Universo paralelo "Mari"
O universo paralelo Eu encontrei a mim no universo paralelo de tudo o que poderia ter sido. Encontrei um homem gentil, respeitoso, com uma cultura linda de provedor, protetor, em busca do amor e da vida tradicional. Vamos aos fatos: Um jantar. Que se estende para um cinema. Spider-Man. O Homem-Aranha. Que se estende para um Ragazzo até às quatro da manhã e um McDonald’s para um café. Meu eu do universo paralelo. A Mariana. Não a faceta personagem Dra. Larissa. Você acredita que um homem gentil, respeitoso e carinhoso madrugou ao seu lado por pura companhia e carinho? Sem intimidade. Sem a obrigação da intimidade. Sem a intimidade como moeda de troca. Sem a intimidade sequer ser um objetivo. Afinal, a cultura dele é outra. Ele é um lindo árabe. Não extremista. Não machista. Mas com os valores tradicionais do ser homem e mulher. E talvez o mais encantador daquela noite tenha acontecido depois do Homem-Aranha. Já no Ragazzo, dois desconhecidos em uma moto caem na frente do restaurante ao fazer a curva. Em segundos. Instantâneos o suficiente para ele dizer: “Licença, vou ajudar.” E esse homem se levanta. Ajuda dois estranhos com seus braços fortes, com o corpo estrutural que ele cuida justamente para ser O PROTETOR. O homem que todos deveriam ser no mundo. Não. Ele não é perfeito. Chega a ter alguns sonhos ingênuos, alguns que talvez só sendo homem, marido, com sua família no dia a dia, amadureça muito além. Ou será que seu carinho puro o fez ter essa ótica só porque, finalmente, um homem olhou mais os seus olhos que o seu decote? A Mari. O meu eu. Em um universo paralelo quase esquecido, olhou essa vida possível e quis torná-la realidade. Mas talvez seja impossível. Ter sido Larissa com toda a bagagem e todos os porquês talvez seja um passo irreversível. Ou uma caixa de Pandora perigosa de ser aberta, perigosa de ser guardada. (Continua)
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