O tempo.
O tempo não avisa.
Ele não bate na porta.
Ele não pede licença pra entrar,
nem pra levar.
Ele simplesmente leva.
Leva o abraço que você deixou pra depois.
Leva a mensagem que você deixou no rascunho.
Leva a visita que você jurou fazer no domingo,
mas nunca fez.
O tempo é cruel porque ele é justo.
Ele passa igual pro rico e pro pobre,
pro que ama e pro que odeia,
pro que tem pressa e pro que acha que tem todo o tempo do mundo.
A gente acha que tem tempo.
A gente vive como se fosse eterno.
Deixa o "eu te amo" pra amanhã.
Deixa o perdão pra semana que vem.
Deixa o sonho pra quando se aposentar.
E o tempo ri.
Porque ele sabe que amanhã é uma promessa que ele nunca fez.
Um dia, você vai olhar no espelho e não vai se reconhecer.
O rosto vai estar mais marcado,
a mão mais trêmula,
o cabelo mais branco.
E você vai se perguntar: onde eu estive esse tempo todo?
Vai lembrar do amigo que partiu e você não se despediu.
Da mãe que te chamava pra almoçar e você dizia "tô ocupado".
Do amor que te esperou até não aguentar mais esperar.
O tempo não volta.
Ele não perdoa.
Ele não devolve.
Ele só deixa a saudade.
Essa visita que dói, que senta do seu lado na madrugada e sussurra:
"Você teve a chance. E você deixou passar."
Então, se você está lendo isso agora,
para.
Respira.
Liga pra quem você ama.
Abraça apertado, como se fosse a última vez.
Porque um dia, vai ser.
Diz que ama hoje.
Pede perdão hoje.
Vive hoje.
Porque o relógio da parede não está só marcando as horas.
Ele está contando quanto te resta.
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Aguenta firme.
Eu sei que a parede aí parece que não tem fim,
Que o relógio demora, que a noite é fria e sem fim,
Que tem hora que a cabeça pesa, que dá vontade de parar,
Mas escuta: sua história não vai terminar nesse lugar.
Tenha força. Não essa força que todo mundo vê,
Mas aquela que Deus só dá pra quem precisa vencer.
A força de quem sabe que não fez nada de errado,
De quem deita a cabeça no travesseiro com o coração limpo e calado.
Eles podem trancar o corpo, mas não trancam a verdade,
Podem prender o tempo, mas não prendem a sua liberdade.
Porque a sua liberdade mora no que você é,
No seu caráter, na sua fé, no seu porquê.
Logo você sai.
Não é frase feita, é profecia.
A porta que hoje está trancada, amanhã será só lembrança fria.
O cadeado vai abrir, o portão vai ranger,
E você vai sair de cabeça erguida, pronto pra viver.
Porque a justiça será feita.
Pode demorar, a justiça dos homens é lenta,
Mas a justiça de Deus nunca se ausenta.
Ela vem no tempo certo, sem falha e sem pressa,
E quando ela vem, ela limpa, ela confessa.
E todos vão ver que você é inocente.
Aqueles que apontaram o dedo vão ter que baixar a cabeça,
Aqueles que falaram por trás vão ter que engolir a promessa.
O mesmo povo que te julgou sem saber,
Vai ver a verdade florescer.
Então, por enquanto, aguenta firme, guerreiro.
Não deixa o ódio morar no seu peito por inteiro.
Reza, respira, mantém sua mente forte,
Sua hora está chegando, confia na sua sorte.
Isso aqui é só uma vírgula, não é o ponto final.
Seu livro ainda tem muita página, seu final será triunfal.
Logo logo você estará aqui fora, em um abraço apertado,
E vamos dizer juntos: "Acabou. O inocente foi provado."
Aguenta firme. Falta pouco.
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Você foi embora sem nem dizer tchau,
Me deixou aqui com o coração em um grau,
Que nem o poder do tempo consegue explicar,
Só quem amou de verdade vai entender o meu chorar.
Você foi pra cidade grande, atrás do seu brilho,
E eu fiquei aqui, no nosso cantinho, sozinha.
Me bloqueou no zap, como se eu fosse nada,
Como se nosso amor fosse só uma piada apagada.
De dia eu tento ser forte, tento ser feliz,
Mas quem te amou de verdade, me diz, como diz?
De dia eu sorrio, finjo que superei,
Mas no fundo eu sei que nunca te esqueci.
E a noite .... ah, a noite é cruel comigo,
Ela traz sua voz, traz seu sorriso, seu abrigo.
A noite me mostra tudo que a gente não viveu,
Os beijos que não demos, o futuro que não aconteceu.
Você me faz sentir saudade até do que nunca tivemos,
De planos que nos seus olhos eu mesma inventei e escrevemos.
Você aparece depois de meses, do nada, sem dizer nada,
Só pra curtir meus stories, só pra deixar a ferida aberta.
Você volta só pra ver se eu ainda estou aqui, mal,
Esperando migalha, enquanto você está tão bem, tão banal.
Porque você só pensa em festa, em curtição, em viver,
Em copo na mão, em rir, em se perder.
E eu... eu só queria te amar,
Te dar casa, te dar colo, te dar um lugar pra voltar.
Você quer o mundo, quer os holofotes da cidade,
Eu só queria o seu abraço na simplicidade.
Você quer ser livre, quer voar por aí,
Eu só queria que a sua liberdade fosse ficar aqui comigo, por mim.
Você tem o poder de me deixar mal com um simples "oi" sumida,
Tem o poder de transformar meu dia feliz em um dia perdido.
Você foi embora sem tchau, mas deixou a saudade pra morar,
E agora eu tenho que aprender, sozinha, a me levantar.
Vai, curte sua festa, sua vida, sua ilusão,
Eu fico aqui, tentando juntar os pedaços do meu coração.
Um dia você vai lembrar que alguém te amou de verdade, sem jogo,
E vai ser tarde. Porque eu vou ter aprendido a ser feliz de novo.
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Eu tenho o poder de te esquecer durante o dia,
Mas quando cai a noite, a alma contraria.
De dia eu sou forte, eu sigo, eu sou capaz,
Finjo que a vida segue, que estou em paz.
De dia eu trabalho, eu rio, eu sou feliz,
Escondo a ferida, a cicatriz.
Mas a noite chega, e com ela a verdade,
A noite não mente, a noite é saudade.
De dia é razão, de noite é emoção,
De dia é a mente, de noite é o coração.
De dia eu digo que foi bom ter te perdido,
De noite eu confesso que nunca te esqueci.
De dia eu pareço um livro resolvido,
De noite sou a página que você nunca leu até o fim.
Me disseram que o tempo tem o poder de curar,
Que um dia a dor cansa de nos visitar.
Mas como ser feliz se a noite não deixa?
Como sorrir de dia se a noite se queixa?
E talvez ser feliz não seja te apagar,
Talvez seja aprender com a noite a te lembrar,
E com o dia, ter o poder de continuar,
Mesmo amando alguém que já não vai voltar.
Porque o dia me ensina a ser forte,
E a noite me ensina a ser profundo.
De dia eu enfrento o mundo,
De noite eu enfrento o que sinto por você, no fundo.
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Eu sou uma péssima namorada.
Não porque eu não te amo.
Eu te amo de um jeito que dói no peito.
Mas porque eu não sei amar direito.
Ninguém me ensinou a amar sem medo.
Eu sou péssima porque eu sinto demais.
Eu transformo qualquer silêncio seu em uma tempestade na minha cabeça.
Você demora cinco minutos pra responder e eu já criei mil histórias onde você não me quer mais.
Eu sei que é chato. Eu sei que sufoca.
Eu juro que eu tento não ser assim.
Eu sou péssima porque eu brigo por coisas bobas,
mas na verdade eu só queria dizer que senti sua falta.
Eu faço drama, eu falo alto, eu choro,
quando tudo que eu queria era um abraço e dizer: fica aqui comigo mais um pouco?
Eu sou péssima porque eu sou insegura.
Eu me comparo. Eu acho que qualquer garota é mais bonita, mais legal, mais leve que eu.
E aí eu te afasto por medo de você perceber isso também e ir embora.
Eu te empurro esperando que você volte, só pra provar que você ainda me quer.
Eu sou péssima porque eu carrego traumas que não foram você que causou,
mas é em você que eles sangram.
Eu tenho ciúme bobo, eu tenho medo do abandono,
eu tenho essa mania de achar que todo mundo vai me deixar, uma hora ou outra.
E você fica.
Mesmo quando eu sou difícil, você fica.
E isso me faz me sentir ainda pior,
porque você merece uma garota leve, tranquila, que não te dê trabalho.
E eu sou um turbilhão.
Eu queria ser mais calma. Mais madura. Menos intensa.
Eu queria não te cobrar tanto, não te prender tanto, não te pesar tanto.
Eu queria ser o seu descanso, e às vezes sinto que sou o seu cansaço.
Me desculpa por todas as vezes que eu te fiz duvidar do meu amor por causa do meu jeito torto de demonstrar.
Me desculpa por te fazer pagar por feridas que não foram suas.
Me desculpa por ser essa bagunça tentando ser casa pra você.
Eu estou tentando melhorar.
De verdade.
Estou tentando curar em mim o que eu machuco em nós.
Porque eu te amo.
E mesmo sendo uma péssima namorada aos meus próprios olhos,
eu nunca, em nenhum segundo, deixei de te amar com tudo que eu tenho.
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O desejo dela não estava no corpo.
Estava no olhar.
Foi o olhar que me prendeu primeiro.
Não era um olhar comum.
Era um olhar que sabia.
Que sabia o que queria e não tinha pressa de ter.
Ela olhava de canto.
De baixo pra cima.
Com a cabeça levemente inclinada,
e os olhos meio fechados, como quem mede,
como quem já imagina.
Tinha um brilho molhado ali.
Não de lágrima. De vontade.
De quem segura o riso pra não entregar o que está pensando.
Mas o olho entrega tudo.
Quando ela me olhou pela primeira vez de verdade,
o mundo ficou em silêncio.
Não foi um olhar rápido.
Foi um olhar que ficou.
Que percorreu.
Que demorou na minha boca,
depois nos meus olhos,
depois de novo na minha boca,
como se dissesse sem palavras: eu quero.
O desejo de uma garota não grita.
Ele sussurra.
Ele está no jeito que ela morde o lábio inferior bem de leve quando você fala.
No jeito que ela pisca mais devagar quando está perto.
No jeito que a pupila dilata, que a sobrancelha levanta só um pouco,
que o olhar cai e volta, com medo e com coragem ao mesmo tempo.
Ela não precisou me tocar.
O olhar dela me tocou.
Me tocou como se a mão dela já soubesse o caminho do meu rosto,
do meu pescoço, do meu peito.
Tinha fogo e tinha água naquele olhar.
Fogo que queima, água que afoga.
Era um convite e um desafio.
Era um "vem" e um "será que você consegue me ter?".
E eu vi ali dentro, bem no fundo daquele castanho escuro,
uma história que ainda não tinha sido escrita.
Um quarto escuro.
Uma luz baixa.
O cabelo dela solto.
O silêncio quebrado só pela respiração acelerada.
Ela olhava como quem já tinha me despido na mente.
Como quem já sabia o gosto do meu beijo antes mesmo de me beijar.
E isso... isso é o que enlouquece.
Porque o desejo mais bonito
não é o do corpo que se oferece.
É o do olhar que promete,
que provoca,
que espera,
que diz tudo sem dizer nada,
e te deixa sem dormir só por causa de um olhar.
O dela ainda mora em mim.
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Eu achava que sabia o que era amor.
Achava que amor era frio na barriga,
mensagem respondida rápido,
ciúme disfarçado de cuidado.
Eu não sabia nada.
Foi a vida que me ensinou.
Não com livros, mas com quedas.
Com despedidas que eu não queria dar,
com noites em que o peito pesava mais que o corpo.
A vida me mostrou que amor não é barulho.
Amor é sossego.
É ficar mesmo quando seria mais fácil ir.
A sabedoria não veio de uma vez.
Ela veio devagar, doendo.
Veio quando eu entendi que não posso salvar ninguém,
que não posso forçar ninguém a ficar,
que amar não é prender,
é deixar livre e ainda assim escolher todos os dias.
E o coração...
Ah, o coração.
Ele apanhou tanto e continuou batendo.
Ele perdoou o que a boca não perdoou.
Ele sentiu saudade de quem não sentiu a minha.
E mesmo assim, não ficou amargo.
Ele ficou maior.
E aí você chegou.
Namorado.
Essa palavra parece pequena pra tudo que você é.
Você não chegou como tempestade,
chegou como casa.
Você não prometeu o mundo,
você me deu paz dentro do meu próprio mundo.
Com você eu entendi que amor não é sobre encontrar alguém perfeito.
É sobre encontrar alguém que te faz querer ser melhor,
sem nunca te fazer sentir que você é pouco.
Se me perguntarem hoje o que é a vida,
eu não vou falar de dinheiro, de sucesso, de futuro.
Eu vou falar de você.
De como a vida fica mais leve quando o coração
finalmente descansa em um lugar certo.
Porque no fim,
toda a sabedoria que eu juntei,
toda a vida que eu vivi,
todo o coração que eu guardei,
era só pra saber reconhecer o amor
quando ele chegasse em forma de namorado.
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Tem pessoas que vivem chutando bola,
outras que vivem sendo a bola.
Chutadas de um lado pro outro,
sem nunca escolherem pra onde vão.
Eu vi pessoas que juravam ser livres
e eram só ventríloquos de uma ideologia.
Repetiam frases que nunca pensaram,
defendiam gente que nunca viram,
odiavam gente que nunca fez nada pra elas.
Achavam que pensavam,
mas só obedeciam.
A gente cresce achando que o mundo é sobre certo e errado,
e depois descobre que é sobre narrativa.
Quem conta a história mais bonita,
ganha a torcida.
Quem grita mais alto,
ganha os seguidores.
E a ilusão...
A ilusão é o estádio lotado.
Todo mundo gritando, todo mundo torcendo,
todo mundo achando que está participando do jogo,
quando na verdade está só assistindo
dois times milionários jogando com a sua esperança.
Pessoas viraram número.
Número virou voto.
Voto virou bola.
Bola que rola, que gira, que distrai.
Enquanto discutem a cor da camisa,
esquecem quem é o dono do campo.
Enquanto brigam por ideologia,
esquecem de olhar pro lado e ver gente.
Gente de verdade.
Com fome de verdade.
Com dor de verdade.
Que não cabe em legenda, nem em discurso.
No fim, eu só queria que as pessoas
parassem de chutar umas às outras
e começassem a passar a bola.
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Eu passei a vida inteira olhando pro céu
como quem pede colo.
Perguntando por que tanta coisa pesa,
por que tanta gente vai,
por que alguns sonhos voltam molhados
e outros nunca chegam.
E o céu nunca me respondeu com palavras.
Ele me respondeu com chuva.
Chuva que cai sem pedir licença,
que bate na janela igual saudade antiga,
que lava a calçada, mas antes encharca o peito.
Chuva que me obrigou a ficar em casa,
dentro de mim,
ouvindo o barulho que eu fazia pra não ouvir o silêncio.
Foi numa dessas noites que a lua apareceu.
Não inteira.
Quase partida, torta, de canto.
E mesmo assim, iluminando tudo.
Foi quando entendi que a gente não precisa estar completo pra ser luz na vida de alguém.
Que dá pra brilhar até quebrado.
As estrelas então vieram.
Milhares, caladas, distantes.
Nenhuma delas brilha pra ser vista.
Brilham porque não sabem fazer outra coisa.
E eu, que passei tanto tempo me medindo, me cobrando, me escondendo,
percebi que talvez o sentido seja esse:
ser, sem precisar provar.
E a escuridão...
Ah, a escuridão.
Todo mundo tem medo dela.
Eu também tinha.
Até entender que a escuridão não é castigo.
É ventre.
É onde tudo recomeça.
É onde a semente racha no escuro pra virar árvore.
É onde eu rachei pra virar gente de novo.
Hoje eu não tenho medo de noite fechada.
Porque eu sei que por cima da chuva,
existe céu.
Por trás da nuvem,
existe lua.
Mesmo quando não vejo,
existem estrelas me guardando.
E se agora tudo parece escuridão,
não é porque acabou a luz.
É porque meus olhos ainda estão aprendendo
a enxergar no escuro.
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Eu olhei pro céu
procurando resposta
e só veio chuva.
Chuva fina, daquelas que não molha a rua,
molha por dentro.
A lua me viu ali,
inteira e sozinha,
como quem diz: você também pode brilhar
mesmo faltando um pedaço.
As estrelas não disseram nada.
Elas só ficaram.
Ficam desde sempre,
nos lembrando que até a luz mais distante
encontra um jeito de chegar.
E eu no meio da escuridão,
que não era noite,
era peito.
Era tudo que eu guardei calada
tentando ser forte.
Foi aí que entendi:
o céu não promete sol todo dia,
a chuva não vem pra estragar,
vem pra lavar.
A lua não tem medo de mudar de fase,
as estrelas não têm pressa de aparecer,
e a escuridão...
a escuridão não é fim.
É onde a gente aprende a se enxergar sem luz nenhuma.
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