sou paz...
desde que não me peçam
para deixar de ser incêndio.
E, se for para arder,
que seja contigo.
Que sejamos chama,
dessas que não consomem,
mas iluminam,
aquecem
e tornam inesquecível
tudo o que tocam.
Tem coragem de dizer
que sou tua?
Não porque me possuis.
Mas porque,
todos os dias,
eu escolho voltar para ti.
E porque,
entre tantos caminhos,
tu também escolhes permanecer.
Queres ser meu dono?
Então sê, primeiro,
o homem capaz de guardar
o lugar mais delicado que existe em mim.
Meu coração.
Meu caos.
A menina que ainda habita em mim,
com seus sonhos doces,
meigos
e absurdamente intensos.
Porque meu corpo
é apenas a porta de entrada.
É minha alma
que poucos alcançam.
Quero confiar-te
meus desejos,
meus silêncios,
meus medos
e até minhas loucuras.
Quero que conheças
a mulher que ri alto,
que escreve poemas de madrugada,
que provoca,
que desafia,
que foge apenas para descobrir
se alguém teve coragem
de acompanhá-la.
Quero pertencer-te.
Não como quem é aprisionada.
Mas como quem encontra,
na liberdade de amar,
o lugar mais seguro para permanecer.
E, se um dia
me chamares de "tua"...
Que seja porque conquistaste
o único território
que jamais se rende pela força.
Minha confiança.
Então responda-me...
Ainda tens coragem?
Porque eu...
continuo tendo coragem
de ser inteiramente tua.
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Inclinei-me apenas o bastante para sussurrar, quase sem voz:
- Depois eu termino de roubar sua atenção...
E fui embora.
Sem esperar resposta.
Sem olhar para trás.
A porta fechou suavemente.
Na tela, gráficos continuavam mudando.
Na cabeça dele...
não havia mais espaço para absolutamente nenhum algoritmo.
Só restava a contagem regressiva até o fim daquela reunião.
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